Quem sobe e desce no Santos com Ariel Holan?

Luan Peres deve ganhar ainda mais espaço no Santos de Ariel Holan (foto: Ivan Sorti/Santos FC)

O Santos anunciou na última segunda-feira (22) a contratação do técnico Ariel Holan, ex-Universidad Católica, para dirigir a equipe até dezembro de 2023, mesmo período que termina o mandato de Andrés Rueda na presidência. Ouvindo a sua primeira entrevista como treinador do Peixe e lendo materiais produzidos por colegas da imprensa sobre os seus métodos, me arrisco a fazer um exercício de futurologia sobre os jogadores que sobem e os que descem após a sua chegada.

SOBEM

Luan Peres: Holan necessita de zagueiros de explosão, que estejam preparados fisicamente para ajudar na contenção dos contra-ataques adversários. Luan Peres demonstrou – principalmente na final da Libertadores – que pode ser bem útil neste sentido.

Felipe Jonathan: Sua capacidade de gerar amplitude e de apoiar o ataque, como um autêntico ala, deve conquistar o novo treinador do Santos. Sua habilidade pode transformá-lo em um trunfo para triangulações rápidas para gerar superioridade no setor.

Madson: Seu vigor físico pode ser um diferencial, pois Madson teria fôlego para apoiar o ataque e ajudar na retomada defensiva, evitando que os zagueiros fiquem muito expostos aos contra-ataques dos adversários.

Sandry: Sua qualidade no passe será o primordial para garantir a sustentação da fase ofensiva do jogo de posição do técnico Ariel Holán. Vejo que Sandry deverá atuar como um camisa 5, ajudando na ligação defesa e ataque.

DESCEM:

Pará: O lateral completou 35 anos em 2021, e já não tem a mesma explosão física de antes. Além disso, vejo que ele poderá ter dificuldades para abrir o campo e ajudar nas triangulações para gerar superioridade numérica no seu setor.

Luiz Felipe: Vejo Luiz Felipe com muitas dificuldades para se estabelecer no Santos de Holan, pois não tem o vigor físico necessário e, por isso, deverá ficar muito exposto aos contra-ataques rivais.

Alison: Para seguir como titular incontestável com Holan assim como foi com Cuca, Alison terá que aprimorar o seu passe, ou então terá a mesma dificuldade para se estabelecer como teve na passagem do técnico Jorge Sampaoli pelo Santos. Vale lembrar que Sampaoli e Holan são adeptos do jogo de posição.

Lucas Braga: O estilo de jogo de Lucas Braga (ponta que ajuda muito na marcação da defesa, mas não é muito técnico e pode comprometer as ações ofensivas em alguns momentos) provavelmente deverá fazê-lo perder espaço com Holan. Não vejo Lucas Braga sendo efetivo nas triangulações ofensivas (espero estar errado).

Aproveito aqui também para fazer umas considerações iniciais sobre a chegada de Holan:

  • Ariel Holan deve chegar ao Brasil para ver a estreia do Santos no Paulistão contra o Santo André. Amigos do Lance/Diário do Peixe informam que ele deve estrear no banco de reservas na segunda rodada (Ferroviária) ou terceira (São Paulo). Acho arriscado estrear logo em um clássico.
  • É importante que exista a compreensão de que Holan vai se adaptar ao Santos e o Santos vai se adaptar a Holan. Isso leva um tempo. Imprescindível que haja bastante paciência, principalmente nos primeiros jogos, para o trabalho dar certo.
  • Método do Holan significa uma ruptura grande ao modelo do Cuca, mas ao mesmo tempo é uma reaproximação com o jeito Sampaoli de jogar. Por isso, acredito que nomes importantes como Marinho, Soteldo e Sanchez, que foram comandados por Sampaoli, vão ajudar muito no entendimento ao novo modelo de jogo.
  • Holan é conhecido por revelar jovens talentos e trabalhar com o elenco que tem, o que é perfeito para o momento do Santos. Sua predileção por tecnologia e inovação me agradam bastante.
Vale a pena ler a análise do Pedro sobre o trabalho de Holan

Você leu também no blog:

O legado de Cuca para Holan

10 perguntas para Cuca (e um agradecimento)

Para saber mais sobre Holan, recomendo a leitura:

Blog do Tales Torraga: ‘Estilo HOLANdês’: Novo técnico do Santos é tido como gênio na Argentina

De estacion en estacion: Ariel Holan fala ao Coaches Voice

O legado de Cuca para Holan

Reprodução/Twitter

Tudo indica que Ariel Holan deve ser confirmado até o final desta semana como novo técnico do Santos para a temporada 2021. Antes de falar sobre o novo treinador, prefiro comentar sobre o legado que Alexi Stival, o Cuca, deixa para o Peixe.

