Neymar cometerá um erro se reatar com Marquezine antes da Copa

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Neymar cometerá um erro se assumir namoro com Bruna Marquezine. Principalmente antes da Copa do Mundo. Na condição de principal esperança da seleção brasileira para a conquista do hexa da Copa do Mundo no Brasil, o atacante não precisa dar margem para ser cobrado em caso de insucesso no Mundial.

A imprensa especializada tem divulgado que Neymar está namorando às escondidas com Bruna Marquezine. O blog do Bruno Astuto chegou a divulgar que os dois teriam marcado uma data para voltar: dia 12 de junho, dia dos namorados e da estreia do Brasil na Copa do Mundo contra a Croácia, no Itaquerão. Se esta informação se concretizar, será um erro maior ainda da parte do jogador. Ou quem não garante que isso será uma estratégia para promover alguma empresa que patrocina os dois?

Neymar não precisa dar motivos como esse para que pensem que ele se importa mais com suas ações de marketing do que com o que realiza em campo.

O namoro com Bruna Marquezine, ao que tudo indica, já mexeu muito com a cabeça de Neymar. Para que correr o risco de alguma briga entre os dois mexer com a cabeça do jogador em pleno período de Copa do Mundo.

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Não sou contra Neymar voltar com Bruna Marquezine. E mesmo se fosse, isso não é problema meu. Eles são bem grandinhos para saber se devem ou não voltar ou até assumir que voltaram. A preocupação, como uma pessoa que quer que o Brasil seja campeão mundial mais uma vez, é que isso aconteça na Copa do Mundo. Quem me garante que esse namoro não pode influenciar na participação do camisa 10 da seleção brasileira no seu primeiro Mundial?

Espero estar errado, queimar minha língua, e poder ver Neymar ser a principal estrela do Brasil na Copa do Mundo.

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Crédito da foto: Arte/Torcedores.com

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Seleção brasileira faz bem para o Neymar

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Admito. Tinha preparado um post questionando o que estava acontecendo com o Neymar. Postagens tristes e o ‘inferno astral’ com os acontecimentos fora de campo no Barcelona me fizeram ter esse questionamento.

Mas tinha a seleção brasileira no meio do caminho. E atuar pelo Brasil, definitivamente, faz bem para o principal jogador do país na atualidade.

Desde que foi integrar o grupo que atuou contra a África do Sul, Neymar mudou o tom das postagens. Antes triste e enigmático, o atacante do Barcelona passou a mostrar alegria e descontração nas redes sociais.

E a mudança de postura foi traduzida em campo. Três dos cinco gols contra a África do Sul foram de Neymar. Já são 30 gols em 47 jogos. Messi e Cristiano Ronaldo demoraram muito mais para chegar nestes números com suas respectivas seleções, só para vocês terem uma ideia.

O Neymar da seleção não parece ligar para os problemas extracampo. Não se incomoda com seu pai sendo devassado pela receita, para a forma física pós-lesão ou para o fim de namoro com a atriz global Bruna Marquezine. Que continue assim. O torcedor brasileiro agradece.

Crédito: AFP PHOTO / MARCO LONGARI

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Estão faltando centroavantes de seleção no futebol brasileiro

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O técnico Luiz Felipe Scolari divulgou nesta segunda-feira a lista completa dos jogadores para o último amistoso antes da convocação final para a Copa do Mundo. Ao olhar a relação, tive a certeza de que a busca por um terceiro centroavante se tornou um problema para o treinador, a ponto de ele voltar a chamar Fred e Jô e não apostar em nenhuma surpresa na última relação. A conclusão que se chega com tudo isso é a de que estão faltando bons jogadores de área no futebol brasileiro.

Parece difícil ler o parágrafo acima e acreditar nele, tendo em vista que na história recente o Brasil teve centroavantes do calibre de Ronaldo Fenômeno, Romário e Careca. Mas Felipão realmente vive este problema. À exceção de Fred, quem surge como unanimidade? Ninguém.

O desespero é tanto que fez Felipão desmembrar a convocação para o jogo contra a África do Sul em duas partes. A segunda, dos ‘nacionais’, aconteceu depois para que o treinador tivesse tempo de observar mais nomes em ação, e para que Fred pudesse conseguir readquirir boas condições de jogo. Ele acenou com surpresas. Observou, observou…e chamou os mesmos.

