Opinião: Renovação de Ceni ratifica show de erros da Penalty

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O goleiro Rogério Ceni vai ficar até o final da Libertadores de 2015 no São Paulo. E o ‘dia do fico’ do capitão são-paulino ratificou o show de erros da Penalty durante o episódio.

O primeiro dos erros aconteceu no último dia 19, quando a Penalty convidou os jornalistas para participar do “anúncio da despedida de Rogério Ceni”, fato que irritou extremamente o goleiro e a diretoria do São Paulo.

Depois, a Penalty permitiu (deliberadamente ou não) o vazamento da camisa de despedida do Rogério Ceni. Era um cartaz com o goleiro posando com a camisa e o seguinte anúncio: “Última camisa 01 do São Paulo. A última camisa do M1to”.

Aí, o que aconteceu??? O São Paulo confirmou que Rogério Ceni não vai se aposentar. Fica até agosto de 2015, com a possibilidade de renovar por mais tempo.

Como fica a Penalty nessa história? Com a imagem arranhada. E provavelmente sem ser fornecedora de material esportivo do São Paulo em 2015. Tudo por erros banais do seu departamento de marketing.

Crédito da foto: Getty Images

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Guerra entre Aidar e Juvenal vem na pior hora para o São Paulo

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Rubens Chiri/saopaulofc.net

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O São Paulo está em guerra nos bastidores entre o atual presidente, Carlos Miguel Aidar, e o ex-presidente, Juvenal Juvêncio. E isso não poderia vir em pior hora.

O São Paulo fez praticamente o jogo da vida neste domingo, contra o Cruzeiro, e venceu por 2 a 0, com autoridade. Dentro de campo, tudo vai bem. Mas fora dele…

Aidar foi a público entregar a situação financeira calamitosa que Juvenal deixou o São Paulo. Só isso já seria motivo pra agitar os bastidores do clube. E se levarmos em consideração o fato que Aidar teve Juvenal como seu maior cabo eleitoral?

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A guerra está armada. Juvenal disse que Aidar é “sem noção”. Aidar busca apoio da oposição para afastar Juvenal do São Paulo. Para contra-atacar, Juvenal flerta até com inimigos declarados. Nesta segunda-feira, Aidar demitiu Juvenal da base do Tricolor.

Rubens Chiri/saopaulofc.net

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“Em suruba alheia, ponho a bunda na parede”, me disse um conselheiro sobre a busca desenfreada de Juvenal e Aidar por apoio na guerra.

Quem ganha com essa guerra? Não sei. Mas o maior perdedor com certeza é o São Paulo.

Que o técnico Muricy Ramalho tenha habilidade para não deixar que essa guerra interfira entre os jogadores do São Paulo em campo.

Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Por que o Muricy tem birra com os atletas jovens?

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Muricy Ramalho voltou a destilar a sua raiva nos atletas jovens. O treinador do São Paulo deu uma senhora bronca no menino Boschilla após o fim do clássico contra o Corinthians na Arena Barueri. Chegou até a entrar em campo. Precisava de tudo isso? Não é a primeira vez que Muricy faz algo do tipo. Por que tanta birra com os jovens?

“Aqui não é juvenil, não é amador, é profissional! Nós tomamos gol por causa dessa função (cobrir a lateral). Se ele entra ali, ele tem de cumprir isso. Aqui não é Cotia, não. Ele não está em Cotia! O negócio aqui é grande. Não pode entrar tão desligado. A bola está lá e ele está em cima do Pabón fazendo o quê? Os meninos que saem de lá precisam estar mais concentrados, não pode entrar mais ou menos. Tem de ser ligado”, justificou o treinador após a partida em coletiva de imprensa.

Vamos levar em consideração que Muricy tenha motivos para ficar irritado. Que Boschilla realmente entrou desligado. Agora…precisava desse show? Entrar em campo? Dar bronca pra todo mundo ver e ouvir? Submeter o menino a uma crucificação? Vou além…será que Muricy agiria dessa forma com Luis Fabiano e Rogerio Ceni? Duvido.

