Saída de Gareca comprova: nosso futebol é preconceituoso e corporativista

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Não sou palmeirense, mas torci pelo sucesso de Ricardo Gareca no clube. Torci porque queria me enganar com a falácia de que existe lugar para treinador estrangeiro no futebol brasileiro. Não, não existe. Sabem por que? Porque nosso futebol é preconceituoso e corporativista.

“Uma situação difícil, um técnico estrangeiro no Brasil. É complicado. Não tive os resultados esperados. Queria ter ficado aqui e tirar o time desta situação ruim. O clube teve respeito comigo e entendo a decisão, não estou decepcionado com a diretoria. A decepção é com os resultados ruins”, falou o treinador.

Claro que Gareca teve erros. Poderia ter adotado o estilo Vanderlei Luxemburgo no Flamengo e ‘fechado a casinha’. Mas morreu com suas convicções. Torcedor palmeirense, faço um desafio: de 1 a 10, por ordem de importância: quais são os maiores culpados pela situação que o clube vive. Duvido que o treinador argentino esteja entre os cinco maiores.

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O presidente Paulo Nobre remou contra a maré ao trazer Gareca para o Palmeiras. Contratou vários jogadores argentinos da confiança do treinador. Mas caiu novamente na vala comum dos dirigentes brasileiros ao demití-lo.

“Não tenho dúvidas de que o trabalho do Gareca daria certo a longo prazo”, disse Paulo Nobre. Ué, então por que não foi homem de segurá-lo?

Ninguém pode provar, mas quem garante que os jogadores deram o seu máximo com Gareca? “Temos que ter mais caráter em campo. Futebol é coletivo, não adianta metade correr e a outra metade não”, detonou o zagueiro Lúcio. Pra bom entendedor, meia palavra basta, não?

Os jogadores brasileiros são mimados. Não aceitam alguém que venha de fora ensiná-los o que fazer. Isso, pra mim, é corporativismo e preconceito.

Os treinadores, pelo menos no discurso para a imprensa, destilam arrogância com bravatas do tipo: “Quero ver como Mourinho e Guardiola se sairiam num campeonato como o nosso. Duvido que ganhariam”. Dá-lhe corporativismo. Dá-lhe preconceito.

O fracasso de Ricardo Gareca significa o fracasso de todos aqueles que queriam que, após o 7 a 1 da Alemanha, o futebol brasileiro fosse inundado por ideias novas, saísse do lugar comum, da soberba, da prepotência de que “somos os melhores” e fomos vítimas de um apagão.

Minha desilusão com o futebol só aumenta.

Crédito da foto: Getty Images

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Kleina foi demitido, mas era o menor dos problemas do Palmeiras

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

O Palmeiras anunciou de forma oficial que Gilson Kleina não é mais o treinador do clube. A queda dele não chega a ser uma surpresa, assim como a constatação de que era o menor dos problemas.

A diretoria do Palmeiras tem se mostrado bastante perdida em todos os processos decisórios do clube. O diretor José Carlos Brunoro veio a público logo após a derrota para o Sampaio Correa na tentativa de acalmar os ânimos. Ele chegou a dizer que a tendência era de continuidade do trabalho. Horas depois, o site oficial informou a demissão do treinador.

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Kleina errou em algumas decisões? Errou. Mas o elenco, que já tinha deficiências, perdeu ainda mais qualidade com a saída de Alan Kardec, que em muitas oportunidades atuava como uma espécie de ‘salvador da pátria’ do Palmeiras. Valdivia, que ganha R$ 700 mil por mês, mal consegue engatar uma sequência de jogos. Bruno César chegou como grande contratação e ainda sofre com problemas físicos.

E agora, quem deve vir? Já existe pressão por Vanderlei Luxemburgo. Não acho uma boa, pois ele só gosta de trabalhar com medalhões. Penso que o Palmeiras deve optar por novos nomes no mercado, como Guto Ferreira e Doriva, que estejam preparados para tirar muito dos atletas que a diretoria conseguirá contratar nessa política de contrato de produtividade. Se tiver que sonhar alto, que espere Gerardo Martino sair do Barcelona e ficar disponível para o futebol sul-americano. Se tiver que escolher alguém com mais experiência no mercado, que traga Dorival Júnior, cuja família tem identificação com o Verdão.

E aí, concorda com a demissão de Kleina? Quem você escolheria para o lugar? Comente na caixinha!

