Veja o passo a passo de como colaborar com a campanha para a publicação do livro “20 jogos eternos do Santos”

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Durante os primeiros 30 dias da campanha para conseguir os R$ 13.300,00 necessários para a publicação do livro “20 jogos eternos do Santos”, recebemos relatos de pessoas que não conseguiram realizar a ajuda pelo site do nosso parceiro Abaca$hi. Por isso, resolvi fazer esse manual.

O link para contribuir é esse.

Veja o passo a passo

Primeiro passo – Clique na opção contribuir em verde

Em duas áreas no site (acima e no rodapé), existe a opção de clicar em contribuir para ajudar com a campanha.

Veja a reprodução da imagem de cima

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Veja a reprodução da imagem do rodapé

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Segundo passo: Faça um cadastro no site do Abaca$hi

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Para poder contribuir com o projeto, é necessário que você tenha um cadastro no site do Abaca$hi. Esse cadastro pode ser feito de três formas: facebook, google e email/senha. Os casos do facebook e do google são mais simples, porque, se você já estiver logado nos dois, com um clique você faz o seu cadastro no abacashi.com.

Terceiro passo: escolha o valor para contribuir

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Neste passo, você escolhe o valor com que deseja contribuir. O Abaca$hi cobra uma taxa de 30 centavos por transação. Você pode escolher se quer ou não divulgar o valor doado e se quer ou não revelar a sua identidade. Dependendo do valor da sua contribuição, você tem direito a uma contrapartida diferente, de acordo com as contrapartidas abaixo.

R$ 1 a R$ 35 – sem contrapartida

R$ 36 a R$ 66 – 1 exemplar do livro “20 jogos eternos do Santos”

R$ 67 a R$ 88 – 2 livros com desconto – presente para um amigo santista!

R$ 89 a R$ 98 – 1 livro + nome nos agradecimentos

R$ 99 – 2 livros + nome nos agradecimentos

acima de R$ 99 – ganha número proporcional de livros ao valor de cada unidade + nome nos agradecimentos (exemplo: se contribuir com R$ 360, tem direito a 10 livros).

R$ 2.200 – Patrocinador: tenha o logo da sua empresa no livro e ganhe 10 exemplares
Quarto passo – Escolha o tipo de pagamento

Você pode pagar de duas formas: boleto bancário e cartão de crédito. Fique tranquilo que é uma transação segura.

Se você escolher a opção do boleto, tem o prazo de dois dias para pagar. Se por um acaso esquecer e deixar o prazo passar, emita um novo boleto. Fique tranquilo que o boleto anterior será automaticamente cancelado.

Quinto passo – Espere a confirmação do pagamento

Se você chegou neste passo, é porque efetuou todo o processo corretamente. A confirmação de que o pagamento foi efetuado e você ajudou a campanha irá no seu email de cadastro no Abaca$hi.

Dúvidas neste processo? Envie um email para renanprates@gmail.com

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As grandes empresas estão começando a entender que o Brasil mudou

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O caso de assédio sexual envolvendo o ator José Mayer e a figurinista Susllem Tonani tem tudo para ser um divisor de águas na forma como as grandes empresas compreendem o Brasil.

“Nunca antes na história desse país” uma empresa do porte da TV Globo escancarou um problema de forma tão aberta como fez neste caso. Tudo isso é uma prova de que a mobilização das pessoas nas redes sociais pode sim fazer a diferença.

Como mostra a foto acima, várias funcionárias de diferentes áreas da TV Globo, incluindo atrizes de prestígio na casa, se mobilizaram e criaram a campanha “mexeu com uma, mexeu com todas”, com camisa e hashtag nas redes sociais, em apoio a Susllem e protesto contra a atitude de José Mayer.

A Globo, que antes tinha adotado a postura de resolver o caso internamente e esperar a poeira baixar, diante da pressão das atrizes da emissora no último domingo (informação do jornalista Daniel Castro, do site Notícias da TV), resolveu torná-lo público. Deu razão para a acusação da figurinista, anunciou a suspensão de José Mayer por tempo indeterminado e tratou do caso até no Jornal Nacional. Parece pouco, mas já é uma vitória e tanto no meio televisivo como um todo, conhecido muito mais pelo “teste do sofá” do que pelo respeito ao próximo.

