Pai Renan de Ogum falhou feio nos Estaduais. E no Brasileirão?

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Em janeiro deste ano, incorporando o personagem “Pai Renan de Ogum” no blog, publiquei quem eu achava que venceria os Estaduais em oito campeonatos deste país. Frisei que era puro chute, e prometi voltar para avaliar o meu percentual de acerto.

Pois bem…acertei três dos oito campeões, menos de 50% de aproveitamento. Me dei bem com Inter, Cruzeiro e Figueirense. Me dei mal no Paulistão (chutei Palmeiras, deu Ituano), no Carioca (cravei Botafogo, deu Flamengo), no Goiano (ganhou Atlético-GO ao invés de Goiás) no Paranaense (achei que daria Coritiba, venceu o Londrina) e no Pernambucano (cravei Santa Cruz, eliminado nas semifinais).

Bom…se levar em consideração que o Paulistão, o Goiano e o Paranaense tiveram resultados surpreendentes, até que não fui tão mal assim, vai.

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E o que dá pra apostar no Brasileirão? Com base em informação, nada. Com base em chute, tudo. Como o Pai Renan de Ogum está aqui para brincar de chutar, vamos lá!

Campeão: Cruzeiro
Zona da Libertadores: Inter, Grêmio e São Paulo
Rebaixados: Criciúma, Fluminense, Chapecoense e Sport

Viajei muito? Concordam? Votem em quem será o campeão na enquete abaixo!

Crédito da foto: Gualter Naves/Lightpress

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Leandro Damião é vítima, e não culpado

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Peço que leia o texto até o final antes de me xingar

Na ânsia de encontrar culpados para o vice-campeonato vexatório do Santos contra o Ituano, Leandro Damião é apontado por muitos como um dos principais, se não for o principal. Mas o atacante é vítima, e não culpado.

Muitos podem me achar louco por pensar desta forma, mas me permitam argumentar. Leandro Damião é vítima de todo processo que culminou na sua contratação por mais de 40 milhões de reais. O atacante se tornou vítima de um erro de avaliação da diretoria do Santos.

Leandro Damião vale 40 milhões? Vale custar ao clube, entre parcelas a pagar, salário e ajuda de custo, R$ 1 milhão mensais? Claro que não. Até mesmo ele deve saber disso.

Leandro Damião jogou até aqui o que sabe. Sempre mostrou muita garra, disputou todas as bolas. Mas não tem tantos recursos técnicos como acha que tem.

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Para piorar a situação de Damião no Santos, o time engrenou sem ele. O jovem Gabriel se adaptou como ‘falso 9’, e o Santos encantou desta forma. A partir do momento em que ele reunia condições de jogo, Oswaldo de Oliveira ganhou um baita problema para resolver: como deixar no banco um jogador que custou mais de 40 milhões aos cofres do clube? Não tem como. Ele tinha que ser titular. E foi. Alguém no lugar de OO teria coragem de fazer o contrário?

Culpar Damião pelo fracasso santista no último domingo é o caminho mais confortável para quem quer achar bodes expiatórios para a perda do título. Mas ele não cobrou 40 milhões para vir. Damião custou esta quantia porque alguém aceitou pagá-la.

A diretoria do Santos se endividou para trazer Damião com o discurso de que vale qualquer tipo de esforço para se formar um time campeão. O Ituano está aí para provar que esta é uma estratégia equivocada, e alguns conceitos precisam ser revistos no Comitê Gestor do Peixe.

Crédito da foto: Adriano Vizoni/Folhapress

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Blog do Perrone: Técnico do Santos é criticado por tirar Damião antes de pênaltis

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Grandes de SP acumulam vexames e não metem mais medo em ninguém

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Após a conquista do Ituano, com méritos, do Campeonato Paulista, um fato a meu ver ficou claro: os grandes de São Paulo tem acumulado vexame atrás de vexame, e não metem mais medo em ninguém.

Corintianos, são-paulinos, palmeirenses e santistas não tem nenhum motivo para sorrir. Afinal de contas, todos foram eliminados em ‘escadinha’ para dois pequenos do Interior: Ituano e Penapolense, os destaques positivos deste Paulistão.