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

OPINIÃO NO TORCEDORES.COM:
Ricardo Alves: Palmeiras precisa de meio time para não ser rebaixado
Eduardo Gonçalves: Veja por que o Palmeiras deve apostar em Luxemburgo/a>
Matheus Adami: Trocar de técnico não é solução para o Palmeiras

Diretoria do Palmeiras declara guerra ao São Paulo. Quem ganha com isso?

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

A diretoria do Palmeiras, por intermédio de uma nota no site oficial, decidiu praticamente declarar guerra ao São Paulo, ao afirmar que havia cortado “qualquer relação política” com a atual diretoria capitaneada por Carlos Miguel Aidar. Aí eu pergunto: quem ganha com isso? Ninguém.

Ao meu ver, foi uma sucessão de erros das duas partes. O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, convocou uma entrevista coletiva em que foi bastante deselegante, para dizer o mínimo, com Aidar e Alan Kardec. Chamou o primeiro de antiético e disse que o segundo estava no “completo ostracismo” antes de acertar com o Verdão.

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Um dia depois, Aidar convocou uma coletiva no Morumbi. Apareceu comendo bananas (?!?), chamou Nobre de juvenil e patético e cutucou a ferida palmeirense: “A manifestação do presidente Paulo Nobre chega a ser patética. Demonstra, infelizmente, o atual tamanho da Sociedade Esportiva Palmeiras, que, ano após ano, se apequena com manifestações dessa natureza”.

Com orgulho ferido, Nobre emitiu nota oficial repudiando as declarações de Aidar: “Jamais aceitaremos que alguém ouse se dirigir à nossa S.E.P. de tal forma e, portanto, rompemos qualquer relação política com o São Paulo enquanto o Sr. Aidar estiver à frente da entidade”.

Repito a pergunta: quem ganha com isso? Ninguém. Quem perde? O futebol paulista com certeza, talvez até o brasileiro. Ter dois gigantes do futebol nacional brigados não é nada bom para quem pensa em fortalecer a aliança dos clubes. Pensando melhor…Talvez quem ganhe com essa história é a CBF. Agremiações desunidas são o segredo para José Maria Marin e Marco Polo del Nero governarem sem ser contestados.

Crédito da foto: Reprodução

Aidar começou ‘causando’ no São Paulo; veja erros e acertos

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Ainda é cedo para analisar a gestão Carlos Miguel Aidar no São Paulo como um todo, mas ele certamente assumiu a presidência do Tricolor para o próximo triênio ‘causando’ nos quinze primeiros dias. Decidi tentar analisar o início do mandatário do clube de forma didática, listando o que considero erros e acertos:

VEJA TAMBÉM:
Aidar compra briga com Nobre e ataca o Palmeiras

Acertos
– Propor união entre os clubes: iniciativa louvável para quem quer ver o futebol crescer no Brasil. Não há chance de crescimento e modernização sem que os clubes se unam, troquem experiências e façam benchmarking em prol da evolução no futebol brasileiro.

– Lutar pela reforma do Morumbi: posso questionar os métodos, mas não dá para deixar de reconhecer que a preocupação de Aidar em reformar o Morumbi é louvável. Com o surgimento da Arena Palestra e do Itaquerão, o São Paulo passará em breve de referência a obsoleto neste quesito.

– Brigar contra a ‘espanholização’ do futebol: Aidar critica, com razão, ter cotas de TV muito maiores para Corinthians e Flamengo do que para os demais clubes do futebol brasileiro. Isto cria uma desigualdade e um desequilíbrio de forças que contribui para o empobrecimento das disputas em campo.

Erros
– Brigas desnecessárias: Aidar deu munição para irritar os rivais com apenas duas semanas de mandato. Ao falar mal do Itaquerão, atiçou a ira de Andrés Sanchez. Ao diminuir a grandeza do Palmeiras e chamar Paulo Nobre de patético, abriu guerra contra um vizinho de muro. Não precisava disso. Ainda mais para quem começou agora no cargo.

– Fanfarronice descabida: pegou mal Aidar ter falado que queria a volta de Kaká porque ele tem dentes. Por mais que tenha sido brincadeira, foi uma provocação desnecessária. Aidar, a meu ver, é tão preconceituoso que não percebe que faz brincadeiras preconceituosas.

– Advogar para a CBF contra a Lusa: por mais que negue, é sim um conflito ético para Aidar ter o seu escritório advogando a favor da CBF contra um clube coirmão, que no caso é a Portuguesa. Cria uma rusga desnecessária entre os clubes. Aidar poderia ter evitado isso.

