Os cariocas na Libertadores merecem aplausos…dos paulistas e mineiros

Padrão

09042014---boselli-celebra-segundo-gol-marcado-pelo-leon-na-partida-contra-o-flamengo-pela-libertadores-1397086124161_615x300

Como todos sabem, Flamengo e Botafogo foram eliminados de forma vexatória ainda na primeira fase na Libertadores. Usando de um artifício bairrista para definir a participação dos cariocas neste ano, poderia dizer que foi digna de aplausos…dos paulistas, que devem ter se sentido menos mal de nem conseguirem a vaga para disputar o torneio sul-americano neste ano, e dos mineiros, que cravaram os dois times na próxima fase.

O Flamengo mostrou as suas (várias) deficiências contra o León: uma defesa frágil e atletas veteranos que hoje em dia muito mais prejudicam do que ajudam. Apesar de ter feito o gol, André Santos deixou muito a desejar na marcação e foi presa fácil para o ataque do time mexicano.

O Botafogo foi eliminado mesmo quando perdeu no Maracanã para o Unión Espanhola na penúltima rodada. Mas, por via das dúvidas, sofreu uma sonora derrota para o San Lorenzo por 3 a 0 que acabou com qualquer chance de contestação até do mais fanático torcedor. Penso que o Glorioso teve o papel mais vexatório do que o rival justamente por ter abdicado do Carioca (nem chegou na semifinal) para privilegiar a disputa da Libertadores;

Confira a página do blog no Facebook

O futuro? No Flamengo, a restruturação deve continuar. Jayme de Almeida faz um bom trabalho, e não tem culpa de ter um elenco tão limitado em mãos. No caso do Botafogo, acredito que Eduardo Húngaro deveria sair, e um outro técnico mais experiente deveria ir para o seu lugar.

É sonhar muito pensar no nome de Tite? Se levarmos em consideração que ele mesmo disse que quer trabalhar em um clube carioca, se torna um nome bem viável. Isso se ele não quiser esperar a Copa do Mundo para saber se assumirá a seleção brasileira no lugar de Felipão depois do Mundial.

O fato é que a queda precoce dos grandes cariocas na Libertadores mostra, além da dificuldade histórica de disputar a competição (apenas dois títulos conquistados), que o momento técnico dos clubes do estado é sofrível. Fluminense e Vasco, que nem disputaram a Libertadores, caíram para a segunda divisão no campo na temporada passada. E os dois times mostram que não conseguiram reagir ainda neste ano. O futuro do quarteto no Brasileirão é sombrio…

Crédito da foto: Vanderlei Almeida/AFP

Em tempo:
Acompanhe tudo sobre o Flamengo no UOL Esporte

Acompanhe tudo sobre o Fluminense no UOL Esporte

Acompanhe tudo sobre o Vasco no UOL Esporte

Acompanhe tudo sobre o Botafogo no UOL Esporte

Anúncios

Política interna: prejudicial ou necessária aos clubes?

Padrão

romario

Quero neste post abordar algo que considero um problema corriqueiro no dia a dia dos principais clubes do país: a política interna. Penso que em alguma oportunidades ela acaba engessando, e muitas vezes atrapalhando, o cotidiano nos grandes times nacionais.

Em tempo: sou favorável a que todos os clubes tenham uma oposição atuante, mas desde que ela cumpra o seu papel fiscalizador na medida certa. Barrar um projeto/ideia/ação só pelo prazer de barrar, sem um argumento razoável, é algo que apenas engessa o progresso.

Não conheço o projeto da cobertura do Morumbi a fundo para ter uma opinião mais profunda sobre o caso, mas será que não daria para haver um entendimento e não permitir que a Andrade Gutierrez abandonasse o projeto? A não ser que tudo isso que ocorreu não passe de uma estratégia entre a construtora e a situação para jogar a opinião pública contra a oposição em ano eleitoral.