Faço minhas as palavras de Daniel Castro neste mesmo texto: “Ao suspender Mayer de suas funções, estimular um movimento feminista nos seus corredores e forçar o ator a admitir o erro, a Globo passou uma imagem de empresa moderna e sintonizada com o seu tempo”. Ponto para a emissora.

Vale ressaltar que não é de hoje que a Globo toma atitudes neste sentido. O tabu do beijo gay entre homens nas novelas foi quebrado.

O programa “Amor e Sexo”, liderado pela apresentadora Fernanda Lima, recentemente abordou o tema discussão de gênero. O cantor Lineker interpretou a canção “Geni e Zepelin”, de Chico Buarque, e emocionou ao adaptar o seguinte trecho para usar como um desabafo.

“Não joga [pedra na Geni]! O Brasil é um dos países que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Basta! Só assim podemos nos redimir”.

Não foi somente a Globo que mudou de postura. A Ambev, por meio de um dos seus produtos, a Skol, fez uma autocrítica muito interessante ao lançar uma campanha para retirar cartazes machistas de bares. “ Isso não nos representa mais” (confira a campanha no vídeo).

“Não é uma forma de pedir desculpa, é uma forma de evoluir junto com o mundo, sem negar o que aconteceu de fato”, disse ao G1 a diretora de marketing de Skol, Maria Fernanda de Albuquerque. “É uma virada de página. É uma megarreflexão de olhar e admitir que não faz sentido aquilo existir”.

Este texto não pretende ser ufanista ou ingênuo. Não existe empresa 100% boazinha. As empresas sabem que, para conseguir lucro, precisam estar conectadas com a realidade do mundo em que vivem. E tudo isto colocado nos parágrafos acima mostra que, aos poucos, as empresas estão percebendo que as noções de mundo estão mudando. Nestes casos, para melhor. Que estes exemplos no mercado passem a ser mais regra e menos exceção.

Doria dá a oportunidade ao jornalismo de mostrar que ainda tem valor

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Desde que assumiu a prefeitura de São Paulo, João Doria mostrou uma preocupação excessiva com a comunicação de todos os seus atos de campanha. Ao contrário do antecessor Fernando Haddad, ele usa ativamente as redes sociais para mostrar, usando as suas palavras, que “São Paulo está acelerando”. Por ser um profissional da área, Doria tem a qualidade de entender o quanto a comunicação é importante em qualquer tipo de gestão.

Só que Doria dá mostras claras de que quer ditar o que vai ou não ser divulgado para os habitantes de São Paulo. Restringe o acesso a informação, principalmente quando se trata das críticas e reclamações dos munícipes. O prefeito desrespeita a Lei de Acesso à Informação e não repassa os dados sobre saúde. Faz campanha de marketing sobre a Cidade Linda e deixa de atender 3 entre 4 queixas de zeladoria. Diz que São Paulo recebeu R$ 255 milhões de doação em 88 dias, mas o dinheiro ainda não entrou em sua totalidade no caixa da Prefeitura.

Doria quer contar a história do jeito que bem entende. Quer que a realidade absoluta seja a que ele conta, independente se for verdade, meia verdade ou mentira. Aí que está a grande oportunidade que o prefeito dá ao jornalismo de mostrar que ainda tem valor.

Muito se diz que o jornalismo está morrendo. Ou que perdeu o valor. Estou com aqueles que dizem que o jornalismo nunca teve tantas oportunidades de mostrar que está mais vivo do que nunca. Afinal de contas, quem está para remar contra a maré e mostrar para a opinião pública que “não é bem assim” a história que João Doria conta?

A comunicação e o marketing podem servir para qualquer intuito. Para o bem ou para o mal. A população não tem tempo/interesse/vontade de checar se o prefeito está cumprindo tudo o que diz. Então precisa acreditar em alguém.