Crédito: Rubens Chiri/São Paulo FC/Divulgação

Grandes de SP acumulam vexames e não metem mais medo em ninguém

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Após a conquista do Ituano, com méritos, do Campeonato Paulista, um fato a meu ver ficou claro: os grandes de São Paulo tem acumulado vexame atrás de vexame, e não metem mais medo em ninguém.

Corintianos, são-paulinos, palmeirenses e santistas não tem nenhum motivo para sorrir. Afinal de contas, todos foram eliminados em ‘escadinha’ para dois pequenos do Interior: Ituano e Penapolense, os destaques positivos deste Paulistão.

Se o Santos caiu na final, o Palmeiras já havia perdido na semifinal, o São Paulo nas quartas de final e o Corinthians nem lá chegou, sendo eliminado ainda na primeira fase deste Paulistão.

Os vexames dos grandes paulistas não começaram neste ano, e sim há pouco mais de um ano, quando o Palmeiras foi rebaixado para a Série B pela segunda vez. O São Paulo deu a sua contribuição ao ser triturado pelo Atlético-MG na Libertadores.

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Nas duas competições nacionais de 2013, a confirmação do fracasso: os paulistas caíram nas quartas de final da Copa do Brasil e não conseguiram colocar representante algum via Brasileirão na Libertadores de 2014 – a melhor campanha foi do Santos, com um honroso (ironia) sétimo lugar. O Corinthians terminou em nono e o São Paulo em décimo, após passar várias rodadas na zona de rebaixamento.

Mas o ápice da vergonha acontece esse ano. Com um orçamento INÚMERAS vezes maior, Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians sucumbiram um a um diante do Ituano, e conseguiram a proeza de ver um time do Interior campeão após dez anos.

Seria este o fundo do poço? Tenho minhas dúvidas…

Com uma campanha irretocável na fase final do Paulistão, o Ituano dá várias lições aos grandes paulistas. Com um time taticamente bem montado pelo seu treinador Doriva, e estruturado com baixíssimo custo por Juninho Paulista, o Ituano foi campeão vencendo Santos, Palmeiras e São Paulo. Se não derrotou o Corinthians, também não o enfrentou, por força de regulamento. Mas deu a sua contribuição para a eliminação vexatória ainda na primeira fase da equipe de Mano Menezes.

O que esperar do quarteto paulista no Brasileirão? Hoje, a meu ver, brigam no máximo por uma vaga na Libertadores. Mas é um ano atípico por causa da Copa do Mundo, o que dá chance para revisão de planejamento e melhoria de todos os times. Boas dicas do Ituano não faltam para Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras almejarem alguma taça neste ano…

PS: Tinha escrito recentemente que a Libertadores perde muita graça sem os paulistas. Mas me referi essencialmente ao passado. Porque com esses times, os paulistas seriam motivo de (muita) tiração de sarro dos rivais.

Crédito da foto: Júnior Lago/UOL

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Cinco dicas para o Santos evitar vexame completo dos grandes no Paulista

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O Santos perdeu de forma categórica para o Ituano por 1 a 0 no primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Foi dominado pelo adversário, e tem que dar graças por não ter perdido por mais.

Por ter muito mais tradição e recursos do que o adversário, o Santos não pode pensar na hipótese de ficar com o vice-campeonato, o que configuraria um vexame no Pacaembu, e reforçaria o ano vergonhoso dos grandes paulistas. Para ser campeão, é imprescindível que o técnico Oswaldo de Oliveira tenha aprendido as lições da derrota no primeiro jogo.

Com base na primeira partida, fiz uma lista de cinco caminhos que o Santos precisa seguir para ser campeão paulista.

Confira a lista:

1 – Cícero e Damião: Precisam ter uma atuação de relevância na partida. O meio-campo, por tudo que representa para o Santos na temporada. O atacante, por ser o ‘homem-gol’ do time e pela responsabilidade que cai sob suas costas por ter custado mais de 40 milhões de reais. Se os dois fizerem uma boa partida, a chance do Peixe ser campeão é bem grande.

2 – Psicológico dos mais jovens: Até mesmo a psicóloga do Santos admitiu, em entrevista ao Lance, que os jovens destaques da equipe sentiram o fato de disputarem a primeira final mais importante de suas carreiras. Por isso, um bom caminho para o título é deixá-los a vontade para jogarem o que sabem.