Exemplo de gestão em 2012, quando conquistou os principais títulos possíveis para um clube brasileiro, o Corinthians agora se vê corroído pela crise política que mostra o presidente Mario Gobbi muito isolado e em ‘guerra fria’ com o ex-presidente Andrés Sanchez. E isso, coincidentemente ou não, ocorreu no mesmo tempo em que o time caiu de rendimento.

Talvez o maior exemplo que ilustra a minha abordagem tenha acontecido recentemente no Fluminense. Felipe Ximenes assumiu o comando de futebol e ficou pouco mais de um mês. O motivo? Entrou em rota de colisão com Celso Barros, que é o presidente da patrocinadora do clube, mas que muitas vezes acaba tendo mais influência no Tricolor carioca do que o próprio presidente de fato, Peter Siemsen. Mas essa queda de braço interna atrapalha, e muito, o dia a dia do clube.

O Palmeiras, por incrível que pareça, acabou se tornando um exemplo positivo. O presidente Paulo Nobre conseguiu a paz necessária para trabalhar após o fim da ebulição política e dá sinais que terminará o seu mandato com uma avaliação positiva e um bom trabalho. Será que se a política interna do Verdão estivesse efervecente, ele conseguiria os mesmos êxitos? Duvido.

Crédito da foto: Bruno Haddad/Fluminense FC

Em tempo:

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Você aceitaria a Série A do Brasileirão com os rebaixados de 2013?

Padrão

cr7

A polêmica decisão do STJD que rebaixou a Portuguesa e salvou o Fluminense tem ganhado contornos diários, dignos de uma novela mexicana, daquelas que tentam prender a atenção do espectador diariamente com alguma polêmica.

Tantos desdobramentos diferentes fazem com que quem perde um dia de exibição de capítulo um dia já se sinta perdido, sem saber qual rumo a história tomou. Por isso, proponho pensarmos de uma forma mais prática e já emendo a seguinte pergunta: você aceitaria a Série A do Brasileirão-14 com os rebaixados de 2013?

Parece um questionamento meio absurdo dada a eloquência com que as partes envolvidas no processo, leia-se CBF, negam a chance de isso acontecer. Mas não me surpreenderia se a mesma entidade anunciasse o Brasileirão de 2014 com 24 clubes e sendo disputado em pontos corridos, com menos jogos realizados, algo que atenderia a necessidade de se haver um calendário mais enxuto esse ano por causa da realização da Copa do Mundo no Brasil.

Sou contra, assim como fui contra o rebaixamento da Portuguesa, como já disse nesse mesmo espaço. Realizar um Brasileirão sem clubes rebaixados é fazer com que a principal competição de clubes do país perca a sua credibilidade. Mas dependendo do rumo que o caso Héverton tomar, pode acabar sendo a única solução possível para que o torneio seja disputado.

Você, concorda comigo? Ou prefere esperar o fim da novela para opinar?

Crédito da foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Em tempo:

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Vasco surpreende, mas Flu se destaca entre os cariocas no mercado

Padrão

fluminense

Seguindo a ideia de analisar neste espaço o desempenho dos 12 principais times do Brasil no mercado da bola para o início da temporada de 2014, acredito que o Fluminense é até agora o destaque entre os cariocas, apesar da boa e surpreendente atuação do Vasco.

O retorno do meia Dario Conca e a chegada do atacante Walter foram, ao meu ver, acertos do Fluminense, o que deixará o clube muito forte do meio para frente. Se levarmos em conta a nova postura defensivista do técnico Renato Gaúcho, o Tricolor carioca pode desempenhar um bom ano, seja na Série B ou na A.

O Vasco foi ao mercado sul-americano e trouxe o bom goleiro Martin Silva, eleito o melhor das Américas na sua posição pelo jornal uruguaio El Pais na tradicional eleição realizada pelo periódico, e o volante Aranda, que fez uma boa Libertadores pelo mesmo Olímpia no ano passado.