As grandes mídias estão desacreditadas porque vendem uma ideia de isenção que “não cola mais” com a população, que sempre acredita que existe algum interesse político por trás da divulgação de alguma notícia. Trocando em miúdos, ou o veículo é petista, ou tucano, ou “reaça”.

Já disse em outras oportunidades que o jornalismo precisa entender as demandas da população, mas não necessariamente se deixar levar por elas. Se existe um “oba-oba” sobre um determinado tema, é dever do jornalismo ir atrás da verdade, por mais cruel que ela seja.

A história da gestão João Doria precisa ser contada pelo bom jornalismo. Esta oportunidade não pode ser perdida.

Todos deveriam fazer coaching

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Coaching é um processo muito importante, para não dizer imprescindível, para evolução profissional e evolução no mercado de trabalho. Todos deveriam fazer. O investimento pode parecer alto, mas o retorno é garantido.

Não sou coach. Não represento um coach. Meu texto não tem o objetivo de divulgar o trabalho de ninguém. Pretendo nas próximas linhas dar um testemunho pessoal do quanto me sinto beneficiado por ter feito coaching. E incentivar quem ler este texto a fazer o mesmo.

Uma amiga da minha noiva tinha acabado de fazer um curso de formação de coach. Ela precisava de alguém para ser o ‘cobaia’. Para aplicar as teorias que ela aprendeu na sala de aula. Me perguntou se eu topava, e eu não pensei duas vezes para aceitar.

Nos encontros iniciais, admito que cheguei a pensar: o que estou fazendo aqui? Estou em uma conversa com uma psicóloga e ninguém me avisou? Será que isso vai dar certo?

Com o passar do tempo, tudo começou a fazer sentido…

Mas o que é coaching? Segundo o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), significa tirar um indivíduo de seu estado atual e levá-lo ao estado desejado de forma rápida e satisfatória. O processo de coaching é uma oportunidade de visualização clara dos pontos individuais, de aumento da autoconfiança, de quebrar barreiras de limitação, para que as pessoas possam conhecer e atingir seu potencial máximo e alcançar suas metas de forma objetiva e, principalmente, assertiva.

E como é feito o coaching? Vejam a explicação do mesmo IBC: Conduzido de maneira confidencial, o processo de coaching é realizado através das chamadas sessões, onde um profissional chamado coach tem a função de estimular, apoiar e despertar em seu cliente, também conhecido como coachee, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja.

O processo todo é muito importante. Mas claramente algumas coisas marcam mais que outras. Três anos depois do fim dos encontros, uma passagem me marcou muito.

Estava insatisfeito no trabalho, querendo mudar, mas não sabendo como. Foi aí que a coaching me fez uma pergunta aparentemente simples, mas que me ajudou MUITO a mudar.

Se você tivesse que trabalhar em algo que não te remunerasse, mas te desse prazer, o que você faria? Respondi sem pensar: viveria só do meu blog. Coincidência ou não, pouco tempo depois fui trabalhar em um site de jornalismo colaborativo.

No processo de coaching, você acaba tendo acesso a depoimentos de amigos e colegas de trabalho sobre o que eles enxergam de você. Isso também é revelador, porque muitas vezes você só entende o que precisa mudar se o diagnóstico vier de quem enxerga a situação de fora.

O coaching não é só um processo de evolução profissional. É uma forma de se conhecer melhor.

Sabia que 1 + 1 nem sempre = 2?

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Se tem uma coisa que incomoda o autor destas linhas cada vez mais é o costume das pessoas de raciocinar, principalmente durante um debate de ideias, de forma lógica

Por isso, vai aqui uma provocação: 1 + 1 nem sempre é igual a 2.

Isso acontece muito na política. Se eu faço uma crítica ao PT, fatalmente receberei uma crítica do tipo: “é sustentado pelo PSDB”. Ou um ataque como: “é direita reaça”.

No futebol, meio em que trabalho, também existe uma ‘lógica’ de pensamento parecida. Se fulano critica o Corinthians, ele é palmeirense. Se é da imprensa, automaticamente faz parte da “PorcoPress”. O contrário é válido: se critica o Palmeiras, é corintiano. Se é jornalista, certamente faz parte da “Gambapress”.