Se o Santos caiu na final, o Palmeiras já havia perdido na semifinal, o São Paulo nas quartas de final e o Corinthians nem lá chegou, sendo eliminado ainda na primeira fase deste Paulistão.

Os vexames dos grandes paulistas não começaram neste ano, e sim há pouco mais de um ano, quando o Palmeiras foi rebaixado para a Série B pela segunda vez. O São Paulo deu a sua contribuição ao ser triturado pelo Atlético-MG na Libertadores.

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Nas duas competições nacionais de 2013, a confirmação do fracasso: os paulistas caíram nas quartas de final da Copa do Brasil e não conseguiram colocar representante algum via Brasileirão na Libertadores de 2014 – a melhor campanha foi do Santos, com um honroso (ironia) sétimo lugar. O Corinthians terminou em nono e o São Paulo em décimo, após passar várias rodadas na zona de rebaixamento.

Mas o ápice da vergonha acontece esse ano. Com um orçamento INÚMERAS vezes maior, Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians sucumbiram um a um diante do Ituano, e conseguiram a proeza de ver um time do Interior campeão após dez anos.

Seria este o fundo do poço? Tenho minhas dúvidas…

Com uma campanha irretocável na fase final do Paulistão, o Ituano dá várias lições aos grandes paulistas. Com um time taticamente bem montado pelo seu treinador Doriva, e estruturado com baixíssimo custo por Juninho Paulista, o Ituano foi campeão vencendo Santos, Palmeiras e São Paulo. Se não derrotou o Corinthians, também não o enfrentou, por força de regulamento. Mas deu a sua contribuição para a eliminação vexatória ainda na primeira fase da equipe de Mano Menezes.

O que esperar do quarteto paulista no Brasileirão? Hoje, a meu ver, brigam no máximo por uma vaga na Libertadores. Mas é um ano atípico por causa da Copa do Mundo, o que dá chance para revisão de planejamento e melhoria de todos os times. Boas dicas do Ituano não faltam para Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras almejarem alguma taça neste ano…

PS: Tinha escrito recentemente que a Libertadores perde muita graça sem os paulistas. Mas me referi essencialmente ao passado. Porque com esses times, os paulistas seriam motivo de (muita) tiração de sarro dos rivais.

Crédito da foto: Júnior Lago/UOL

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Cinco dicas para o Santos evitar vexame completo dos grandes no Paulista

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O Santos perdeu de forma categórica para o Ituano por 1 a 0 no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Foi dominado pelo adversário, e tem que dar graças por não ter perdido por mais.

Por ter muito mais tradição e recursos do que o adversário, o Santos não pode pensar na hipótese de ficar com o vice-campeonato, o que configuraria um vexame no Pacaembu, e reforçaria o ano vergonhoso dos grandes paulistas. Para ser campeão, é imprescindível que o técnico Oswaldo de Oliveira tenha aprendido as lições da derrota no primeiro jogo.

Com base na primeira partida, fiz uma lista de cinco caminhos que o Santos precisa seguir para ser campeão paulista.

Confira a lista:

1 – Cícero e Damião: Precisam ter uma atuação de relevância na partida. O meio-campo, por tudo que representa para o Santos na temporada. O atacante, por ser o ‘homem-gol’ do time e pela responsabilidade que cai sob suas costas por ter custado mais de 40 milhões de reais. Se os dois fizerem uma boa partida, a chance do Peixe ser campeão é bem grande.

2 – Psicológico dos mais jovens: Até mesmo a psicóloga do Santos admitiu, em entrevista ao Lance, que os jovens destaques da equipe sentiram o fato de disputarem a primeira final mais importante de suas carreiras. Por isso, um bom caminho para o título é deixá-los a vontade para jogarem o que sabem.

3 – Cuidados com a defesa: Para ser campeão, o Santos vai precisar atacar, pois tem que vencer por dois gols de diferença. Com isso, deixará a sua defesa mais expostas aos contra-ataques, que podem acabar com as pretensões de time se forem convertidos em gol. Por isso, todo cuidado é pouco no setor defensivo para conquistar o título.