3 – Cuidados com a defesa: Para ser campeão, o Santos vai precisar atacar, pois tem que vencer por dois gols de diferença. Com isso, deixará a sua defesa mais expostas aos contra-ataques, que podem acabar com as pretensões de time se forem convertidos em gol. Por isso, todo cuidado é pouco no setor defensivo para conquistar o título.

4 – Fator torcida: A torcida do Santos também ficou devendo no segundo tempo da primeira partida, quando se calou e deixou os torcedores do Ituano cantarem em alto e bom som e monopolizarem as atenções da arquibancada no Pacaembu. Para o jogo decisivo, é imprescindível que o torcedor faça a sua parte e empurre o Santos para a vitória. Um bom caminho nesse sentido foi traçado, já que os ingressos estão esgotados para o jogo de domingo.

5 – Avanço dos laterais: Os prováveis retornos dos laterais Cicinho e Mena para o jogo decisivo do Paulista pode ser uma boa arma para acabar com a retranca do Ituano. Se abrir o campo para as laterais, mais espaços no ataque serão criados para os jovens santistas.

Crédito da foto: Divulgação/Santos

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Os cariocas na Libertadores merecem aplausos…dos paulistas e mineiros

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Como todos sabem, Flamengo e Botafogo foram eliminados de forma vexatória ainda na primeira fase na Libertadores. Usando de um artifício bairrista para definir a participação dos cariocas neste ano, poderia dizer que foi digna de aplausos…dos paulistas, que devem ter se sentido menos mal de nem conseguirem a vaga para disputar o torneio sul-americano neste ano, e dos mineiros, que cravaram os dois times na próxima fase.

O Flamengo mostrou as suas (várias) deficiências contra o León: uma defesa frágil e atletas veteranos que hoje em dia muito mais prejudicam do que ajudam. Apesar de ter feito o gol, André Santos deixou muito a desejar na marcação e foi presa fácil para o ataque do time mexicano.

O Botafogo foi eliminado mesmo quando perdeu no Maracanã para o Unión Espanhola na penúltima rodada. Mas, por via das dúvidas, sofreu uma sonora derrota para o San Lorenzo por 3 a 0 que acabou com qualquer chance de contestação até do mais fanático torcedor. Penso que o Glorioso teve o papel mais vexatório do que o rival justamente por ter abdicado do Carioca (nem chegou na semifinal) para privilegiar a disputa da Libertadores;

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O futuro? No Flamengo, a restruturação deve continuar. Jayme de Almeida faz um bom trabalho, e não tem culpa de ter um elenco tão limitado em mãos. No caso do Botafogo, acredito que Eduardo Húngaro deveria sair, e um outro técnico mais experiente deveria ir para o seu lugar.

É sonhar muito pensar no nome de Tite? Se levarmos em consideração que ele mesmo disse que quer trabalhar em um clube carioca, se torna um nome bem viável. Isso se ele não quiser esperar a Copa do Mundo para saber se assumirá a seleção brasileira no lugar de Felipão depois do Mundial.

O fato é que a queda precoce dos grandes cariocas na Libertadores mostra, além da dificuldade histórica de disputar a competição (apenas dois títulos conquistados), que o momento técnico dos clubes do estado é sofrível. Fluminense e Vasco, que nem disputaram a Libertadores, caíram para a segunda divisão no campo na temporada passada. E os dois times mostram que não conseguiram reagir ainda neste ano. O futuro do quarteto no Brasileirão é sombrio…

Crédito da foto: Vanderlei Almeida/AFP

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Palmeiras precisa lembrar que é gigante

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O Palmeiras teve mais uma eliminação em sua trajetória. A derrota diante do Ituano em casa na semifinal do Paulistão causa frustração pela boa campanha que a equipe vinha fazendo durante a competição, mas também pela constatação de que o Verdão não tem conseguido neste novo século desempenhar o papel de gigante no futebol brasileiro que lhe cabe.

Um dado que ajuda a verificar este problema é o número de títulos conquistados na última década entre os quatro grandes de São Paulo (desde 2005):

Palmeiras: 1 Copa do Brasil, 1 Paulista, 1 Série B
São Paulo: 1 Mundial, 1 Libertadores, 3 Brasileiros, 1 Sul-Americana, 1 Paulista
Santos: 1 Libertadores, 1 Copa do Brasil, 1 Recopa, 5 Paulistas
Corinthians: 1 Mundial, 1 Libertadores, 2 Brasileiros, 1 Recopa, 1 Copa do Brasil, 2 Paulistas

Como dá para perceber, os rivais amealharam mais títulos e tiveram conquistas de maior importância do que o Palmeiras, único clube entre os grandes de São Paulo que caiu duas vezes para a segunda divisão na história dos Brasileiros.