É inegável que Cuca teve méritos no comando do Santos. Mas um deles salta muito aos olhos de quem acompanhou o time mais de perto neste ano: Cuca fez o grupo acreditar que era capaz. É claro que uma conjunção de fatores ajudou a colaborar para uma ‘tempestade perfeita’ neste aspecto, tais como:

  • Clube em crise financeira
  • Transferban, como consequência desta crise, impediu o Santos de contratar
  • Cuca ficou impedido de sugerir contratações tão ruins como as que ele sugeriu na segunda passagem pelo clube (Laércio foi a única exceção, pois foi contratado no intervalo entre duas punições).

Sem opções, Cuca se viu obrigado a trabalhar com o elenco que tinha. E foi aí que mostrou o seu principal mérito, que até excedeu o seu trabalho como treinador: ele muitas vezes foi supervisor (convencendo atletas a não processar o Santos), outras diretor de futebol (indicando reforços), outras coaching (motivando a equipe), e assessor de imprensa (cuidando do que seria divulgado para a mídia).

Além do desempenho fora dos gramados, Cuca mostrou méritos na armação do Santos: construiu um time vibrante e ofensivo. O treinador conseguiu potencializar jogadores como Alison e Kaio Jorge, que se tornaram vitais para o seu esquema tático.

O resultado veio: antes visto como ‘quarta força do Estado’ ou time que estava fadado ao rebaixamento, o Santos mostrou a sua grandeza ao fazer uma campanha histórica que culminou no vice-campeonato da Libertadores com um gol sofrido aos 53min do segundo tempo.

Mesmo com um baque tão grande na temporada (a perda do título), Cuca superou a sua fama de depressivo (nestes momentos) e conseguiu fazer o Santos reagir no Brasileirão. Com uma sequência de quatro jogos sem derrota (duas vitórias e dois empates), o Peixe está muito perto de se garantir na Pré-Libertadores, o que facilitaria muito a vida de Ariel Holan nesta temporada.

Mas independente deste resultado, o maior legado Cuca deixa para Holan é o elenco do Santos. Um time jovem, motivado, brigador e com muito potencial de desenvolvimento para o futuro. O Peixe tem uma base pronta para trabalhar, o que já é um grande passo. Só falta a torcida ter paciência e não cobrar do novo técnico um título desde o primeiro minuto.

Até onde vai o limite do BBB?

O BBB mais uma vez virou o assunto do Brasil. Mas desta vez sob uma perspectiva muito mais pesada: um participante (Lucas) abandonou o programa e o outro está louco para ser eliminado no paredão desta terça (Bill), chegando ao ápice de sua mãe e da equipe que atualiza as suas redes sociais fazerem campanha para que o público vote para que ele saia da casa.

O BBB assumiu o papel na Globo que antes cabia às novelas de retratar o que acontece na sociedade. Brigas, intrigas, traições…esse sempre foi um enredo clássico BBB sim BBB também. Só que a edição de número 21 do programa trouxe um componente brutal: o terrorismo psicológico.

Nunca antes na história do BBB os participantes eram alvos de jogos psicológicos com o intuito de isolá-los e de fazê-los sentir “o cocô do cavalo do bandido”. Com a desculpa de que são bons jogadores e aceitando o papel de vilôes, nomes como Karol Conká e Negro Di segregam, confundem e manipulam quem eles não gostam, e ainda jogam a casa contra essas pessoas. Lucas e Bill foram alvos. Gilberto e Sarah tem tudo pra ser.

Aí voltamos ao ponto inicial do texto: até onde vai o limite do BBB? O BBB tem que ser o retrato da sociedade? Ou ele pode assumir o papel de regulador moral e agir para conter excessos? 