4 – Fator torcida: A torcida do Santos também ficou devendo no segundo tempo da primeira partida, quando se calou e deixou os torcedores do Ituano cantarem em alto e bom som e monopolizarem as atenções da arquibancada no Pacaembu. Para o jogo decisivo, é imprescindível que o torcedor faça a sua parte e empurre o Santos para a vitória. Um bom caminho nesse sentido foi traçado, já que os ingressos estão esgotados para o jogo de domingo.

5 – Avanço dos laterais: Os prováveis retornos dos laterais Cicinho e Mena para o jogo decisivo do Paulista pode ser uma boa arma para acabar com a retranca do Ituano. Se abrir o campo para as laterais, mais espaços no ataque serão criados para os jovens santistas.

Crédito da foto: Divulgação/Santos

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O que acontece com o trio de ferro?

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O Campeonato Paulista acabou para o trio de ferro com um fim melancólico. Melhor dos três na competição, o Palmeiras amargou a eliminação para o modesto Ituano em pleno Pacaembu. São Paulo e Corinthians já haviam sido eliminados em fases anteriores.

O que acontece com o trio de ferro? Vamos por partes:

– O Palmeiras tinha feito uma boa campanha no Paulistão, mas pecou no momento decisivo. Claro que as lesões de Alan Kardec, Valdivia e Fernando Prass atrapalharam, mas mesmo assim o clube não podia perder como perdeu. Fica a lição de que o elenco não é bom o suficiente para a disputa de outras competições no ano do Centenário. Paulo Nobre e companhia terão que lidar agora com o turbilhão político formado pela inesperada eliminação precoce.

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– O São Paulo precisava do título paulista para referendar a gestão Juvenal Juvêncio, mas não conseguiu. Jogou pior o tempo todo que o modesto Penapolense e foi eliminado merecidamente nos pênaltis. Tem muito a melhorar se quiser ganhar algum título esse ano.

– O Corinthians teve a campanha mais vexatória dos três, caindo ainda na primeira fase. Mas pode se beneficiar de um período de um mês sem jogo para dar o entrosamento tão esperado pelo técnico Mano Menezes, que terá que renovar o seu repertório de desculpas se não conseguir fazer o time jogar.

Claro que temos que ressaltar os méritos dos times do interior, como Ituano e Penapolense, neste Paulistão. Mas o trio de ferro não conseguiu ter um desempenho digno de sua história neste Paulistão. E isto tem que ser motivo de análise.

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

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Garotos do Santos dão recado para Muricy

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Dá gosto de ver esse Santos jogar. É seguramente o time que apresentou o melhor futebol no Paulistão, ganhando ou não a competição. E é curioso ver que Muricy Ramalho, técnico que criticou a atual safra dos jovens santistas quando ainda os comandava (“tem defeito de fábrica”), não conseguiu levar o São Paulo nem para a semifinal da competição.

Dentre os jovens de destaque no Paulistão, Geuvânio é o melhor deles. Tem tudo para ser o maior nome deste Paulistão. É o mesmo jogador que foi pouco aproveitado no ano passado e chegou até a ser emprestado para o Penapolense, rival do Santos na semifinal do Paulista.

Geuvânio faz gols (já são sete) e dá assistências (11) com a mesma eficiência na temporada. Tem atuado com muita confiança, mérito também do técnico Oswaldo de Oliveira neste processo.

O Santos vai ser campeão? Não dá para saber. Mas joga bonito, e isto deve ser valorizado. Ao contrário do São Paulo, que passou vexame contra o Penapolense e se despediu de forma melancólica do Paulistão.

Tenho minhas dúvidas se dá para diferenciar a campanha do São Paulo com a do Corinthians. Afinal de contas, se fosse no regulamento antigo, o Timão estaria classificado. Os dois passaram vergonha no Paulistão, e isto deve ser ressaltado.

O Palmeiras tem cumprido o seu papel no Paulistão com qualidade. Ao que tudo indica, fará uma final muito equilibrada com o Santos, desde que ambos não sejam contaminados pelo oba-oba na semifinal. Quem vencerá? Difícil dizer. Acho que os Meninos da Vila tem uma ligeira vantagem.