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Certo, a meu ver, foi o Ganso, que tirou Boschilla de perto de Muricy. Roupa suja se lava em casa, já diz o ditado: “É um menino de qualidade, mas é garoto. Ele vai aprender. Tirei o Muricy para ele dar bronca dentro do vestiário”, disse o meia aos repórteres logo depois.

Não é a primeira vez que Muricy faz isso. Quando estava no Santos, o treinador logo chegou dizendo que os garotos da base vinham com “defeito de fábrica”. Ele não se cansou de pegar no pé do meia Felipe Anderson até o menino ser transferido para a Lazio.

Por que Muricy é tão ranzinza com a base? Porque é mais fácil trabalhar com jogadores que já estão prontos. E é muito mais fácil dar bronca e pegar para cristo quem não está preparado para reagir.

Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Diretoria do Palmeiras declara guerra ao São Paulo. Quem ganha com isso?

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

A diretoria do Palmeiras, por intermédio de uma nota no site oficial, decidiu praticamente declarar guerra ao São Paulo, ao afirmar que havia cortado “qualquer relação política” com a atual diretoria capitaneada por Carlos Miguel Aidar. Aí eu pergunto: quem ganha com isso? Ninguém.

Ao meu ver, foi uma sucessão de erros das duas partes. O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, convocou uma entrevista coletiva em que foi bastante deselegante, para dizer o mínimo, com Aidar e Alan Kardec. Chamou o primeiro de antiético e disse que o segundo estava no “completo ostracismo” antes de acertar com o Verdão.

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Um dia depois, Aidar convocou uma coletiva no Morumbi. Apareceu comendo bananas (?!?), chamou Nobre de juvenil e patético e cutucou a ferida palmeirense: “A manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética. Demonstra, infelizmente, o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que, ano após ano, se apequena com manifestações dessa natureza”.

Com orgulho ferido, Nobre emitiu nota oficial repudiando as declarações de Aidar: “Jamais aceitaremos que alguém ouse se dirigir à nossa S.E.P. de tal forma e, portanto, rompemos qualquer relação política com o São Paulo enquanto o Sr. Aidar estiver à frente da entidade”.

Repito a pergunta: quem ganha com isso? Ninguém. Quem perde? O futebol paulista com certeza, talvez até o brasileiro. Ter dois gigantes do futebol nacional brigados não é nada bom para quem pensa em fortalecer a aliança dos clubes. Pensando melhor…Talvez quem ganhe com essa história é a CBF. Agremiações desunidas são o segredo para José Maria Marin e Marco Polo del Nero governarem sem ser contestados.

Crédito da foto: Reprodução

Aidar começou ‘causando’ no São Paulo; veja erros e acertos

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Ainda é cedo para analisar a gestão Carlos Miguel Aidar no São Paulo como um todo, mas ele certamente assumiu a presidência do Tricolor para o próximo triênio ‘causando’ nos quinze primeiros dias. Decidi tentar analisar o início do mandatário do clube de forma didática, listando o que considero erros e acertos:

VEJA TAMBÉM:
Aidar compra briga com Nobre e ataca o Palmeiras

Acertos
– Propor união entre os clubes: iniciativa louvável para quem quer ver o futebol crescer no Brasil. Não há chance de crescimento e modernização sem que os clubes se unam, troquem experiências e façam benchmarking em prol da evolução no futebol brasileiro.

– Lutar pela reforma do Morumbi: posso questionar os métodos, mas não dá para deixar de reconhecer que a preocupação de Aidar em reformar o Morumbi é louvável. Com o surgimento da Arena Palestra e do Itaquerão, o São Paulo passará em breve de referência a obsoleto neste quesito.

– Brigar contra a ‘espanholização’ do futebol: Aidar critica, com razão, ter cotas de TV muito maiores para Corinthians e Flamengo do que para os demais clubes do futebol brasileiro. Isto cria uma desigualdade e um desequilíbrio de forças que contribui para o empobrecimento das disputas em campo.