E isso é muito claro. Não tem como existir outra opção. Não tem como o jornalista criticar o Palmeiras e ser palmeirense. É fora de qualquer lógica (este comentário contém ironia).

Mas…já parou para pensar se essa crítica é pertinente? Se tem embasamento? Se a pessoa mostrou argumentos? Se o autor da crítica tem um histórico de só apontar defeitos de um lado ou se é coerente em reconhecer qualidades e defeitos em ambos?

Hoje as pessoas estão preocupadas muito mais em fazer ataques que desqualifiquem o outro debatedor do que em qualificar o nível do debate. Por isso, não existe construção de ideias. O debate é cada vez mais pobre. E burro.

Ir além da lógica binária dá trabalho. Obriga a pensar. Faz a pessoa ir além do óbvio. Mas é recompensador. Vale ter em mente que a maioria das respostas é encontrada facilmente quando conseguirmos ir além daquilo que querem nos mostrar.

Para de pensar somente de forma lógica. Você só tem a ganhar com isso.

Não existe ‘função’ mais chata no trabalho do que a do fiscal

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Já ouviu falar da função de ‘fiscal’ no trabalho? Se você respondeu que o seu trabalho não tem essa função, está muito enganado e precisa ficar mais atento.

O fiscal é aquela pessoa que prefere deixar de fazer a tarefa que lhe foi passada para saber se você está fazendo a sua tarefa. Pior: para espalhar para todos os colegas de trabalho que você não está executando o seu papel.

O fiscal é um ser nocivo ao bom ambiente do trabalho por alguns motivos. O primeiro deles é por eficiência: na maioria dos casos, ele deixa de fazer as tarefas que lhe cabe para monitorar os outros.

Outro motivo que o faz ser nocivo é o mais óbvio: se ele fala mal do colega, interfere na harmonia no ambiente, pois cria espaço para que outras pessoas manifestem as suas insatisfações ‘por debaixo dos panos’. A cultura da empresa passa a ser falar mal do outro até que a mensagem chegue ao superior deste outro.

Como identificar um fiscal? Simples: pelas atitudes. O fiscal ‘se entrega’. Se algum colega seu vier falar mal da postura do outro, ele já se torna um grande candidato a ser o fiscal da sua empresa.

Num mundo ideal, as pessoas que trabalham nas corporações, pequenas ou grandes, se preocupariam apenas em melhorar o seu trabalho. E só passariam a olhar para o trabalho do outro caso ocupem um cargo de chefia. Mas olhariam sempre com a intenção de melhorar o outro, não de depreciá-lo.

E você, qual papel você ocupa? O do fiscal ou de quem quer melhorar a empresa?

Já reparou que a culpa é sempre do outro e nunca é sua?

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Escrevo estas linhas para propor uma reflexão: já reparou que a culpa é sempre do outro e não sua?

Assisti em mais de uma oportunidade ao programa Pesadelo da Cozinha, na Band, em que o renomado cozinheiro Erick Jacquin é chamado para resolver problemas de restaurantes que estão perto da falência.

Em em TODAS as oportunidades, os integrantes do (s) estabelecimento (s) sempre deram as mesmas razões para os problemas: “a culpa é do outro”.

Isso diz muito sobre nossos problemas – humanos e profissionais. Isso diz muito sobre as relações humanas.

Claro que o outro tem problema para resolver. Claro que o outro poderia sim ajudar o estabelecimento exibido no Pesadelo na Cozinha a ser melhor. Mas já parou para olhar se você pode ser uma pessoa melhor? Já parou para avaliar seus erros e acertos? Tentou ver onde pode evoluir?

Colocar a culpa no outro é o caminho mais fácil para ‘resolver’ o problema. Afinal de contas, você acaba se eximindo da responsabilidade e não pode obrigar a outra pessoa a mudar.

Mas só evolui a pessoa que entende que o caminho do aprendizado invariavelmente passa pelas dificuldades que surgem no nosso caminho e pela nossa capacidade de tentar superá-las.

Em resumo: você está culpando o outro e o problema persiste. Que tal mudar de estratégia e passar a culpar você? Talvez a solução para os seus problemas esteja aí.