Crédito da foto: Divulgação/Santos FC

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Santos soberano e Corinthians vergonhoso nos clássicos

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Com o fim do primeiro turno do Paulistão, dá para fazer um balanço do desempenho dos quatro grandes clubes do estado nos clássicos, que são os jogos que realmente costumam valer algo para o torcedor. O Santos foi soberano e o Corinthians teve um desempenho vergonhoso.

Se os clássicos valessem como um campeonato a parte, o Santos ganharia com sobras e o Corinthians ficaria em último, com um desempenho muito fraco.

É bom fazer a ressalva de que Santos e Corinthians tiveram dois mandos de campo, contra apenas um de São Paulo e Palmeiras.

Desempenho dos grandes no clássico:

1º Santos – 7 pontos: 2 vitórias e um empate; 7 gols marcados e 2 sofridos; 77,8% de aproveitamento
2º Palmeiras – 4 pontos: 1 vitória, 1 empate e 1 derrota; 4 gols marcados e 3 sofridos; 44,4% de aproveitamento
3º São Paulo – 4 pontos: 1 vitória, 1 empate e 1 derrota; 3 gols marcados e 4 sofridos; 44,4% de aproveitamento
4º Corinthians – 1 ponto: 1 empate e 2 derrotas; 4 gols marcados e 9 sofridos; 11,1% de aproveitamento

Claro que a segunda fase é um outro campeonato. Mas estes dados não deixam de ser um termômetro do que Santos, Palmeiras e São Paulo podem fazer para conquistar o título paulista.

Relembre os jogos nos relatos do UOL Esporte:

Santos 5 x 1 Corinthians

Santos 2 x 1 Palmeiras

São Paulo 0 x 0 Santos

Corinthians 2 x 3 São Paulo

Corinthians 1 x 1 Palmeiras

Palmeiras 2 x 0 São Paulo

Crédito da foto: Ricardo Nogueira/UOL

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Cinco motivos que fazem o Corinthians estar perto de uma crise

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O Corinthians está perto de uma crise. Motivos não faltam em diferentes áreas: no campo, nos bastidores, na construção do estádio. Decidi enumerar para abordá-los de forma mais didática.

1. Postura de Mano Menezes:
A transferência de responsabilidade do treinador do Corinthians (algo cada vez mais comum em seu discurso) após a eliminação precoce no Paulistão pegou mal na opinião pública e entre a diretoria do Corinthians, tanto que o gerente de futebol, Edu Gaspar, confirmou publicamente a bronca que foi dada no treinador e no meia-atacante Romarinho, que seguiu a mesma linha

2. Ausência de comando no futebol
Homem de confiança do presidente Mário Gobbi, Roberto Ximenes teve que deixar o comando de futebol do clube por motivos de doença. Gobbi irá assumir a sua funão interinamente, mas o mandatário corintiano tem sido alvo de cobranças por não ir aos jogos do clube. Este vácuo no futebol acaba sendo prejudicial no relacionamento com os jogadores.

3. O ‘encosto’ Emerson Sheik
Segundo o que já foi relatado por boa parte da imprensa, o Corinthians tenta, a todo custo, se livrar de Emerson Sheik, por causa dos seus altos salários e do rendimento abaixo da média em campo. Só que tem um ‘pequeno’ problema: ele não quer sair. O impasse gerado faz com que Sheik se torne um ‘encosto’ para Mano Menezes.

4. Queda precoce no Paulista e perda financeira
A queda precoce do Corinthians no Paulistão, além de vexatória, afeta as contas do já combalido setor financeiro do clube, que perderá segundo o jornal Lance R$ 6 milhões em relação ao ano de 2013, quando foi campeão da competição. Mano passará a ter seu trabalho ainda mais questionado e a diretoria perderá verba no momento que precisa reforçar o elenco.

5. Briga entre Gobbi e Andrés
O ex-presidente do Corinthians e o atual cada vez mais não se bicam. Tanto que Gobbi não compareceu ao treino do elenco corintiano no Itaquerão (obra comandada por Andrés) no último sábado. A briga vem num momento ruim, pois o clube precisa de união das suas maiores lideranças para sair da dificuldade.

O Corinthians esteve em momento pior neste ano? Sim, e por isso não consigo chamar o momento atual de crise. Mas como bem disse o jornal Lance em sua capa de hoje: a coisa tá feia!

