Cinco declarações que fizeram a seleção ‘queimar a língua’ na Copa

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O vexame sofrido pela seleção brasileira contra a Alemanha, na última terça-feira, fez algumas declarações antigas dos integrantes da comissão técnica ganharem mais proporção.

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Confira cinco declarações que fizeram a seleção ‘queimar a língua’ na Copa:

Otimismo de Parreira: “Numa Copa a primeira coisa a fazer é ganhar fora do campo, na logística, no relacionamento com a torcida, a imprensa. Com tudo nós já estamos com uma mão na taça”.

Felipão detona críticos e defende Parreira: ““Eu sempre fiz isso, gente. Não vou ser pautado por A ou B. Vou fazer do meu jeito. Gostou, gostou. Se não gostou vai para o inferno”.

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O inferno de Marin: “Nós estamos no purgatório. Se vencermos a Copa, chegamos ao céu. Se perdermos, no inferno”.

Parreira bajula CBF: “A CBF é um exemplo para o Brasil. É o Brasil que deu certo, que dá certo. É muito bem organizada”.

Marcelo está sempre bem: “Me encontro bem. Antes dos dois jogos da Copa eu também me encontrava. Antes dos dois amistosos também me encontrava bem. Na final pelo Real Madrid também. Ah, me encontro bem agora também”.

Crédito da foto: Divulgação

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Minha estreia na Copa: jogo foi o que menos importou

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Como já contei em outro post, ontem fiz a minha estreia na Copa como torcedor no Itaquerão, que foi palco do duelo entre Coreia do Sul e Belgica, pela última rodada do grupo H. E por incrível que pareça, o jogo foi o que menos importou.

Os amigos que foram aos jogos da Copa antes de mim falavam na tal “experiência vivenciada na Copa”. Que raios é isso? Nesta quinta-feira, tive a resposta. Quando a bola rolou às 17h, o que passaria a acontecer, para mim, tinha a menor das importâncias. Já tinha realizado um sonho e vivenciado a experiência de uma Copa.

E o que é “vivenciar a experiência de Copa”? É entrar no trem para chegar ao Itaquerão e ver uma diversidade de torcidas. Belgas, sul-coreanos, torcedores da seleção brasileira, torcedores do Santos, São Paulo, Corinthians, Flamengo, Bangu, Juventus da Mooca, São Caetano e outras tantas camisas diferentes que estavam lá. Todos, pelo menos na minha frente, vivendo em harmonia no mesmo lugar.

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No caminho do metrô até o estádio, vi voluntários simpáticos e felizes só por estarem escrevendo, de alguma forma, as suas histórias em um evento tão grandioso como esse. Pude ver até um motorista de ônibus que levou torcedores ao estádio tirando fotos e gravando vídeos, pois ele mesmo tinha a consciência de que aquele era um momento único.

Dentro do estádio, vi estandes de patrocinadores do evento. Loja para compra de produtos da Copa lotada. Torcedores fazendo fila para comprar cerveja ou coca só para ter o copo personalizado daquele dia, que vinha com o nome e as bandeiras das seleções. Tudo isso me fez aproveitar o evento Copa, não apenas o jogo. Algo que nunca tive em um jogo de futebol aqui no Brasil.

Vi um estádio bem montado. Tive uma boa impressão do Itaquerão. Acho que o torcedor do Corinthians vai ficar muito feliz de sediar jogos lá. Achei a cerveja cara e a comida, mas nada diferente do que pago em um bar de São Paulo. Pagar dez reais numa pipoca: não consegui. Afinal de contas, posso comprar por 1 real no supermercado e fazer no microondas lá de casa.

Sei que algum internauta pode ler esse texto e pensar: isso está estragando o futebol. Não tem nada melhor do que ver um jogo numa arquibancada dura e comer hot dog da tia da barraca na porta.

Pode até ser. Respeito quem pensa assim. Mas a experiência que vivi ontem, não tem preço que pague. Vai ficar pra vida inteira.

Mas o jogo, quanto foi mesmo?