Estamos preparando nossos jovens para o mercado de trabalho?

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Queria compartilhar neste texto uma inquietude que tenho não é de hoje. E deixar o espaço aberto para o debate: estamos preparando nossos jovens para o mercado de trabalho? Não conheço todos os trabalhos das faculdades deste país, mas tendo a crer que a resposta seja não.

Antes de mais nada, queria avançar um pouco mais no tema. Claro que as faculdades ensinam aos alunos muito bem a teoria. Mas…só a teoria basta?

Vejam esta matéria da Revista Exame de dezembro. Ela é muito elucidativa e mostra uma pesquisa com dados preocupantes:

Entre os quase 1,3 milhão de jovens de 18 a 28 anos de idade inscritos em 94 processos seletivos de 53 companhias ao longo de 2015, somente 0,3% deles atendiam aos requisitos impostos pelas companhias. Eis a surpresa: entre os estudantes das universidades tradicionais e bem avaliadas, a taxa de aprovação também foi baixa: 3% dos candidatos com esse perfil conseguiram uma vaga nos processos de que participaram

A matéria traz mais dados, e é exatamente neste ponto que eu quero chegar:

O fator de eliminação de 54% dos candidatos foi a falta de domínio em nível intermediário ou superior da língua inglesa. Os demais problemas críticos, no entanto, são todos de ordem comportamental — um quesito que, de acordo com especialistas, afeta inclusive candidatos das escolas de primeira linha. O segundo pré-requisito não atingido por 45% dos inscritos está relacionado à capacidade de raciocínio lógico, análise e resolução de problemas. Mesmo entre os que atenderam a essas demandas, na maior parte dos casos deixaram a desejar na capacidade de argumentação, visão sistêmica e resiliência.

Sou entusiasta da ideia de que as escolas de ensino médio e as universidades devem se preocupar em estimular a capacidade de raciocínio lógico dos alunos, não apenas a habilidade de se assimilar determinados conceitos que o próprio aluno vai usar apenas no dia da sua avaliação e nunca mais.

Veja bem, ninguém está aqui para desprezar o ensino que é praticado hoje, mas sim para analisar a questão de uma forma mais ampla. Só para citar um exemplo, no Torcedores.com, site jornalístico que trabalho, tenho acesso a muitos colaboradores que estão nas faculdades de jornalismo. E me chama muito atenção o fato de que eles travam imediatamente no primeiro problema que aparece. Não buscam respostas. Querem a solução pronta.

E é exatamente o oposto do que as empresas procuram nos jovens profissionais.

O que está acontecendo hoje? As empresas estão buscando formar esse tipo de profissional já na faculdade.

Voltamos para a matéria da Exame: “Algumas das empresas envolvidas no projeto já tinham as próprias iniciativas para estimular e colocar à prova as habilidades de argumentação dos universitários antes de contratá-los. A fabricante de bens de consumo Unilever, dona de um dos programas de trainee mais tradicionais do Brasil, com 52 anos de existência, é um exemplo. Há três anos, a companhia propõe um desafio real, de marcas como o sabão Omo e a maionese Hellmann’s, para alunos de qualquer faculdade do mundo, com inscrição pelo site”.

Aí eu pergunto: isso não poderia ser desenvolvido pelas próprias universidades? Será que não está na hora de uma reforma, ou adaptação curricular?

Com a palavra, os educadores.

Pagar contas ou fazer o que gosta: Quem nunca viveu esse dilema no trabalho?

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A atual fase do país ‘proporciona’ que os profissionais do mercado de trabalho vivam alguns dilemas. Quem nunca parou para pensar se vale mais trabalhar para pagar as contas ou trabalhar fazendo o que gosta?

Claro que a resposta ideal para essa pergunta é: gostaria de trabalhar fazendo o que eu gosto e ganhar dinheiro com isso. Mas infelizmente nem sempre isso é possível.

Porém, acredito que essa tem que ser a meta de vida de todo profissional. Afinal de contas, vivemos na menor das hipóteses 1/3 de nossos dias no nosso trabalho. Como é possível ter uma vida feliz se passarmos tanto tempo do nosso dia infelizes?