Para clubes que disputarão a Libertadores, penso que Flamengo e Botafogo ainda deixam a desejar no mercado. O Rubro-negro fez aquisições modestas até agora. O nome mais badalado é o de Elano, que vem de duas passagens muito oscilantes por Santos e Grêmio, e por isso chega como incógnita.

O Flamengo corre risco de não desempenhar um bom papel porque pode perder os dois principais nomes da campanha do título da Copa do Brasil no ano passado: Elias (que voltou para o Sporting) e Hernane (que pode ir para o exterior). Se isso acontecer, a chance de êxito em 2014 se torna pequena, a não ser no cenário regional.

Já o Botafogo segue atrás de algum nome de impacto para o setor ofensivo. Nomes como o de Forlán e de Kleber Gladiador estão cogitados, mas de prático só teve até agora a chegada do veterano meio-campo Jorge Wagner, o que é muito pouco para quem quer fazer um bom papel na Libertadores.

E vocês, o que acham? Concordam? Opinem à vontade!

Foto: Fernando Cazaes/Photocamera

Em tempo:
Confira as últimas atualizações do mercado da bola

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Mercado publicitário dá exemplo ao futebol

Padrão

torcida

Amigos do blog,

Nos últimos dias, saíram estas notícias:

Nissan rompe com Vasco por briga, e clube quer acordo para evitar Justiça

Flu tem imagem e patrocínios afetados por tapetão, diz mercado

Ainda é pouco, mas penso que o recado foi claro. As empresas (Nissan principalmente) dão um belo recado aos clubes de futebol que tem sido tão tolerantes com os tristes incidentes do futebol brasileiro: o mercado publicitário vai suportar cada vez menos isso, e deixar de investir em quem compactua com a violência nos estádios ou briga para ficar na primeira divisão nos tribunais.

A questão que fica é: será que os clubes vão entender o recado? Ou vão se fazer de vítimas do sistema?

Crédito: Nelson Perez/Fluminense FC

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

O sentimento é de vergonha

Padrão

torcida

O sentimento é de vergonha.

Olhem para essa foto do grande colega Renan Rodrigues. Vou reproduzi uma mensagem que dei RT no Twitter sobre ela, que traduz exatamente o que eu penso: Torcida do Fluminense festejando do lado de fora do STJD. Essa imagem pra mim é mais vexatória do que o próprio rebaixamento.

Não torço nem para Portuguesa, nem para o Fluminense. Mas depois de hoje, não dá vontade de torcer pra ninguém nesse futebol brasileiro.

É tudo muito constrangedor. O futebol brasileiro agoniza seis meses antes da Copa do Mundo.

Só vou voltar a ter esperanças quando o torcedor do Fluminense (ou de qualquer time beneficiado por uma decisão jurídica que sobreponha ao que foi conquistado no campo) agir como agiu este garoto aqui durante o programa do Galvão Bueno no Sportv.

Seguidos casos de violência entre torcidas, tragédia de Oruro, STJD definindo o Brasileirão….o ano de 2013 no futebol nacional é para ser esquecido.

Crédito: Renan Rodrigues/UOL

STJD pune Portuguesa e mantém Fluminense na Série A; ainda cabe recurso

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Considerações sobre o Campeonato Brasileiro

Padrão

confusao

Uma semana depois, com mais calma, queria usar este espaço para fazer breves considerações sobre os clubes que disputaram o Campeonato Brasileiro deste ano.