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Conheça a profissão mais ingrata da Copa

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Renan Prates/Torcedores.com

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Sabe qual é a profissão mais ingrata da Copa? Já pensou em ver um jogo de dentro do campo…mas não ver?

Como assim? Esse autor deve estar ficando louco, você está pensando. Pois bem. Na Copa no Brasil, vários funcionários trabalham dentro de campo. Até aí ótimo, não? Não. Muito ingrato, porque eles tem que trabalhar de costas para o gramado.

Estive no último sábado no Maracanã para acompanhar o duelo entre Colômbia e Uruguai, pelas oitavas de final da Copa. E vários homens de laranja ao redor do campo me chamaram atenção. Eles tinham um banco, onde ficavam sentados. A função deles é a mais ingrata da Copa: ficar de costas para monitorar a movimentação dos torcedores.

“Imagina se o Brasil jogar a final aqui e eu não puder ver? Mas estou confiante que o Brasil será campeão”, me disse um deles.

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Você, que reclamou por ter pago ingresso categoria 4 e viu o jogo muito de longe, peço que faça um exercício de reflexão. Será que não é melhor assim do que ver um jogo dentro do campo, mas de costas para ele? Aposto que você vai achar que sim.

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Com palavrão e ‘só golaço’, Datena rouba a cena como narrador

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Bandeirantes/Divulgação

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José Luiz Datena está roubando a cena como narrador nesta Copa. E o perfil dele pode ser explicado pela empolgação em narrar os gols e até o palavrão que soltou durante uma transmissão.

Datena nem tem entre os narradores da Bandeirantes nesta Copa a mesma importância que tem como apresentador na emissora. Provavelmente ganhou mais espaço após a morte precoce de Luciano do Valle – narrador principal da equipe.

Por motivo de trabalho, acabei assistindo a alguns jogos de Datena como narrador nesta Copa. Não tem como não achar graça do seu estilo. A começar pelo fato de que sua empolgação é tanta que todo gol vira “goooolaçooooooooooooo” ou “rede! rede! rede! rede!”.

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No primeiro jogo, entre México e Camarões, Datena mostrou seu cartão de visitas ao ter que narrar dois gols anulados de forma incorreta para os mexicanos. No primeiro, ele mostrou que estava esperto, e se gabou por isso. “Não falei que foi gol porque vi que o Giovanni não comemorou”. Mas no segundo, não teve jeito: Datena se empolgou ao narrar o que seria o seu primeiro gol na Copa. “Rede! Rede! Rede! Rede!”, gritou. Quando viu que a arbitragem havia anulado novamente, ele ficou sem saber o que aconteceu. E ainda colocou na conta do comentarista Denílson: “ele falou que os dois gols anulados valeram”.

Durante a transmissão de Espanha x Chile, Datena chegou ao ponto de soltar um palavrão no ar. E saiu com maestria, como se fosse a coisa mais simples do mundo. “O Sergio Ramos é maldoso pra caramba. Ele bate, depois assopra. Falam do Pepe, mas ele dá porrada pra car.., pra caramba. Desculpaí o palavrão, saiu sem querer”.

Em Alemanha x Portugal, Datena mostrou que estava com seu humor aguçado, principalmente quando houve interferência no seu sinal da Band. “Tem um cara falando aqui no nosso ouvido. Será que ele quer o nosso telefone, Neto?”, questionou Datena, para depois soltar outra pérola. em Alemanha x Portugal. “O negócio é o seguinte. Tem um marciano entrando no nosso ouvido via Embratel. Acho que é de outra emissora, né Neto?”.

Ao lado do amigo Neto como comentarista, Datena ficou ainda mais à vontade narrando jogos da Copa. Que essa dupla se repita mais vezes. Me agrada assistir à jogos de futebol e me divertir com a irreverência dos narradores. E isso Datena tem de sobra.