Outro ponto a ser questionado: até que ponto as marcas vão aceitar investir dinheiro em uma edição de um programa que expõe terrorismo psicológico neste nível? Que faz com que o público, já extremamente desgastado por uma pandemia brutal que assola o Brasil há um ano, se sinta exposto a este espetáculo do masoquismo? As marcas vão aceitar estar associadas a valores como esses? Vale tudo por bons números de audiência?

Meu pitaco: acho que para tudo tem limite. E o BBB não deveria fugir à regra. A direção deveria estipular punições para quem tem atitudes como fazer terrorismo psicológico com o outro (só para citar um exemplo). Os participantes deveriam ser comunicados das regras que precisam ser respeitadas.

Confesso que cheguei num ponto de temer pelo Lucas tentar tirar a vida dele no meio do programa. Vocês já imaginaram a consequência de um ato dramático como esse na história da televisão brasileira? É isso que queremos? É isso que precisamos?

De tragédia já basta o dia a dia do Brasil da pandemia, não?

10 perguntas para Cuca (e um agradecimento)

Queria começar este texto com um agradecimento a Alexi Stival, o Cuca. É inegável o valor dele na campanha que o Santos fez na Libertadores. Encontrou um cenário de terra arrasada, com os jogadores e a torcida desacreditados, dívidas e mais dividas (#transferbannomuro) e conseguiu reverter. O Peixe ‘ressurgiu das cinzas’ após o seu comando. Teve vitórias históricas contra adversários do calibre de Grêmio e Boca Juniors. Fez muita coisa para se orgulhar na competição. Com ele, o Santos relembrou o seu gigantismo.

Mas tudo leva a crer que a terceira passagem de Cuca pelo Santos está cada vez mais perto de um fim. Antes de falar de nomes para substituí-lo, gostaria de deixar perguntas que, a meu ver, separam a avaliação do seu trabalho de bom para ótimo.

Cuca teve uma série de ‘derrapadas’ no momento que o Santos mais precisava na temporada. E a expulsão na final contra o Palmeiras deixou muitas perguntas a serem respondidas (se alguma das perguntas abaixo foi respondida e eu não percebi, por favor me avisem):

  1. Por que colocou Wellington Tim em campo na final da Libertadores sendo que ele nem tinha 90 minutos em campo pelo profissional?
  2. Por que nem sequer relacionou Wellington Tim pelo Brasileirão dois jogos depois, relacionando Wagner Palha e Alex, que poderiam ser opções viáveis no segundo tempo contra o Palmeiras?
  3. Se o John não se recuperou completamente da covid, por que ele jogou a final da Libertadores, o jogo mais importante da temporada?
  4. Por que abdicou do ataque contra o Palmeiras sendo que as duas melhores experiências na Libertadores foram quando o Santos não abdicou do ataque em nenhum momento? (Santos e Grêmio na Vila)
  5. Por que colocou jogadores no segundo tempo da final em posições diferentes das quais eles estão acostumados a jogar? (Kaio Jorge foi meia, Lucas Braga foi centroavante e Madson atuou no meio do campo – só para citar três exemplos)
  6. Por que Laércio segue como titular, sendo que claramente ele não tem nível para jogar no Santos?
  7. Por que o Ângelo não recebe mais minutos?
  8. Por que a insistência em nomes como Jean Mota, Arthur Gomes e Taílson, que merecem buscar a felicidade em outro lugar?
  9. Por que o Santos, quando tinha superioridade numérica no segundo tempo contra o Atlético-GO, achou que a solução era cruzar QUARENTA E SEIS bolas na área do rival?
  10. Por último, o mais importante: como fazer o torcedor acreditar que o clube tem forças para buscar a vaga na Libertadores 2021 se você mesmo dá mostras de que está esgotado e psicologicamente abalado com o vice da Libertadores?

Se as perguntas forem respondidas, este texto será atualizado no momento oportuno.

As grandes empresas estão começando a entender que o Brasil mudou

O caso de assédio sexual envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllem Tonani tem tudo para ser um divisor de águas na forma como as grandes empresas compreendem o Brasil.

“Nunca antes na história desse país” uma empresa do porte da TV Globo escancarou um problema de forma tão aberta como fez neste caso. Tudo isso é uma prova de que a mobilização das pessoas nas redes sociais pode sim fazer a diferença.