Erros
– Brigas desnecessárias: Aidar deu munição para irritar os rivais com apenas duas semanas de mandato. Ao falar mal do Itaquerão, atiçou a ira de Andrés Sanchez. Ao diminuir a grandeza do Palmeiras e chamar Paulo Nobre de patético, abriu guerra contra um vizinho de muro. Não precisava disso. Ainda mais para quem começou agora no cargo.

– Fanfarronice descabida: pegou mal Aidar ter falado que queria a volta de Kaká porque ele tem dentes. Por mais que tenha sido brincadeira, foi uma provocação desnecessária. Aidar, a meu ver, é tão preconceituoso que não percebe que faz brincadeiras preconceituosas.

– Advogar para a CBF contra a Lusa: por mais que negue, é sim um conflito ético para Aidar ter o seu escritório advogando a favor da CBF contra um clube coirmão, que no caso é a Portuguesa. Cria uma rusga desnecessária entre os clubes. Aidar poderia ter evitado isso.

Crédito: Rubens Chiri/São Paulo FC/Divulgação

Grandes de SP acumulam vexames e não metem mais medo em ninguém

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Após a conquista do Ituano, com méritos, do Campeonato Paulista, um fato a meu ver ficou claro: os grandes de São Paulo tem acumulado vexame atrás de vexame, e não metem mais medo em ninguém.

Corintianos, são-paulinos, palmeirenses e santistas não tem nenhum motivo para sorrir. Afinal de contas, todos foram eliminados em ‘escadinha’ para dois pequenos do Interior: Ituano e Penapolense, os destaques positivos deste Paulistão.

Se o Santos caiu na final, o Palmeiras já havia perdido na semifinal, o São Paulo nas quartas de final e o Corinthians nem lá chegou, sendo eliminado ainda na primeira fase deste Paulistão.

Os vexames dos grandes paulistas não começaram neste ano, e sim há pouco mais de um ano, quando o Palmeiras foi rebaixado para a Série B pela segunda vez. O São Paulo deu a sua contribuição ao ser triturado pelo Atlético-MG na Libertadores.

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Nas duas competições nacionais de 2013, a confirmação do fracasso: os paulistas caíram nas quartas de final da Copa do Brasil e não conseguiram colocar representante algum via Brasileirão na Libertadores de 2014 – a melhor campanha foi do Santos, com um honroso (ironia) sétimo lugar. O Corinthians terminou em nono e o São Paulo em décimo, após passar várias rodadas na zona de rebaixamento.

Mas o ápice da vergonha acontece esse ano. Com um orçamento INÚMERAS vezes maior, Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians sucumbiram um a um diante do Ituano, e conseguiram a proeza de ver um time do Interior campeão após dez anos.

Seria este o fundo do poço? Tenho minhas dúvidas…

Com uma campanha irretocável na fase final do Paulistão, o Ituano dá várias lições aos grandes paulistas. Com um time taticamente bem montado pelo seu treinador Doriva, e estruturado com baixíssimo custo por Juninho Paulista, o Ituano foi campeão vencendo Santos, Palmeiras e São Paulo. Se não derrotou o Corinthians, também não o enfrentou, por força de regulamento. Mas deu a sua contribuição para a eliminação vexatória ainda na primeira fase da equipe de Mano Menezes.

O que esperar do quarteto paulista no Brasileirão? Hoje, a meu ver, brigam no máximo por uma vaga na Libertadores. Mas é um ano atípico por causa da Copa do Mundo, o que dá chance para revisão de planejamento e melhoria de todos os times. Boas dicas do Ituano não faltam para Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras almejarem alguma taça neste ano…

PS: Tinha escrito recentemente que a Libertadores perde muita graça sem os paulistas. Mas me referi essencialmente ao passado. Porque com esses times, os paulistas seriam motivo de (muita) tiração de sarro dos rivais.

Crédito da foto: Júnior Lago/UOL

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Cinco dicas para o Santos evitar vexame completo dos grandes no Paulista

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O Santos perdeu de forma categórica para o Ituano por 1 a 0 no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Foi dominado pelo adversário, e tem que dar graças por não ter perdido por mais.