Crédito da foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Relembre:

Post de 10 de fevereiro: Corinthians renova elenco com dois meses de atraso

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Santos vai bem no ataque. Mas tem alguns problemas

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Time de melhor campanha no Paulistão até aqui, o Santos vem apresentando um desempenho acima da média na primeira fase da competição. O ataque, principalmente, está bem. Mas o time comandado pelo técnico Oswaldo de Oliveira ainda tem problemas que podem atrapalhar na segunda fase.

O principal deles é a defesa. Sem Edu Dracena e Gustavo Henrique, que seriam os titulares, mas só devem voltar depois da Copa do Mundo, o Santos tem dificuldades com Jubal e Neto no setor. Os laterais titulares, Cicinho e Mena, tem muito mais vocação ofensiva do que defensiva. E o time conta apenas com Arouca na proteção da defesa.

Os números, neste caso, enganam, pois o Santos é a segunda defesa menos vazada do campeonato, mas quem vê uma partida inteira do time sabe que, principalmente por ser ofensivo, o Peixe em muitos momentos do jogo oferece o contra-ataque ao adversário, que não tem aproveitado as oportunidades que cria por ineficácia dos ataques ou a boa fase do goleiro Aranha.

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A palavra é dele: ex-santista diz que título brasileiro de 95 do Botafogo foi armado

Jean Chera e a supervalorização dos atletas na base

Já o ataque vai muito bem. Já são quatro goleadas com cinco gols marcados (Corinthians, Mogi Mirim, Bragantino e Botafogo-SP) e uma com quatro gols feitos (Oeste). No total são 34 gols em 13 jogos, o que dá a excelente média de 2.6 gols por partida.

Mas mesmo com números tão expressivos, o Santos em algumas oportunidades tem demonstrado problemas no setor de criação, que podem ser explicados pela formação ofensiva adotada por Oswaldo sem um meia de origem. Gabriel e Cícero tem se revezado nesta função, mas não são criativos.

Leandro Damião começou a fazer gols e a mostrar entrosamento com o grupo, mas é nítido que o Santos ainda está numa fase de adaptação ao esquema com centroavante de ofício, o que pode gerar momentos de dificuldade na reta final da competição.

Oswaldo de Oliveira faz um bom trabalho no Santos. Isto é inegável. Mas precisa corrigir algumas falhas do time para ser campeão paulista. Não sei se o treinador conseguirá resolver isto a tempo.

Crédito: Ivan Sorti/Divulgação/Santos FC

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Oswaldo expõe preocupação com goleadas e não vê Santos “pronto” em 2014

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Até onde pode ir o novo Luis Fabiano?

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Luis Fabiano mudou em 2014. Não vira desfalque fácil por lesão ou suspensão, e o melhor para o torcedor são-paulino: faz gols. Já são nove gols no ano, nada mal para quem fez 22 no ano passado inteiro.
Mas… até onde pode ir o novo Luis Fabiano?

Ele já não é mais um menino. Com 33 anos, está muito mais perto do fim do que no início da carreira. Luis Fabiano já defendeu bons clubes na Europa, como Porto e Sevilla. Foi titular da seleção brasileira na Copa de 2010.

Portanto, Luis Fabiano pode alcançar dois caminhos:

– Ganhar um título de muita relevância com a camisa do São Paulo sendo protagonista – desta forma, acabaria de vez com as desconfianças de parte da torcida sobre o seu futebol.

– Conseguir uma vaga entre os convocados para a Copa – Hoje em dia, Luis Fabiano corre por fora, e teria que ‘torcer’ por uma lesão de Jô e Fred.

Para isto, Luis Fabiano precisa manter o alto nível nas suas apresentações. Permanecer entre os artilheiros. Fazer exatamente o que fez contra o Corinthians e em jogos decisivos: gols.

Será que ele consegue?

Sempre gostei do futebol de Luis Fabiano. Sempre achei que se ele controlasse seu temperamento, teria vaga na seleção brasileira. Mano e Felipão deram chances, mas ele nunca rendeu realmente o que poderia depois da Copa de 2010.

Mas durante o período em que fui setorista do UOL Esporte pelo São Paulo, aprendi a ter um pé atrás com ele. Será que desta vez engrena? Tomara.

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

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