Cruzeiro: surpreendeu ao ser campeão trocando boa parte do time que disputou a temporada passada, jogando por terra a teoria de que só vence quem mantém plantel de um ano para outro

Atlético-MG: seguiu a tendência dos outros clubes de que quem prioriza a Libertadores, nunca consegue ir bem no Brasileiro. Se tivesse mais fôlego, brigaria pelo título

Corinthians: talvez a maior decepção do campeonato. Fez um segundo turno melancólico, com direito a derrota vexatória para o Náutico na última rodada

São Paulo: com a reação no segundo turno, passou a impressão de que termina bem o ano. Mas a séria ameaça de rebaixamento tem de servir de exemplo para um 2014 melhor

Santos: foi o melhor dos paulistas com uma boa margem de pontos na frente mesmo sem Neymar, o que é não é pouco. Mas faltou experiência para desequilibrar nos momentos decisivos

Fluminense e Vasco: só deram motivos para envergonhar o torcedor. Mereceram o rebaixamento com a sucessão de erros durante a temporada

Flamengo: salvou a temporada com o título da Copa do Brasil, mas fez um Brasileirão muito fraco

Botafogo: praticou por um tempo o melhor futebol do Brasil, mas morreu fisicamente durante o campeonato e caiu muito de rendimento

Grêmio: admirável trabalho de Renato Gaúcho, que implementou o futebol feio, porém eficiente, que garantiu o time na Libertadores

Inter: terminar perto da zona de rebaixamento, com o elenco que tem, é um fiasco

Atlético-PR e Goiás: fizeram grandes campanhas mesmo com elencos limitados. Vagner Mancini e Enderson Moreira merecem muitos elogios

Palmeiras: ‘nadou de braçada’ na Série B e cumpriu o objetivo do acesso com méritos

E aí, concordam? Discordam? Quero a opinião de vocês!

Crédito: Alex de Jesus/O Tempo

Confira a página do Brasileirão no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Não foram Vasco e Fluminense os rebaixados na última rodada. Foi o futebol brasileiro

Padrão

confusao

Não consegui acompanhar a barbárie ocorrida em Atlético-PR x Vasco no momento em que ela aconteceu. Mas depois de acompanhar as repercussões, fico com uma certeza. Não foram nem Vasco, nem Fluminense, os rebaixados para a segunda divisão. Foi o futebol brasileiro.

O pior: não é a primeira vez que isso acontece. E não vai ser a última. Imagens impactantes que rodaram o mundo inteiro. Que chocaram quem ama o futebol brasileiro. E envergonharam o Brasil.

Mas como muitos já disseram nas redes sociais: as imagens estão aí. As câmeras flagraram exatamente quem atacou covardemente o torcedor rival com uma barra de ferro. Ele foi preso, inclusive. Mas quanto tempo ficará atrás das grades? Até diminuir a revolta da opinião pública?

Qual é a solução? Fazer os clubes perderem os mandos de campo? Talvez alguns não saibam, mas o Atlético-PR jogou em Joinville porque já cumpria punição pelo mesmo motivo.

O grande jornalista e colega de UOL, Rodrigo Mattos, fez um levantamento onde mostra que a CBF pode punir os clubes com perda de pontos há 19 anos, pois o regulamento permite isso. E cadê a coragem para fazer?

As autoridades já começaram a fazer o famoso jogo de empurra, de transferências de responsabilidades. Impressionante como nesses casos sempre a culpa é do outro…

Chegamos no fundo do poço? Ou ainda podemos chegar mais? Juro que me preocupo com a sensação cada vez maior de que estamos bem longe do abismo.

Crédito: Geraldo Bubniak/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Em tempo:

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Dorival Jr precisa saber gerenciar a sua carreira e aprender a dizer não

Padrão

Jayme

Quando o Fluminense optou por demitir Vanderlei Luxemburgo faltando apenas cinco rodadas para o fim do Brasileirão e com o time na zona de rebaixamento, o questionamento na mídia especializada era o mesmo: quem vai ser o louco de aceitar uma situação como essas? Pois Dorival Júnior aceitou. E é este o maior problema do treinador: ele não sabe dizer não para as oportunidades de trabalho que recebe.

Dorival começou a ganhar notoriedade com a boa campanha que fez no comando do São Caetano, que lhe rendeu o vice-campeonato paulista de 2007. Ele está marcado na memória do torcedor vascaíno ao comandar a reestruturação da equipe e a volta para a Série A em 2009.