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Não vou a um jogo de Copa para gritar o nome do meu time

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Ontem fui ao meu primeiro jogo de Copa. Achei uma experiência única, que prometo contar em um outro post. Mas teve algo que me incomodou: ver tantos torcedores brasileiros fazerem questão de gritar o nome do time que torcem. Desculpe, mas não vou a um jogo de Copa para gritar o nome do meu time.

Vestir a camisa do seu time em um jogo de Copa, acho muito certo. Até fui com a camisa do meu. Vi várias camisas de time, desde as mais previsíveis até as mais inusitadas, como do Bangu. Mas você está lá, num cenário que só se repete de quatro em quatro anos. Tendo a oportunidade de interagir com torcidas de outras seleções – no caso de ontem, sul-coreanos e belgas. Tendo a chance de ter contato com culturas diferentes e até aprender um pouco sobre elas. E aproveita esse momento único para…gritar o nome do seu time???

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Belgas e sul-coreanos, a meu ver, estão entre as torcidas carismas da Copa. Pude acompanhar a partida perto de vários torcedores da Bélgica. E me chamou atenção que um dos gritos de guerra deles era inspirado na música Aquarela do Brasil. Achei genial. E pensar que se um dia a Copa for na Bélgica, os brasileiros vão lá só para retribuir a gentileza e cantar…SOU BRASILEEEEEEEEIRO, COM MUITO ORGUUUUULHO.

Ontem pude ver a vontade de mostrar a paixão pelo time que torce em várias oportunidades. O jogo era no Itaquerão, estádio do Corinthians. Logo, os corintianos aproveitaram a oportunidade para marcar território: “Timão, ê ô”, gritaram. Receberam vaias de parte da plateia (que claramente torcia para um time rival). Na saída do jogo, começou uma ‘competição’ no metrô entre os que exaltavam o Corinthians e os que xingavam o Timão. Os corintianos também devolveram xingamentos a palmeirenses e são-paulinos. Ainda bem que ficou só nisso e não descambou para a violência.

Admito que a pouca qualidade técnica mostrada por belgas e sul-coreanos durante a partida ajudou a propiciar situações desse tipo. Mas fico com a opinião dada pelo um amigo que foi ao jogo comigo: “Estou num jogo de Copa. Amo meu time. Mas aqui não é lugar pra ficar mostrando isso”.

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Cinco exemplos de que o brasileiro não sabe torcer na Copa

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Óbvio que toda regra tem sua exceção, mas cada dia mais estou convencido de um fato: o torcedor brasileiro não sabe torcer em uma partida de Copa. E tenho exemplos para provar.

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Vamos aos exemplos de como não saber torcer em um jogo de Copa:

1 – Vaiar o hino nacional do Chile: O exemplo recente mais claro é o demonstrado pela torcida brasileira na partida contra o Chile. Vaiar o hino nacional dos chilenos é uma tremenda falta de respeito, para dizer o mínimo. Digna de quem não sabe respeitar as diferenças.

2 – Xingar a presidente da República: Não é uma crítica por ser defensor do PT. Poderia ser no lugar de Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, José Sarney, Fernando Collor. Não importa. O mínimo de educação pede que uma autoridade como a presidente da República não seja xingada. E no Itaquerão, durante a abertura da Copa entre Brasil e Croácia, Dilma esteve presente e foi obrigada a ouvir hostilidades.

3 – Desrespeitar os povos amigos: Estava no Maracanã em Colômbia e Uruguai. Presenciei alguns brasileiros, muito alcoolizados, dando show de como ser deselegante na torcida em um estádio da Copa. “Chupa Uruguai seu bando de pobre”, gritou um atrás de mim, no Maracanã. Maior exemplo de torcedor coxinha não há. Pior: não sabe que o pobre é ele.

4 – Perder metade do jogo só para comprar cerveja/bebida: Vi vários exemplos disso nos jogos da Copa que eu fui. Presenciei pessoas que nem se importaram com o jogo. A preocupação delas era só em beber ou comer. Pior é lembrar que muitos dariam a vida para estar ali…

5 – Comprar ingresso para vender/não ir no jogo: Vários brasileiros estão fazendo plantão na madrugada para comprar ingressos e…revender no minuto seguinte! Esse é o pior tipo de torcedor de Copa, o que enxerga o Mundial como uma possibilidade de lucro. Tem alguns que ainda ficam com ingresso na mão, não vão ao jogo e não repassam!