A falta de bons nomes em atividade fez a mídia esportiva até citar uma possível chance de Adriano ser chamado na convocação final para a Copa do Mundo, após o Imperador ficar oito minutos em campo pelo Atlético-PR em sua estreia na Libertadores e praticamente não tocar na bola.

Alternativas folclóricas, como a de Hernane Brocador e do gordinho Walter, foram citadas. O grande PVC abordou a chance de Alan Kardec, do Palmeiras, ser testado, o que não aconteceu. Não acho essa hipótese válida, pois ele na minha visão não é o centroavante puro que Felipão gosta de ter no seu elenco. Assim como Diego Tardelli, que não faz mais essa função no Atlético-MG.

Se tiver condições físicas, Fred é unanimidade. Hoje eu levaria também o Jô para a Copa do Mundo, pelo bom desempenho que teve quando foi chamado por Felipão.

E você, quem chamaria?

Crédito da foto: Ricardo Ayres/Photocamera

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Felipão chama Fred e evita novidades em último amistoso pré-Copa

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É preciso ter paciência nas análises sobre Ganso

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O quase gol de Paulo Henrique Ganso no último domingo contra o Botafogo gerou elogios desmedidos ao meia são-paulino nas mídias sociais e na TV. Reiniciou-se a campanha para que ele tivesse uma nova chance na seleção brasileira. Mas é preciso paciência ainda com o jogador, principalmente na hora de analisá-lo.

Ganso tem voltado a jogar bem e mostra em alguns lances o quanto é acima da média, principalmente para o nível do futebol brasileiro. Mas é inconstante, o que atrapalha (muito) qualquer pretensão de ser chamado por Felipão para a Copa do Mundo.

(Sobre o lance contra o Botafogo, repito o que já escrevi anteriormente: lance muito bonito, de quem sabe jogar bola, mas não tão genial quanto foi alardeado. Para mim, é uma mostra de que estamos carentes de jogadas diferentes no futebol brasileiro.)

No São Paulo, Ganso tem melhorado cada vez mais de um problema que também sofreu quando jogava no Santos: a apatia. Segundo levantamento do amigo Marcelo Bechler em seu blog, ele tem se tornado um jogador muito mais participativo, mais até do que a maioria dos meias que atuam na sua posição no Brasileirão.

Ganso ainda precisa ser mais decisivo. Posso estar sendo leviano, mas qual jogo decisivo ele foi preponderante para um bom desempenho do São Paulo no ano passado? E neste ano? O tempo corre contra o meia. E a desconfiança por uma fase ruim que se tornou constante no ano passado também.

Se quer mesmo ir para a Copa, Ganso não tem mais o direito de não ser decisivo.

Crédito: Julia Chequer/Folhapress

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Turbulência, apagão e jogo que não terminou: a experiência de cobrir a seleção brasileira

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Seleção

Diiiiiiiiizem que não dou muita sorte para os times que eu cubro como jornalista. Relutei para concordar com esta tese até o dia 2 de outubro do ano passado, quando parti ao lado do amigo Paulo Passos para cobrir pelo UOL a seleção brasileira na carismática cidade argentina de Resistência, onde seria disputado o sem-carisma-algum Superclássico das Américas. Com o perdão do trocadilho infame, não é inadequado dizer que voltamos como os ‘herois da Resistência’ após vencermos tantos percalços. E o principal: com muita história para contar.

A CBF decidiu fretar o voo da seleção brasileira até Resistência e abriu para que os jornalistas tivessem a oportunidade de viajar no mesmo avião que os jogadores e a comissão técnica, até então comandada por Mano Menezes. E logo de cara, já fomos premiados com uma bela turbulência, que assustou a todos e foi motivo de reclamação dos atletas.

Mas a maior ‘emoção’ estava por vir no dia do jogo, quer dizer, da tentativa de um jogo. Uma sequência de três apagões deixou o estádio sem nenhuma condição de realização de uma partida de futebol profissional. Após idas e vindas, resolveram cancelar o duelo, e nenhuma partida foi realizada posteriormente por causa da falta de datas compatíveis. Em resumo: a seleção brasileira só teve uma partida cancelada por causa de apagão em sua história. Nem preciso dizer quem era o repórter que estava lá né?