Como mostra a foto acima, várias funcionárias de diferentes áreas da TV Globo, incluindo atrizes de prestígio na casa, se mobilizaram e criaram a campanha “mexeu com uma, mexeu com todas”, com camisa e hashtag nas redes sociais, em apoio a Susllem e protesto contra a atitude de José Mayer.

A Globo, que antes tinha adotado a postura de resolver o caso internamente e esperar a poeira baixar, diante da pressão das atrizes da emissora no último domingo (informação do jornalista Daniel Castro, do site Notícias da TV), resolveu torná-lo público. Deu razão para a acusação da figurinista, anunciou a suspensão de José Mayer por tempo indeterminado e tratou do caso até no Jornal Nacional. Parece pouco, mas já é uma vitória e tanto no meio televisivo como um todo, conhecido muito mais pelo “teste do sofá” do que pelo respeito ao próximo.

Faço minhas as palavras de Daniel Castro neste mesmo texto: “Ao suspender Mayer de suas funções, estimular um movimento feminista nos seus corredores e forçar o ator a admitir o erro, a Globo passou uma imagem de empresa moderna e sintonizada com o seu tempo”. Ponto para a emissora.

Vale ressaltar que não é de hoje que a Globo toma atitudes neste sentido. O tabu do beijo gay entre homens nas novelas foi quebrado.

O programa “Amor e Sexo”, liderado pela apresentadora Fernanda Lima, recentemente abordou o tema discussão de gênero. O cantor Lineker interpretou a canção “Geni e Zepelin”, de Chico Buarque, e emocionou ao adaptar o seguinte trecho para usar como um desabafo.

“Não joga [pedra na Geni]! O Brasil é um dos países que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Basta! Só assim podemos nos redimir”.

Não foi somente a Globo que mudou de postura. A Ambev, por meio de um dos seus produtos, a Skol, fez uma autocrítica muito interessante ao lançar uma campanha para retirar cartazes machistas de bares. “ Isso não nos representa mais” (confira a campanha no vídeo).

“Não é uma forma de pedir desculpa, é uma forma de evoluir junto com o mundo, sem negar o que aconteceu de fato”, disse ao G1 a diretora de marketing de Skol, Maria Fernanda de Albuquerque. “É uma virada de página. É uma megarreflexão de olhar e admitir que não faz sentido aquilo existir”.

Este texto não pretende ser ufanista ou ingênuo. Não existe empresa 100% boazinha. As empresas sabem que, para conseguir lucro, precisam estar conectadas com a realidade do mundo em que vivem. E tudo isto colocado nos parágrafos acima mostra que, aos poucos, as empresas estão percebendo que as noções de mundo estão mudando. Nestes casos, para melhor. Que estes exemplos no mercado passem a ser mais regra e menos exceção.

Doria dá a oportunidade ao jornalismo de mostrar que ainda tem valor

Desde que assumiu a prefeitura de São Paulo, João Doria mostrou uma preocupação excessiva com a comunicação de todos os seus atos de campanha. Ao contrário do antecessor Fernando Haddad, ele usa ativamente as redes sociais para mostrar, usando as suas palavras, que “São Paulo está acelerando”. Por ser um profissional da área, Doria tem a qualidade de entender o quanto a comunicação é importante em qualquer tipo de gestão.

Só que Doria dá mostras claras de que quer ditar o que vai ou não ser divulgado para os habitantes de São Paulo. Restringe o acesso a informação, principalmente quando se trata das críticas e reclamações dos munícipes. O prefeito desrespeita a Lei de Acesso à Informação e não repassa os dados sobre saúde. Faz campanha de marketing sobre a Cidade Linda e deixa de atender 3 entre 4 queixas de zeladoria. Diz que São Paulo recebeu R$ 255 milhões de doação em 88 dias, mas o dinheiro ainda não entrou em sua totalidade no caixa da Prefeitura.

Doria quer contar a história do jeito que bem entende. Quer que a realidade absoluta seja a que ele conta, independente se for verdade, meia verdade ou mentira. Aí que está a grande oportunidade que o prefeito dá ao jornalismo de mostrar que ainda tem valor.

Muito se diz que o jornalismo está morrendo. Ou que perdeu o valor. Estou com aqueles que dizem que o jornalismo nunca teve tantas oportunidades de mostrar que está mais vivo do que nunca. Afinal de contas, quem está para remar contra a maré e mostrar para a opinião pública que “não é bem assim” a história que João Doria conta?