“Ah, mas a profissão/função que eu seria feliz não é valorizada pelo mercado, paga muito pouco e tem poucas oportunidades, então não vale a pena”. Será que essa é a realidade mesmo ou você não se dedicou o necessário em busca de uma boa oportunidade nesta área?

“Mas como eu posso me dedicar em busca desta oportunidade se eu tenho que trabalhar para pagar as minhas contas?”. De fato, é uma encruzilhada. Mas existe sim uma saída.

A saída com certeza não passa por “jogar tudo para o alto”. Por mais que muitas vezes seja a vontade, tomar esse tipo de atitude em um mercado tão fechado como esse passa a ser um tiro no pé. Afinal, as contas não vão parar de chegar, não é mesmo?

Acredito que a primeira coisa é você saber o que realmente quer. Ter foco. “Quero exercer a profissão X”. Com essa certeza, vale você ver: “Quantas horas do meu dia eu posso me dedicar para buscar alguma oportunidade interessante na profissão X?”

Resumindo: o ideal é você buscar aquilo que te dar prazer profissional ao mesmo tempo em que está no lugar que não te dá prazer profissional. Trabalhar 8, 9, 10 horas em um e dedicar 1, 2, 3 horas para achar o outro.

“Ah, mas é estressante ter uma rotina assim”. Quem disse que o caminho para chegar no paraíso é fácil?

Por que podamos os que pensam “fora da caixa” ou diferente de nós?

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Escolha uma área qualquer. Esportes, política, entretenimento, cidades, estilo de vida. Pare para pensar: você aceita quem pense diferente de você em alguma dessas áreas? Você enxerga essa diferença como uma possibilidade de aprendizado e de um debate saudável?

Se você disse sim para essas duas respostas, você está de PARABÉNS. Agora o seu colega ao lado, pensa da mesma forma do que você? Você tem presenciado ou ouviu algo positivo sobre debates em que todos expõem os seus argumentos e aceitam o argumento dos outros? Provavelmente você dirá não para ambas as respostas.

Agora peço a licença para perguntar mais duas coisas: Por que podamos os que pensam “fora da caixa”? Ou podamos os que “apenas” pensam diferente de nós?

Arrisco a dizer que hoje vivemos uma “cultura da imposição”. O que quero dizer com isso? Quero dizer que é uma cultura em que as pessoas estão mais preocupadas em “vencer” debates do que aprender com eles. Estão mais preocupadas em fazer a outra pessoa se render e dizer: “ok, você venceu” do que necessariamente expor os seus argumentos e aprender com o do outro. Isto é péssimo porque empobrece o debate. Pouco importa se eu saí vencedor de uma discussão ou não. O que importa é o que eu aprendi com ela.

As pessoas que pensam “fora da caixa” incomodam porque geralmente são vistas como uma ameaça. Como assim, fulano está propondo isso? E se o chefe aprovar? Vou perder o meu prestígio.

Vivemos em uma sociedade que valoriza o cumprimento de tarefas. Que valoriza àqueles que obedecem os processos e sabem executá-los da melhor forma. Neste aspecto, se você propõe algo diferente, muitas vezes é visto como uma ameaça.

Em tempo: acredito nos processos. Acho que de fato eles nos ajudam a melhorar o nosso trabalho. Aprendo diariamente a executar, mensurar e mudar (se for o caso) os processos.

Acredito também nas regras, principalmente como um modo de proporcionar que todos trabalhem de forma saudável em uma comunidade. Mas acho que antes da regra, vem o bom senso. E que as regras não podem acabar com os talentos. Já vivenciei muitas situações em que pessoas usaram das regras para podar quem pensa fora da caixa. Isto acaba criando uma “cultura da mediocridade” que é péssima para o ambiente de trabalho. E para a sociedade como um todo.

Se eu puder deixar apenas uma mensagem com esse texto, certamente seria: pare de enxergar quem pense diferente de você ou quem pense “fora da caixa” como uma ameaça. Perceba que pode ser uma excelente oportunidade de crescimento e/ou aprendizado.