Concorda com a minha lista?

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Foi bonito ver a união de diferenças na Fan Fest. Apesar das grades

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Fan Fest

Estive neste domingo para ver um jogo na Fifa Fan Fest de São Paulo, que fica no Vale do Anhangabaú. Achei bonito ver o congraçamento de tantos povos diferentes num mesmo lugar. O único ponto negativo é o excesso de muros e grades.

Eu e a minha namorada, Bárbara, decidimos ir neste domingo acompanhar o duelo entre Bélgica e Rússia, no Maracanã. Mas na realidade o jogo era o que menos importava. Eu queria vivenciar a experiência de ir num evento da Fifa durante a Copa no meu país.

Logo que chegamos, nos deparamos com o único lado negativo da festa, como bem relatou a minha namorada na sua página do Facebook: “Demorei para vir, mas nessa primeira Fan Fest fiquei bastante incomodada desde a chegada. Muitas grades no Vale do Anhangabaú, revista de homens e mulheres para entrar num espaço público – pelo menos não pagava pra entrar, entrar na minha cidade e que deveria ser de todos. O medo impede que a festa seja tão boa. O medo das pessoas que trabalham vendendo produtos para gringos e brasileiros, o medo de quem permitiu e lutou para que a festa seja aqui e de todos. Infelizmente a festa aqui em São Paulo não é de todos”.

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Concordo com ela. A Fan Fest deveria ser uma festa democrática. De todos e para todos. Mas as grades e as revistas impedem que isso aconteça. “Ah, mas teve muito roubo no primeiro jogo do Brasil”, justifica um. A Polícia Militar existe para resolver esse tipo de problema. Mas tornar a festa um ‘cercadinho’ não é a solução.

Isto posto, queria falar da parte boa. Vi chilenos interagindo com belgas. Russos conhecendo colombianos. Todos convivendo em harmonia no mesmo espaço. Esse, a meu ver, é o maior legado da Copa.

Fica como ponto positivo também a iniciativa do Ministério da Cultura de criar um estande para contar um pouco das curiosidades culturais do nosso país para os estrangeiros.

Achei também que as empresas que montaram estandes de ativação lá, como Coca Cola, Itaú, Sony, Oi e Johnson & Johnson, foram felizes na escolha das atividades para entreter o público, que lotou os espaços. É esse o caminho.

Não cheguei a ver os shows no palco do Anhangabaú, mas gostei do tamanho do telão e do som ambiente. Deu para acompanhar o jogo tranquilamente. O problema é pagar R$ 6 numa latinha de cerveja. Mas aí é o tal ‘padrão Fifa’ né.

O jogo? Ah, foi 1 a 0 para a Bélgica, que resolveu jogar mesmo só no fim.

Crédito da foto: Renan Prates

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Juninho Pernambucano: um acerto da Globo como comentarista

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JUNINHO

Juninho Pernambucano foi um acerto da Globo como comentarista. Com opiniões técnicas e seriedade nos comentários, ele tem sido a principal revelação entre os nomes que surgiram na TV aberta nesta Copa.

Vejo que os comentaristas de TV e rádio tem se dividido geralmente em dois perfis. Os técnicos, que são estudiosos e dão opiniões balizadas em fatos e estudos. Tem também os fanfarrões, que gostam de emitir opiniões eloquentes e polêmicas sobre o assunto, porque sabem que dão uma repercussão maior.

Geralmente, os ex-jogadores escolhem o segundo caminho. Pois na cabeça deles, quem esteve lá e viveu o campo não precisa se atualizar. Juninho Pernambucano, ao que parece, escolheu o primeiro. Não o conheço pessoalmente e não estou no dia a dia da cobertura dos colegas para saber exatamente se ele estuda. Mas quando escuto seus comentários na TV, vejo que são análises pertinentes de quem se interessa em dar um pitaco que saia do lugar comum.