Mas foi no Santos, em 2010, que Dorival se consagrou. Ele teve o privilégio de comandar craques como Neymar, Ganso e Robinho. Com um futebol extremamente ofensivo, foi campeão paulista e da Copa do Brasil, e só teve o seu trabalho interrompido por entrar em rota de colisão com Neymar.

Daí pra frente, começou a sequência de erros do treinador. Dorival cometeu o desatino de sair de um clube num dia, assumir outro time no seguinte, sem tempo de descansar, de se reciclar, de poder assistir a um jogo de futebol como um mero espectador/admirador do esporte. E esse foi um dos motivos que fizeram o técnico cair de produção.

Este ano, aconteceu o auge do erro de gerenciamento de carreira. O Fluminense é o terceiro time carioca que Dorival Júnior comandará só nesta temporada, pois antes já tinha fracassado com Flamengo e Vasco. Qual é a chance deste trabalho, de menos de um mês de duração, dar certo? E se der, que garantias o técnico tem de que continuará no ano que vem?

Dorival começa a correr o risco enorme de virar um técnico como Carlos Alberto Torres ou Emerson Leão, que são chamados apenas quando os clubes precisam de um bombeiro. Com 51 anos e capacidade já comprovada, ele poderia estar em um estágio muito melhor no cenário do futebol nacional. Mas a sua vontade de trabalhar sempre pode fazer com que ele receba cada vez menos convites de trabalho.

Crédito da foto: Julio Cesar Guimarães/UOL

Em tempo:
Acompanhe tudo sobre o Fluminense no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Virou moda a injustiça de ‘fritar’ técnico no futebol brasileiro

Padrão

Confusão

Talvez pior do que demitir técnico é ‘fritá-lo’. E esta injustiça isso tem virado moda no futebol brasileiro. Vanderlei Luxemburgo sofreu uma fritura de duas semanas até ser demitido do Fluminense. Gilson Kleina tem trabalho contestado no Palmeiras e não deve continuar, assim como Claudinei Oliveira no Santos.

O que me incomoda nesses casos é a falta de transparência. Por que os clubes não comunicam aos treinadores que não vão contar mais com eles no final do contrato? Quem ganha com essa fritura?

O Palmeiras é o caso mais curioso. No Paulistão, Kleina perdeu nas quartas de final para o vice-campeão Santos e caiu nas oitavas da Copa do Brasil contra o Atlético-PR, que faz um belíssimo segundo semestre e disputa o título da competição. A obrigação que lhe foi dada, o treinador cumpriu com sobras: voltar para a Série A em 2014.

E o que Kleina ganhou com isso? A desconfiança. Os dirigentes do Palmeiras são incapazes de dar qualquer tipo de declaração que passe ao menos a impressão de que ele será o técnico em 2014. Que empolgação o técnico tem para terminar a temporada com esse ‘apoio’?

No Santos, inúmeros técnicos já foram cotados para a vaga de Claudinei que, apesar de algumas falhas, faz um trabalho muito melhor do que o apresentado por Muricy nesta temporada. Mas assim como no Palmeiras, os dirigentes santistas não fazem questão nenhuma de manifestar apoio público ao seu trabalho. Talvez isso explique o porquê de ele privilegiar tanto a retranca nas opções táticas que escolhe para escalar o time.

O Fluminense demitiu Luxemburgo e horas depois anunciou Dorival Junior. Será mesmo que a diretoria não tinha conversado com ele antes da demissão do antecessor? Duvido. A demissão foi uma decisão acertada, mas deveria ter acontecido duas semanas antes, quando o time carioca perdeu em casa para o Vitória mesmo com um jogador a mais.

Até o Corinthians, que sempre foi um bom exemplo de manutenção dos técnicos, tem hesitado demais para assegurar a presença de Tite em 2014. Será um sinal de uma mudança de postura para pior na cultura do futebol brasileiro? Se for, uma pena.

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

Em tempo:
Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal