As TVs estrangeiras desprezam o Campeonato Brasileiro

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No início deste mês, estive em um curso na Europa. Participei de algumas palestras. Uma delas foi na TV Globo de Portugal. E foi lá que tive a certeza: as TVs estrangeiras desprezam o Campeonato Brasileiro.

O palestrante na representante da Globo na Europa falou sobre os desafios de expandir a TV em outro continente. E respondeu a algumas perguntas. Uma delas foi a que fiz: por que o Campeonato Brasileiro é ignorado pelas TVs europeias?

As explicações que ele deu foram praticamente as mesmas que os especialistas em marketing esportivo aqui no Brasil já apontaram: horário de exibição, qualidade ruim dos jogos e dos jogadores, falta de grandes craques…

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Mas ele contou uma história que me chamou atenção. Falou sobre o dia em que foi tentar vender o produto Campeonato Brasileiro para outra TV na Europa. A pessoa com que ele conversou fez a seguinte pergunta: Tem jogo durante os meses de julho a setembro? Ele respondeu que sim, não só nesses meses, mas de abril a dezembro. Foi então que veio a tréplica:

“Não, só me interessa nesses meses. É porque são os meses em que aqui não tem nenhum jogo, e as pessoas sentem falta de futebol”.

Se alguém tinha dúvida do quanto Campeonato Brasileiro se tornou um sub-produto, não tem mais.

Crédito da foto: Getty Images

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

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Mano Menezes voltou ao Corinthians como retranqueiro?

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Mano Menezes voltou ao Corinthians para a disputa da atual temporada. No Paulistão, teve muitos problemas, principalmente defensivos. O ápice talvez tenha sido na derrota por 5 a 1 para o Santos, que escancarou a necessidade urgente de resolver esta questão. Agora no Brasileirão, ficou a dúvida: o treinador virou retranqueiro?

O Corinthians tem a melhor defesa do Campeonato Brasileiro ao lado do Santos. Ambos sofreram apenas um gol em quatro partidas. Mas o Timão teve méritos de ter a defesa vazada apenas no último jogo, quando foi vazado por Luis Fabiano no segundo tempo.

Mano tem se tornado retranqueiro neste retorno ao Corinthians. E defendo esta tese com o argumento de que esta retranca existe muito mais na mentalidade do que no esquema tático. Afinal de contas, é difícil argumentar que um time é retranqueiro com um lateral como o Fagner em campo…

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O Corinthians tem atuado no Brasileirão de uma forma excessivamente cautelosa. O Timão tem conquistado pontos importantes com isso, mas acredito que perde oportunidades de pontuar ainda mais. Contra o São Paulo, por exemplo: por que recuar tanto? Para sofrer o gol de empate?

Outro exemplo que me chamou atenção foi contra o Atlético-MG. O Galo atuava fora do Independência e estava visivelmente desfocado no Brasileirão, pois ainda estava na disputa da Libertadores. E o Corinthians, que só pensava no Nacional, saiu de lá satisfeito com o empate, mas perdendo uma grande oportunidade de se impor e sair vencedor.

Entendo o que faz Mano Menezes ser cauteloso nesta nova fase do Corinthians. Numa fase de transição brusca como essa que o Timão está vivendo, talvez seja bom ‘fechar a casinha’. Mas esta nova fase não condiz com as tradições do clube.

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Crédito da foto: UOL

Pai Renan de Ogum falhou feio nos Estaduais. E no Brasileirão?

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Em janeiro deste ano, incorporando o personagem “Pai Renan de Ogum” no blog, publiquei quem eu achava que venceria os Estaduais em oito campeonatos deste país. Frisei que era puro chute, e prometi voltar para avaliar o meu percentual de acerto.

Pois bem…acertei três dos oito campeões, menos de 50% de aproveitamento. Me dei bem com Inter, Cruzeiro e Figueirense. Me dei mal no Paulistão (chutei Palmeiras, deu Ituano), no Carioca (cravei Botafogo, deu Flamengo), no Goiano (ganhou Atlético-GO ao invés de Goiás) no Paranaense (achei que daria Coritiba, venceu o Londrina) e no Pernambucano (cravei Santa Cruz, eliminado nas semifinais).