Por ter muito mais tradição e recursos do que o adversário, o Santos não pode pensar na hipótese de ficar com o vice-campeonato, o que configuraria um vexame no Pacaembu, e reforçaria o ano vergonhoso dos grandes paulistas. Para ser campeão, é imprescindível que o técnico Oswaldo de Oliveira tenha aprendido as lições da derrota no primeiro jogo.

Com base na primeira partida, fiz uma lista de cinco caminhos que o Santos precisa seguir para ser campeão paulista.

Confira a lista:

1 – Cícero e Damião: Precisam ter uma atuação de relevância na partida. O meio-campo, por tudo que representa para o Santos na temporada. O atacante, por ser o ‘homem-gol’ do time e pela responsabilidade que cai sob suas costas por ter custado mais de 40 milhões de reais. Se os dois fizerem uma boa partida, a chance do Peixe ser campeão é bem grande.

2 – Psicológico dos mais jovens: Até mesmo a psicóloga do Santos admitiu, em entrevista ao Lance, que os jovens destaques da equipe sentiram o fato de disputarem a primeira final mais importante de suas carreiras. Por isso, um bom caminho para o título é deixá-los a vontade para jogarem o que sabem.

3 – Cuidados com a defesa: Para ser campeão, o Santos vai precisar atacar, pois tem que vencer por dois gols de diferença. Com isso, deixará a sua defesa mais expostas aos contra-ataques, que podem acabar com as pretensões de time se forem convertidos em gol. Por isso, todo cuidado é pouco no setor defensivo para conquistar o título.

4 – Fator torcida: A torcida do Santos também ficou devendo no segundo tempo da primeira partida, quando se calou e deixou os torcedores do Ituano cantarem em alto e bom som e monopolizarem as atenções da arquibancada no Pacaembu. Para o jogo decisivo, é imprescindível que o torcedor faça a sua parte e empurre o Santos para a vitória. Um bom caminho nesse sentido foi traçado, já que os ingressos estão esgotados para o jogo de domingo.

5 – Avanço dos laterais: Os prováveis retornos dos laterais Cicinho e Mena para o jogo decisivo do Paulista pode ser uma boa arma para acabar com a retranca do Ituano. Se abrir o campo para as laterais, mais espaços no ataque serão criados para os jovens santistas.

Crédito da foto: Divulgação/Santos

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Os cariocas na Libertadores merecem aplausos…dos paulistas e mineiros

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Como todos sabem, Flamengo e Botafogo foram eliminados de forma vexatória ainda na primeira fase na Libertadores. Usando de um artifício bairrista para definir a participação dos cariocas neste ano, poderia dizer que foi digna de aplausos…dos paulistas, que devem ter se sentido menos mal de nem conseguirem a vaga para disputar o torneio sul-americano neste ano, e dos mineiros, que cravaram os dois times na próxima fase.

O Flamengo mostrou as suas (várias) deficiências contra o León: uma defesa frágil e atletas veteranos que hoje em dia muito mais prejudicam do que ajudam. Apesar de ter feito o gol, André Santos deixou muito a desejar na marcação e foi presa fácil para o ataque do time mexicano.

O Botafogo foi eliminado mesmo quando perdeu no Maracanã para o Unión Espanhola na penúltima rodada. Mas, por via das dúvidas, sofreu uma sonora derrota para o San Lorenzo por 3 a 0 que acabou com qualquer chance de contestação até do mais fanático torcedor. Penso que o Glorioso teve o papel mais vexatório do que o rival justamente por ter abdicado do Carioca (nem chegou na semifinal) para privilegiar a disputa da Libertadores;

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O futuro? No Flamengo, a restruturação deve continuar. Jayme de Almeida faz um bom trabalho, e não tem culpa de ter um elenco tão limitado em mãos. No caso do Botafogo, acredito que Eduardo Húngaro deveria sair, e um outro técnico mais experiente deveria ir para o seu lugar.

É sonhar muito pensar no nome de Tite? Se levarmos em consideração que ele mesmo disse que quer trabalhar em um clube carioca, se torna um nome bem viável. Isso se ele não quiser esperar a Copa do Mundo para saber se assumirá a seleção brasileira no lugar de Felipão depois do Mundial.

