Os cariocas na Libertadores merecem aplausos…dos paulistas e mineiros

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Como todos sabem, Flamengo e Botafogo foram eliminados de forma vexatória ainda na primeira fase na Libertadores. Usando de um artifício bairrista para definir a participação dos cariocas neste ano, poderia dizer que foi digna de aplausos…dos paulistas, que devem ter se sentido menos mal de nem conseguirem a vaga para disputar o torneio sul-americano neste ano, e dos mineiros, que cravaram os dois times na próxima fase.

O Flamengo mostrou as suas (várias) deficiências contra o León: uma defesa frágil e atletas veteranos que hoje em dia muito mais prejudicam do que ajudam. Apesar de ter feito o gol, André Santos deixou muito a desejar na marcação e foi presa fácil para o ataque do time mexicano.

O Botafogo foi eliminado mesmo quando perdeu no Maracanã para o Unión Espanhola na penúltima rodada. Mas, por via das dúvidas, sofreu uma sonora derrota para o San Lorenzo por 3 a 0 que acabou com qualquer chance de contestação até do mais fanático torcedor. Penso que o Glorioso teve o papel mais vexatório do que o rival justamente por ter abdicado do Carioca (nem chegou na semifinal) para privilegiar a disputa da Libertadores;

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O futuro? No Flamengo, a restruturação deve continuar. Jayme de Almeida faz um bom trabalho, e não tem culpa de ter um elenco tão limitado em mãos. No caso do Botafogo, acredito que Eduardo Húngaro deveria sair, e um outro técnico mais experiente deveria ir para o seu lugar.

É sonhar muito pensar no nome de Tite? Se levarmos em consideração que ele mesmo disse que quer trabalhar em um clube carioca, se torna um nome bem viável. Isso se ele não quiser esperar a Copa do Mundo para saber se assumirá a seleção brasileira no lugar de Felipão depois do Mundial.

O fato é que a queda precoce dos grandes cariocas na Libertadores mostra, além da dificuldade histórica de disputar a competição (apenas dois títulos conquistados), que o momento técnico dos clubes do estado é sofrível. Fluminense e Vasco, que nem disputaram a Libertadores, caíram para a segunda divisão no campo na temporada passada. E os dois times mostram que não conseguiram reagir ainda neste ano. O futuro do quarteto no Brasileirão é sombrio…

Crédito da foto: Vanderlei Almeida/AFP

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Libertadores perde muita graça sem os paulistas

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Certa vez, postei a seguinte frase no meu perfil pessoal do Facebook: Libertadores sem clubes paulistas é igual Buchecha sem Claudinho. A ideia da postagem era brincar com o fato de que o torneio continental perto muita graça sem os times de São Paulo.

É uma opinião bairrista? Pode até ser. Mas tenho motivos para embasar a minha ideia. Gostaria de reforçar que é meu ponto de vista e minha sensação. Respeito e entendo outros pontos divergentes do meu. O post é válido principalmente para fomentar o debate.

1 – Audiência: O site em que trabalho, que é um dos maiores de esporte do país, perdeu muita audiência com Libertadores neste ano. Ah, mas o público majoritário do porta é paulista, podem argumentar. Pode até ser. Mas não deixa de ser um indício. Ou estou errado?

2 – Títulos conquistados: Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras ganharam, somados, oito dos 17 títulos brasileiros na história da Libertadores. Cruzeiro, Grêmio, Flamengo e Atlético-MG levaram seis taças. O Atlético-PR tem um vice. O Botafogo, nem na final chegou.

3 – Número de torcedores: Corinthians, São Paulo e Palmeiras estão entre as cinco maiores torcidas do Brasil. O Santos está no top 10. O Flamengo tem a maior torcida, mas Cruzeiro, Grêmio e Atlético-MG apenas figuram entre as dez maiores. Botafogo e Atlético-PR nem nisso chegam.

4 – Cobertura das TVs: Sem os clubes paulistas, a TV aberta passou a ignorar a transmissão no país todo dos brasileiros na Libertadores, focando apenas nas praças que possuem times na competição, como Porto Alegre, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. A cobertura majoritária dos jogos é da TV fechada.

5 – Protagonistas de peso em campo: Entre os representantes brasileiros na Libertadores, Ronaldinho Gaúcho reina absoluto como protagonista de peso na competição, ainda mais porque Adriano Imperador não decolou no Atlético-PR. Se tivessem os clubes paulistas, Ronaldinho ‘dividiria a função’ com nomes como Luis Fabiano, Rogério Ceni, Leandro Damião, Valdivia, entre outros.

6 – Desempenho sem empolgar: Os seis clubes brasileiros que estão na Libertadores até fazem boa campanha em seus grupos, com exceção ao Cruzeiro. Mas nenhum deles fez uma campanha que empolga até aqui. O que dá margem àqueles que acham que a presença dos paulistas elevaria o nivel técnico da competição.

* Post atualizado:

Crédito da foto: Junior Lago/UOL

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Fifa e CBF tem discurso bom contra o racismo. Mas e a prática?

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O caso deplorável de racismo envolvendo o cruzeirense Tinga na Libertadores mereceu destaque em toda a imprensa. Personalidades do mais alto calibre, como a presidente Dilma e os mandatários da Fifa e da CBF, prontamente se manifestaram contra o episódio.

“Não só como presidente da CBF, mas, sobretudo como amante do futebol, tenho o dever de repudiar essa prática absurda de racismo que continua acontecendo nos estádios. O futebol é símbolo de congraçamento, de alegria e não de demonstrações de preconceito e intolerância”, disse Marin.

“Faço coro com @dilmabr ao condenar o episódio de racismo envolvendo Tinga, do @_OficialCEC. A FIFA é contra todo ato de discriminação”, endossou Blatter.

Mas…E A PRÁTICA?

Discursos contra o racismo eu tô cansado de ouvir. Mas cadê a coragem da Fifa de obrigar a Conmebol a excluir o Garcilaso da Libertadores? Cadê a CBF para interceder a favor de Tinga e forçar a Conmebol a aplicar uma punição pesada?

Ah, alguns podem ponderar que o clube não tem nada a ver com isso. Mas os torcedores realmente sentirão as consequências dos seus atos quando perceberam que seu time não poderá disputar competições importantes por causa disso.

A punição tem que ser a mais dura possível. Até para que o exemplo seja dado, e que atos como esse não sejam mais cometidos.

E sempre é bom ressaltar: que postura elegante do Tinga durante todo o episódio. Que ele tenha a força necessária para superar isso. E que o futebol seja praticado por mais caras como ele.

Crédito da foto: Dionizio Oliveira/UOL

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