Bom…se levar em consideração que o Paulistão, o Goiano e o Paranaense tiveram resultados surpreendentes, até que não fui tão mal assim, vai.

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E o que dá pra apostar no Brasileirão? Com base em informação, nada. Com base em chute, tudo. Como o Pai Renan de Ogum está aqui para brincar de chutar, vamos lá!

Campeão: Cruzeiro
Zona da Libertadores: Inter, Grêmio e São Paulo
Rebaixados: Criciúma, Fluminense, Chapecoense e Sport

Viajei muito? Concordam? Votem em quem será o campeão na enquete abaixo!

Crédito da foto: Gualter Naves/Lightpress

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Jornalismo e a possibilidade de contar boas histórias em grandes eventos

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Os grandes eventos sempre proporcionam para o jornalista a possibilidade de contar histórias interessantes. Mas às vezes, justamente por serem grandes eventos, o profissional de imprensa se vê obrigado a ficar atento ao que a gente chama de factual (fatos que acontecem durante o evento) e não consegue prestar atenção nas ‘pequenas grandes histórias’.

Dia 4 de dezembro de 2011. Última rodada do Campeonato Brasileiro. Clássico entre Corinthians e Palmeiras. O Timão precisava de muito pouco para ser campeão, mas o Verdão tinha chance de estragar a festa. Fomos escalados eu e meus amigos Bruno Thadeu e Carlos Padeiro para trabalharmos pelo UOL Esporte durante o evento.

Inicialmente eu iria ficar mais ligado no que fosse acontecer no Palmeiras, mas antes do jogo consegui presenciar histórias interessantes que me permitiram ficar mais ‘solto’ na cobertura, ou seja, sem o compromisso de ficar tão atento ao que estava acontecendo diretamente com os dois clubes.

Foi uma experiência enriquecedora. Pude presenciar de perto cenas como o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ‘furando a fila’ de outros seus colegas de profissão que queriam assistir à final sem pagar, e sendo cornetado por isso.

Mas o que me marcou mais, foi que tive que sair da área de imprensa antes do apito final, porque o caminho de lá até a zona de entrevistas do Pacaembu é extenso. Por conta disso, pude presenciar o sofrimento de alguns dos dirigentes do Corinthians, que acompanharam os minutos finais da partida do alambrado, cercado de seguranças.

Naquela cobertura, outros três acontecimentos me marcaram: o papo ‘surreal’ de Emerson Sheik, que mesmo alcoolizado concedeu entrevista para o Programa 24 horas, a briga do repórter do CQC Felipe Andreoli com o fiscal da Federação Paulista para poder entrar na área de entrevistas e o torcedor do Corinthians que quase protagonizou uma boa confusão com a delegação do Palmeiras porque disse ter sido agredido pelo goleiro Deola.

No final de tudo, tive aquela constatação meio surrada, mais sempre válida: foi por tudo que vivi naquele dia (e em outros já descritos aqui) que decidi fazer a faculdade de jornalismo. E é por tudo isso que foi e será relatado nessa área Bastidores do Jornalismo que a minha escolha valeu muito a pena.

Crédito da foto: AP Photo/Andre Penner

Relembre como foi a cobertura:

Sheik alcoolizado, CQC barrado e ministro cornetado; veja bastidores do título corintiano

Corinthians fica no 0 a 0 com Palmeiras e conquista o penta em jogo marcado por confusão no final

Em tempo:

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Mercado publicitário dá exemplo ao futebol

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Amigos do blog,

Nos últimos dias, saíram estas notícias:

Nissan rompe com Vasco por briga, e clube quer acordo para evitar Justiça

Flu tem imagem e patrocínios afetados por tapetão, diz mercado

Ainda é pouco, mas penso que o recado foi claro. As empresas (Nissan principalmente) dão um belo recado aos clubes de futebol que tem sido tão tolerantes com os tristes incidentes do futebol brasileiro: o mercado publicitário vai suportar cada vez menos isso, e deixar de investir em quem compactua com a violência nos estádios ou briga para ficar na primeira divisão nos tribunais.

A questão que fica é: será que os clubes vão entender o recado? Ou vão se fazer de vítimas do sistema?

Crédito: Nelson Perez/Fluminense FC

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O sentimento é de vergonha

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O sentimento é de vergonha.

Olhem para essa foto do grande colega Renan Rodrigues. Vou reproduzi uma mensagem que dei RT no Twitter sobre ela, que traduz exatamente o que eu penso: Torcida do Fluminense festejando do lado de fora do STJD. Essa imagem pra mim é mais vexatória do que o próprio rebaixamento.

Não torço nem para Portuguesa, nem para o Fluminense. Mas depois de hoje, não dá vontade de torcer pra ninguém nesse futebol brasileiro.

É tudo muito constrangedor. O futebol brasileiro agoniza seis meses antes da Copa do Mundo.

Só vou voltar a ter esperanças quando o torcedor do Fluminense (ou de qualquer time beneficiado por uma decisão jurídica que sobreponha ao que foi conquistado no campo) agir como agiu este garoto aqui durante o programa do Galvão Bueno no Sportv.

Seguidos casos de violência entre torcidas, tragédia de Oruro, STJD definindo o Brasileirão….o ano de 2013 no futebol nacional é para ser esquecido.

Crédito: Renan Rodrigues/UOL

STJD pune Portuguesa e mantém Fluminense na Série A; ainda cabe recurso

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Portuguesa pode ser punida, mas não ser rebaixada. O campo tem que ser soberano

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Não sou contra a punição da Portuguesa. Ao que tudo indica, houve erro do time paulista. Sou contra o rebaixamento do time paulista. O campo tem que ser soberano.

Aos que acham que a Portuguesa deve cair e o Fluminense ficar na Série A, faço algumas perguntas.

– O que acharam da postura do ex-advogado da Lusa? Correta? Fez tudo o que deveria ser feito?

– O que acharam da mudança de discurso do procurador do STJD, Paulo Schmitt?

– No que a entrada de Heverton por 15 minutos mudou no resultado do jogo?

– A Portuguesa escalou Heverton por má-fé ou burrice?

– Um campeonato deve ser decidido por um tribunal ou pelo que os times fazem em campo?

Outro fator que me deixa intrigado: por que ninguém está considerando punir a Portuguesa no Brasileirão do ano que vem? O código da Fifa dá brecha para isso. Afinal de contas, o julgamento pode terminar somente em 2014.

Penso ser esse o melhor caminho. A Portuguesa (e o Flamengo, que também será julgado e parece ter culpa) começarem o Brasileirão-2014 com quatro pontos a menos.

Concordam? Discordam?

Crédito: Rivaldo Gomes/Folhapress

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Considerações sobre o Campeonato Brasileiro

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confusao

Uma semana depois, com mais calma, queria usar este espaço para fazer breves considerações sobre os clubes que disputaram o Campeonato Brasileiro deste ano.

Cruzeiro: surpreendeu ao ser campeão trocando boa parte do time que disputou a temporada passada, jogando por terra a teoria de que só vence quem mantém plantel de um ano para outro

Atlético-MG: seguiu a tendência dos outros clubes de que quem prioriza a Libertadores, nunca consegue ir bem no Brasileiro. Se tivesse mais fôlego, brigaria pelo título

Corinthians: talvez a maior decepção do campeonato. Fez um segundo turno melancólico, com direito a derrota vexatória para o Náutico na última rodada

São Paulo: com a reação no segundo turno, passou a impressão de que termina bem o ano. Mas a séria ameaça de rebaixamento tem de servir de exemplo para um 2014 melhor