A comunicação e o marketing podem servir para qualquer intuito. Para o bem ou para o mal. A população não tem tempo/interesse/vontade de checar se o prefeito está cumprindo tudo o que diz. Então precisa acreditar em alguém.

As grandes mídias estão desacreditadas porque vendem uma ideia de isenção que “não cola mais” com a população, que sempre acredita que existe algum interesse político por trás da divulgação de alguma notícia. Trocando em miúdos, ou o veículo é petista, ou tucano, ou “reaça”.

Já disse em outras oportunidades que o jornalismo precisa entender as demandas da população, mas não necessariamente se deixar levar por elas. Se existe um “oba-oba” sobre um determinado tema, é dever do jornalismo ir atrás da verdade, por mais cruel que ela seja.

A história da gestão João Doria precisa ser contada pelo bom jornalismo. Esta oportunidade não pode ser perdida.

Todos deveriam fazer coaching

Coaching é um processo muito importante, para não dizer imprescindível, para evolução profissional e evolução no mercado de trabalho. Todos deveriam fazer. O investimento pode parecer alto, mas o retorno é garantido.

Não sou coach. Não represento um coach. Meu texto não tem o objetivo de divulgar o trabalho de ninguém. Pretendo nas próximas linhas dar um testemunho pessoal do quanto me sinto beneficiado por ter feito coaching. E incentivar quem ler este texto a fazer o mesmo.

Uma amiga da minha noiva tinha acabado de fazer um curso de formação de coach. Ela precisava de alguém para ser o ‘cobaia’. Para aplicar as teorias que ela aprendeu na sala de aula. Me perguntou se eu topava, e eu não pensei duas vezes para aceitar.

Nos encontros iniciais, admito que cheguei a pensar: o que estou fazendo aqui? Estou em uma conversa com uma psicóloga e ninguém me avisou? Será que isso vai dar certo?

Com o passar do tempo, tudo começou a fazer sentido…

Mas o que é coaching? Segundo o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), significa tirar um indivíduo de seu estado atual e levá-lo ao estado desejado de forma rápida e satisfatória. O processo de coaching é uma oportunidade de visualização clara dos pontos individuais, de aumento da autoconfiança, de quebrar barreiras de limitação, para que as pessoas possam conhecer e atingir seu potencial máximo e alcançar suas metas de forma objetiva e, principalmente, assertiva.

E como é feito o coaching? Vejam a explicação do mesmo IBC: Conduzido de maneira confidencial, o processo de coaching é realizado através das chamadas sessões, onde um profissional chamado coach tem a função de estimular, apoiar e despertar em seu cliente, também conhecido como coachee, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja.

O processo todo é muito importante. Mas claramente algumas coisas marcam mais que outras. Três anos depois do fim dos encontros, uma passagem me marcou muito.

Estava insatisfeito no trabalho, querendo mudar, mas não sabendo como. Foi aí que a coaching me fez uma pergunta aparentemente simples, mas que me ajudou MUITO a mudar.

Se você tivesse que trabalhar em algo que não te remunerasse, mas te desse prazer, o que você faria? Respondi sem pensar: viveria só do meu blog. Coincidência ou não, pouco tempo depois fui trabalhar em um site de jornalismo colaborativo.

No processo de coaching, você acaba tendo acesso a depoimentos de amigos e colegas de trabalho sobre o que eles enxergam de você. Isso também é revelador, porque muitas vezes você só entende o que precisa mudar se o diagnóstico vier de quem enxerga a situação de fora.

O coaching não é só um processo de evolução profissional. É uma forma de se conhecer melhor.

Sabia que 1 + 1 nem sempre = 2?

Se tem uma coisa que incomoda o autor destas linhas cada vez mais é o costume das pessoas de raciocinar, principalmente durante um debate de ideias, de forma lógica

Por isso, vai aqui uma provocação: 1 + 1 nem sempre é igual a 2.

Isso acontece muito na política. Se eu faço uma crítica ao PT, fatalmente receberei uma crítica do tipo: “é sustentado pelo PSDB”. Ou um ataque como: “é direita reaça”.

No futebol, meio em que trabalho, também existe uma ‘lógica’ de pensamento parecida. Se fulano critica o Corinthians, ele é palmeirense. Se é da imprensa, automaticamente faz parte da “PorcoPress”. O contrário é válido: se critica o Palmeiras, é corintiano. Se é jornalista, certamente faz parte da “Gambapress”.