Logo após o primeiro apagão, o Paulo saiu para apurar no estádio e eu fiquei com o relato da partida. Muitas informações desencontradas e muita tensão, da parte dos jogadores, dos jornalistas e da torcida, que deixou o local vaiando muito. As entrevistas aconteceram rapidamente, já que o horário do voo de volta era próximo ao fim do jogo.

Mas o último desafio ainda iria acontecer após a partida. Como ir direto para o aeroporto a tempo de embarcar se não conseguíamos achar um táxi? Ou vocês acham que a delegação da seleção brasileira iria sair mais tarde só para nos esperar? Sorte a nossa é que a polícia local nos ajudou e parou um veículo que era parecido com um táxi e nos levou para o aeroporto. Lá, ainda tivemos o ‘prazer’ de ver o sempre simpático Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, degustando um belo lanche antes de voltar para o Paraguai.

Crédito: Mowapress/Divulgação

Foi assim que contamos a história:
De apagão a cancelamento, jogo da seleção é marcado por sucessão de micos; veja

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Mano Menezes é um treinador limitado ou está numa maré de azar?

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Mano

Mano Menezes se tornou um técnico de ponta no futebol brasileiro aos 48 anos, quando foi alçado ao posto de técnico da seleção brasileira. Chegou referendado por uma sequência de dois bons trabalhos: no Grêmio e no Corinthians.

Os dois trabalhos que executou tiveram semelhanças, pois foram de reconstrução. Mano assumiu o Grêmio em 2005 que tinha acabado de cair para a Série B e enfrentava a pior crise de sua história. Ele conseguiu fazer o clube gaúcho retornar para a Série A de forma épica, em um jogo contra o Náutico que ficou conhecido como a Batalha dos Aflitos. O técnico conquistou também dois Estaduais pelo clube.

Coube a Mano iniciar o mesmo processo de reconstrução no Corinthians em 2008. O treinador conseguiu subir para a Série A com muito mais facilidade do que com o Grêmio. Ajudado pela vinda de Ronaldo Fenômeno, Mano conquistou no Timão um Paulistão e uma Copa do Brasil.

Com a recusa de Muricy Ramalho em 2010, Mano foi escolhido para a difícil missão de renovar a seleção brasileira, bastante questionada após o fracasso na Copa de 2010. Quando estava enfim obtendo resultados, foi demitido. No seu lugar, entrou Felipão, e o desempenho do Brasil melhorou consideravelmente, a ponto de conquistar a Copa das Confederações após um baile na atual campeão mundial Espanha na final.

Depois de um tempo parado e do seu projeto de assumir um clube na Europa não vingar, Mano aceitou o desafio de comandar o Flamengo. Mas por motivos até agora pouco explicados, ele decidiu pedir demissão do clube de maior torcida no país, que sofria um considerável risco de cair de divisão. O que aconteceu depois disso, todos já sabem: assumiu um desacreditado Jayme de Almeida, que deu jeito no time limitado que o Rubro-Negro carioca possui e quase não corre risco de ir para a Série B.

A situação ainda é melhor porque o Flamengo está na final da Copa do Brasil. Ou seja: pela segunda vez seguida, um time melhora consideravelmente de rendimento após a saída de Mano Menezes. A pergunta inevitável que fica é: Mano é um treinador limitado ou está com falta de sorte?

Ainda acho Mano um bom treinador. Fez dois bons trabalhos que referendam a minha tese. Penso que ele assumiu dois times que não encaixaram com a sua filosofia de trabalho. Mas Mano tem que tomar cuidado, escolher um projeto bom para aceitar e voltar a emplacar um bom desempenho. Porque o status de técnico top, para mim, ele não tem mais.