O pior não foi a derrota para o Ituano. O pior para o palmeirense é ter a convicção de que eliminações como esta não são mais surpreendentes. Guarani no Paulistão e Goiás na Sul-Americana são exemplos que estão aí para corroborar esta tese.

Neste ano do Centenário, o Palmeiras tem que lembrar que é um clube gigante e se impor em campo como tal. Clube gigante ganha jogos improváveis, se impõe pela camisa e conquista títulos, muitos deles que ficam para serem contados durante toda a história. A Academia de Futebol e a geração vencedora do Verdão na década de 90 estão aí para não deixar mentir.

A imensa e apaixonada torcida do Palmeiras pedem isso. Os rivais pedem. Palmeiras, volte a se impor como um gigante! O futebol brasileiro agradece.

Crédito: Rodrigo Capote/UOL

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O que acontece com o trio de ferro?

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O Campeonato Paulista acabou para o trio de ferro com um fim melancólico. Melhor dos três na competição, o Palmeiras amargou a eliminação para o modesto Ituano em pleno Pacaembu. São Paulo e Corinthians já haviam sido eliminados em fases anteriores.

O que acontece com o trio de ferro? Vamos por partes:

– O Palmeiras tinha feito uma boa campanha no Paulistão, mas pecou no momento decisivo. Claro que as lesões de Alan Kardec, Valdivia e Fernando Prass atrapalharam, mas mesmo assim o clube não podia perder como perdeu. Fica a lição de que o elenco não é bom o suficiente para a disputa de outras competições no ano do Centenário. Paulo Nobre e companhia terão que lidar agora com o turbilhão político formado pela inesperada eliminação precoce.

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– O São Paulo precisava do título paulista para referendar a gestão Juvenal Juvêncio, mas não conseguiu. Jogou pior o tempo todo que o modesto Penapolense e foi eliminado merecidamente nos pênaltis. Tem muito a melhorar se quiser ganhar algum título esse ano.

– O Corinthians teve a campanha mais vexatória dos três, caindo ainda na primeira fase. Mas pode se beneficiar de um período de um mês sem jogo para dar o entrosamento tão esperado pelo técnico Mano Menezes, que terá que renovar o seu repertório de desculpas se não conseguir fazer o time jogar.

Claro que temos que ressaltar os méritos dos times do interior, como Ituano e Penapolense, neste Paulistão. Mas o trio de ferro não conseguiu ter um desempenho digno de sua história neste Paulistão. E isto tem que ser motivo de análise.

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

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Garotos do Santos dão recado para Muricy

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Dá gosto de ver esse Santos jogar. É seguramente o time que apresentou o melhor futebol no Paulistão, ganhando ou não a competição. E é curioso ver que Muricy Ramalho, técnico que criticou a atual safra dos jovens santistas quando ainda os comandava (“tem defeito de fábrica”), não conseguiu levar o São Paulo nem para a semifinal da competição.

Dentre os jovens de destaque no Paulistão, Geuvânio é o melhor deles. Tem tudo para ser o maior nome deste Paulistão. É o mesmo jogador que foi pouco aproveitado no ano passado e chegou até a ser emprestado para o Penapolense, rival do Santos na semifinal do Paulista.

Geuvânio faz gols (já são sete) e dá assistências (11) com a mesma eficiência na temporada. Tem atuado com muita confiança, mérito também do técnico Oswaldo de Oliveira neste processo.

O Santos vai ser campeão? Não dá para saber. Mas joga bonito, e isto deve ser valorizado. Ao contrário do São Paulo, que passou vexame contra o Penapolense e se despediu de forma melancólica do Paulistão.

Tenho minhas dúvidas se dá para diferenciar a campanha do São Paulo com a do Corinthians. Afinal de contas, se fosse no regulamento antigo, o Timão estaria classificado. Os dois passaram vergonha no Paulistão, e isto deve ser ressaltado.

O Palmeiras tem cumprido o seu papel no Paulistão com qualidade. Ao que tudo indica, fará uma final muito equilibrada com o Santos, desde que ambos não sejam contaminados pelo oba-oba na semifinal. Quem vencerá? Difícil dizer. Acho que os Meninos da Vila tem uma ligeira vantagem.

Crédito da foto: Divulgação/Santos FC

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