E isso é muito claro. Não tem como existir outra opção. Não tem como o jornalista criticar o Palmeiras e ser palmeirense. É fora de qualquer lógica (este comentário contém ironia).

Mas…já parou para pensar se essa crítica é pertinente? Se tem embasamento? Se a pessoa mostrou argumentos? Se o autor da crítica tem um histórico de só apontar defeitos de um lado ou se é coerente em reconhecer qualidades e defeitos em ambos?

Hoje as pessoas estão preocupadas muito mais em fazer ataques que desqualifiquem o outro debatedor do que em qualificar o nível do debate. Por isso, não existe construção de ideias. O debate é cada vez mais pobre. E burro.

Ir além da lógica binária dá trabalho. Obriga a pensar. Faz a pessoa ir além do óbvio. Mas é recompensador. Vale ter em mente que a maioria das respostas é encontrada facilmente quando conseguirmos ir além daquilo que querem nos mostrar.

Para de pensar somente de forma lógica. Você só tem a ganhar com isso.

Não existe ‘função’ mais chata no trabalho do que a do fiscal

Já ouviu falar da função de ‘fiscal’ no trabalho? Se você respondeu que o seu trabalho não tem essa função, está muito enganado e precisa ficar mais atento.

O fiscal é aquela pessoa que prefere deixar de fazer a tarefa que lhe foi passada para saber se você está fazendo a sua tarefa. Pior: para espalhar para todos os colegas de trabalho que você não está executando o seu papel.

O fiscal é um ser nocivo ao bom ambiente do trabalho por alguns motivos. O primeiro deles é por eficiência: na maioria dos casos, ele deixa de fazer as tarefas que lhe cabe para monitorar os outros.

Outro motivo que o faz ser nocivo é o mais óbvio: se ele fala mal do colega, interfere na harmonia no ambiente, pois cria espaço para que outras pessoas manifestem as suas insatisfações ‘por debaixo dos panos’. A cultura da empresa passa a ser falar mal do outro até que a mensagem chegue ao superior deste outro.

Como identificar um fiscal? Simples: pelas atitudes. O fiscal ‘se entrega’. Se algum colega seu vier falar mal da postura do outro, ele já se torna um grande candidato a ser o fiscal da sua empresa.

Num mundo ideal, as pessoas que trabalham nas corporações, pequenas ou grandes, se preocupariam apenas em melhorar o seu trabalho. E só passariam a olhar para o trabalho do outro caso ocupem um cargo de chefia. Mas olhariam sempre com a intenção de melhorar o outro, não de depreciá-lo.

E você, qual papel você ocupa? O do fiscal ou de quem quer melhorar a empresa?

Já reparou que a culpa é sempre do outro e nunca é sua?

Escrevo estas linhas para propor uma reflexão: já reparou que a culpa é sempre do outro e não sua?

Assisti em mais de uma oportunidade ao programa Pesadelo da Cozinha, na Band, em que o renomado cozinheiro Erick Jacquin é chamado para resolver problemas de restaurantes que estão perto da falência.

Em em TODAS as oportunidades, os integrantes do (s) estabelecimento (s) sempre deram as mesmas razões para os problemas: “a culpa é do outro”.

Isso diz muito sobre nossos problemas – humanos e profissionais. Isso diz muito sobre as relações humanas.

Claro que o outro tem problema para resolver. Claro que o outro poderia sim ajudar o estabelecimento exibido no Pesadelo na Cozinha a ser melhor. Mas já parou para olhar se você pode ser uma pessoa melhor? Já parou para avaliar seus erros e acertos? Tentou ver onde pode evoluir?

Colocar a culpa no outro é o caminho mais fácil para ‘resolver’ o problema. Afinal de contas, você acaba se eximindo da responsabilidade e não pode obrigar a outra pessoa a mudar.

Mas só evolui a pessoa que entende que o caminho do aprendizado invariavelmente passa pelas dificuldades que surgem no nosso caminho e pela nossa capacidade de tentar superá-las.

Em resumo: você está culpando o outro e o problema persiste. Que tal mudar de estratégia e passar a culpar você? Talvez a solução para os seus problemas esteja aí.

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