Santos: foi o melhor dos paulistas com uma boa margem de pontos na frente mesmo sem Neymar, o que é não é pouco. Mas faltou experiência para desequilibrar nos momentos decisivos

Fluminense e Vasco: só deram motivos para envergonhar o torcedor. Mereceram o rebaixamento com a sucessão de erros durante a temporada

Flamengo: salvou a temporada com o título da Copa do Brasil, mas fez um Brasileirão muito fraco

Botafogo: praticou por um tempo o melhor futebol do Brasil, mas morreu fisicamente durante o campeonato e caiu muito de rendimento

Grêmio: admirável trabalho de Renato Gaúcho, que implementou o futebol feio, porém eficiente, que garantiu o time na Libertadores

Inter: terminar perto da zona de rebaixamento, com o elenco que tem, é um fiasco

Atlético-PR e Goiás: fizeram grandes campanhas mesmo com elencos limitados. Vagner Mancini e Enderson Moreira merecem muitos elogios

Palmeiras: ‘nadou de braçada’ na Série B e cumpriu o objetivo do acesso com méritos

E aí, concordam? Discordam? Quero a opinião de vocês!

Crédito: Alex de Jesus/O Tempo

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Não foram Vasco e Fluminense os rebaixados na última rodada. Foi o futebol brasileiro

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confusao

Não consegui acompanhar a barbárie ocorrida em Atlético-PR x Vasco no momento em que ela aconteceu. Mas depois de acompanhar as repercussões, fico com uma certeza. Não foram nem Vasco, nem Fluminense, os rebaixados para a segunda divisão. Foi o futebol brasileiro.

O pior: não é a primeira vez que isso acontece. E não vai ser a última. Imagens impactantes que rodaram o mundo inteiro. Que chocaram quem ama o futebol brasileiro. E envergonharam o Brasil.

Mas como muitos já disseram nas redes sociais: as imagens estão aí. As câmeras flagraram exatamente quem atacou covardemente o torcedor rival com uma barra de ferro. Ele foi preso, inclusive. Mas quanto tempo ficará atrás das grades? Até diminuir a revolta da opinião pública?

Qual é a solução? Fazer os clubes perderem os mandos de campo? Talvez alguns não saibam, mas o Atlético-PR jogou em Joinville porque já cumpria punição pelo mesmo motivo.

O grande jornalista e colega de UOL, Rodrigo Mattos, fez um levantamento onde mostra que a CBF pode punir os clubes com perda de pontos há 19 anos, pois o regulamento permite isso. E cadê a coragem para fazer?

As autoridades já começaram a fazer o famoso jogo de empurra, de transferências de responsabilidades. Impressionante como nesses casos sempre a culpa é do outro…

Chegamos no fundo do poço? Ou ainda podemos chegar mais? Juro que me preocupo com a sensação cada vez maior de que estamos bem longe do abismo.

Crédito: Geraldo Bubniak/Fotoarena/Estadão Conteúdo

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Palpites do Pai Renan de Ogum para a última rodada do Brasileirão

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jean

Eu não desisto…

Depois de errar de forma RETUMBANTE da última vez, com ZERO PORCENTO de acerto, eis que encarno novamente o Pai Renan de Ogum para a última rodada do Brasileirão. Acredito que cairão os dois grandes cariocas (Vasco e Fluminense) e Atlético-PR e Goiás terminarão na zona de classificação para a Libertadores.

Flamengo 2 X 2 Cruzeiro
Náutico 0 X 2 Corinthians
Botafogo 2 X 1 Criciúma
São Paulo 2 X 0 Coritiba
Bahia 1 X 1 Fluminense
Internacional 3 X 1 Ponte Preta
Goiás 1 X 0 Santos
Atlético-MG 0 X 0 Vitória
Atlético-PR 1 X 0 Vasco
Portuguesa 0 X 0 Grêmio

E aí, será que dessa vez erro tudo de novo? Quem você acha que ganhará? Dê seus palpites nos comentários!

Crédito da foto: Fernando Cazaes/Photocamera

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