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“O De Jong, que a gente conhece, é de muita força física e pouca habilidade com a bola no pé. Por isso que eu não considero a Holanda tão forte, por ter muitos volantes com esse perfil”, disse durante a transmissão de Chile x Holanda pela TV Globo nesta segunda-feira. Você pode até não concordar com o cara. Mas é uma opinião com argumentos.

Se a Globo está sendo criticada por ter escalado o apresentador Alex Escobar como narrador (tema para um post seguinte), a emissora, ao que pude ver, está acertando em cheio com Juninho Pernambucano. Fiz uma enquete rápida no Twitter com essa pergunta. Dez pessoas elogiaram e só uma cornetou. Ponto pra Globo.

Crédito da foto: Reprodução/vasco.com.br

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Jura que ainda vai ter Brasileirão depois de uma Copa como essa?

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Spain v Chile: Group B - 2014 FIFA World Cup Brazil

Jura que ainda vai ter Brasileirão depois de uma Copa como essa? Só de pensar que depois do apito final no Maracanã no dia 13 de julho, a Copa acabará e passaremos a falar só de Brasileirão, bate uma depressão, admito.

A Copa nem chegou ao fim da segunda rodada e, pelo menos nos meus 30 anos de existência, já é a melhor. Muitos dizem que já é a melhor da história, e eu cada vez mais acredito nisso.

Vejo que a média de público da Copa é de mais de 50 mil pessoas por jogo. Em que jogo do Brasileirão conseguiremos ter esse público?

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Vejo que os turistas estão conhecendo e consumindo no Brasil. Quando teremos isso no Brasileirão?

Vejo que a média de gols nesta Copa é ótima. Quando teremos isso no Brasileirão?

Vejo os melhores jogadores do futebol mundial jogando no meu país. Quando teremos isso no Brasileirão?

Vejo os melhores técnicos do futebol mundial no meu país. Quando teremos isso no Brasileirão?

Quando teremos tantas histórias para contar como as que estão acontecendo nesta Copa?

Meus amigos disseram nas redes sociais em tom de brincadeira, mas concordo muito. Bem que poderia ter uma Copa por ano e um Brasileirão a cada quatro anos, não acham?

Crédito da foto: Getty Images

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Cansei do “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”

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Cansei do “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. Não dá para ver uma torcida do meu país com tão pouco repertório na hora de torcer.

Não consigo acreditar como conseguimos causar tamanha emoção na hora do hino nacional, tanto aos jogadores da seleção brasileira quanto a quem acompanha as partidas da TV e, ao mesmo tempo, mostrar tanta falta de originalidade na hora de entoar cantos de apoio ao Brasil. Em alguns casos, nem esperamos o fim do primeiro tempo para vaiar, pois o Brasil não tem direito de jogar um tempo sequer mal, não é mesmo?

Os cantos temáticos são os que melhor empurram e que mais dão graça aos jogos. Mostram a criatividade de quem torce no estádio, e empolgam quem está em campo. Só para citar um exemplo: os argentinos nem bem chegaram na Copa e já criaram uma música criativa para nos provocar. E o que fizemos em troca? Xingamos Messi. Não criamos nada.

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Aliás, somos bons em xingamentos. Não poupamos nem a presidenta da República, Dilma Rousseff, que foi na abertura da Copa e desistiu de ir em outros jogos com medo de ser xingada. Bacana, não? E a minha crítica seria a mesma se fosse Aécio Neves, Eduardo Campos e até FHC no lugar de Dilma no posto de comandante máximo da República.

Escrevo estas linhas aos 30min do segundo tempo, antes mesmo do fim do jogo entre Brasil e México. Tomara que tenhamos mais cinco partidas até o fim da Copa. Se isso acontecer, boa oportunidade para melhorarmos de postura, não?

Crédito da foto: Getty Images

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