O fato é que a queda precoce dos grandes cariocas na Libertadores mostra, além da dificuldade histórica de disputar a competição (apenas dois títulos conquistados), que o momento técnico dos clubes do estado é sofrível. Fluminense e Vasco, que nem disputaram a Libertadores, caíram para a segunda divisão no campo na temporada passada. E os dois times mostram que não conseguiram reagir ainda neste ano. O futuro do quarteto no Brasileirão é sombrio…

Crédito da foto: Vanderlei Almeida/AFP

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Grupo de Juvenal adota tática ‘vale-tudo’ em eleição no São Paulo

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Vale tudo para ganhar uma eleição? Ao que tudo indica, o grupo do atual presidente Juvenal Juvêncio pensa desta forma. Uma análise do que saiu na imprensa recentemente me faz pensar nisso.

Confira algumas táticas recentes do grupo do candidato Carlos Miguel Aidar praticadas para ajudar na eleição do São Paulo, que começa neste sábado:

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Livro de presente: Julio Casares, um dos atuais vice-presidentes do São Paulo e candidato a reeleição no Conselho Deliberativo do clube, distribuiu um vale-livro aos sócios premiando com uma obra de sua autoria àqueles que votarem nas eleições.

Show de dupla sertaneja com campanha: Também segundo o meu amigo Blog do Perrone, a apresentação de Zezé Di Camargo e Luciano, em atrasada homenagem ao Dia Internacional da Mulher no São Paulo, paga pelo clube, teve divulgação da campanha da chapa da situação.

Inauguração até de elevador: Juvenal Juvêncio resolveu enviar um convite aos sócios do São Paulo até para inaugurar um elevador na sede social do clube.

A pergunta que fica é: as táticas usadas pela chapa de situação são permitidas pelo estatuto? Até que provem o contrário, sim. Mas para quem sempre disse ter certeza da vitória, fica chato usar deste artifício para convencer o eleitor do São Paulo, para dizer o mínimo. Ou estou pegando pesado na crítica?

Crédito da foto: Cláudio Augusto/Photo Rio News

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Palmeiras precisa lembrar que é gigante

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O Palmeiras teve mais uma eliminação em sua trajetória. A derrota diante do Ituano em casa na semifinal do Paulistão causa frustração pela boa campanha que a equipe vinha fazendo durante a competição, mas também pela constatação de que o Verdão não tem conseguido neste novo século desempenhar o papel de gigante no futebol brasileiro que lhe cabe.

Um dado que ajuda a verificar este problema é o número de títulos conquistados na última década entre os quatro grandes de São Paulo (desde 2005):

Palmeiras: 1 Copa do Brasil, 1 Paulista, 1 Série B
São Paulo: 1 Mundial, 1 Libertadores, 3 Brasileiros, 1 Sul-Americana, 1 Paulista
Santos: 1 Libertadores, 1 Copa do Brasil, 1 Recopa, 5 Paulistas
Corinthians: 1 Mundial, 1 Libertadores, 2 Brasileiros, 1 Recopa, 1 Copa do Brasil, 2 Paulistas

Como dá para perceber, os rivais amealharam mais títulos e tiveram conquistas de maior importância do que o Palmeiras, único clube entre os grandes de São Paulo que caiu duas vezes para a segunda divisão na história dos Brasileiros.

O pior não foi a derrota para o Ituano. O pior para o palmeirense é ter a convicção de que eliminações como esta não são mais surpreendentes. Guarani no Paulistão e Goiás na Sul-Americana são exemplos que estão aí para corroborar esta tese.

Neste ano do Centenário, o Palmeiras tem que lembrar que é um clube gigante e se impor em campo como tal. Clube gigante ganha jogos improváveis, se impõe pela camisa e conquista títulos, muitos deles que ficam para serem contados durante toda a história. A Academia de Futebol e a geração vencedora do Verdão na década de 90 estão aí para não deixar mentir.

A imensa e apaixonada torcida do Palmeiras pedem isso. Os rivais pedem. Palmeiras, volte a se impor como um gigante! O futebol brasileiro agradece.

Crédito: Rodrigo Capote/UOL

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