Crédito da foto: Pedro Ivo Almeida/UOL

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Felipão e CBF dão show de trapalhadas no caso Diego Costa

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Diego Costa

O caso polêmico envolvendo a decisão de Diego Costa de recusar a convocação para a seleção brasileira e optar pela espanhola talvez tenha sido o assunto mais falado da semana. O que me chamou atenção foi o show de declarações desastrosas de Felipão e da cúpula da CBF no caso, a saber:

Felipão diz que Diego Costa está “ignorando sonho de milhões“: técnico insiste em repetir um discurso patriótico vazio e que nem ele mesmo cumpre, ou se esqueceu que já deixou de cumprir. O que ele fez ao optar por dirigir a seleção de Portugal? E quando ele convenceu Deco a se naturalizar português?

– CBF pede o cancelamento da nacionalidade brasileira do jogador: não existe medida mais ditatorial e retrógrada do que essa. A ideia foi tão sem cabimento que até o Governo Federal contrariou a CBF e disse que Diego Costa só perde cidadania se quiser.

CBF diz que Diego Costa agiu por dinheiro: diretor jurídico da entidade perdeu uma boa chance de ficar calado e admitir a derrota na tentativa de impedir que o jogador escolha pela Espanha ao invés do Brasil.

– Marin ignora comissão técnica e diz que brigará por Diego Costa até o fim: repito o comentário anterior: CBF, admite que perdeu para a Federação Espanhola o jogador. Fica menos feio.

Durante trote que sofreu de rádio espanhola, Felipão admitiu que só definiu Fred como atacante para a Copa: e Jô, que tem feito gol atrás de gol pela seleção brasileira, como é que fica? Que motivação que vai ter depois de uma declaração dessas?

Como vários colegas já disseram com muita propriedade, Diego Costa pode escolher a seleção que preferir. Não pode ser tachado de vilão. O atacante vem em boa fase no Atlético de Madri há tempos. Quando a Espanha disse que iria chama-lo, Felipão decidiu convocar o jogador. Coincidência? Claro que não.

A seleção brasileira é muito maior que essa polêmica e ‘conseguirá sobreviver’ sem Diego Costa. Portanto, Felipão, Marin e cia: hora de esquecer o assunto e pensar na preparação para a Copa do Mundo.

Crédito da foto: Reuters/Heinz-Peter Bader

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Felipão tem uma tranquilidade rara, e perigosa, para trabalhar até a Copa

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Desde que conquistou a vitória maiúscula contra a Espanha na final da Copa das Confederações em junho, o técnico Luiz Felipe Scolari ganhou uma tranquilidade rara para trabalhar na seleção brasileira até a Copa do Mundo, calmaria que pode se tornar perigosa dependendo da forma com que ele conduzir o trabalho rumo ao Mundial de 2014.

A forma acachapante com que os brasileiros fizeram 3 a 0 nos espanhois, que são os atuais campeões do mundo, concedeu uma aura de imbatível ao trabalho que ganhou contornos de espetacular feito por Felipão desde que retornou ao comando da seleção nacional.

A não ser que aconteça uma tragédia, Felipão não deverá ser importunado pela opinião pública até o início do Mundial. A vida do treinador da seleção até o fim deste ano tem tudo para ser tranquila, se levarmos em conta os adversários que o Brasil enfrentará no período que já estão confirmados: os fortíssimos esquadrões da Coreia do Sul, Zâmbia e Honduras.

Não sou contra a ideia de Felipão de querer enfrentar diferentes escolas de futebol, desde que ele não fuja dos duelos contra as potências para se preparar para a Copa. É bom que seus comandados tenham como base de avaliação confrontos contra asiáticos, africanos, sul-americanos, norte-americanos e europeus.

O bom é que o cenário, que era sombrio antes da Confederações, ficou promissor e bem delineado. Felipão conseguiu rápido formar a base que tanto queria, e agora só terá o trabalho de preencher as lacunas na lista e torcer para os nomes que ele já definiu mantenham o rendimento acima da média e, principalmente, não se machuquem. Evitar o oba-oba causado pela vitória contra a Espanha também será fundamental para a conquista do tão sonhado hexacampeonato.

Crédito da foto: Bruno Domingos/Mowa Press/Divulgação

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Por que não diz quem te traiu, Magnano?

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Magnano

Muito já foi falado sobre a eliminação vexatória do Brasil na Copa América e o fato de o país pela primeira vez na sua história depender de um convite para conseguir a vaga no Mundial.

Mas eu queria me ater ao discurso do técnico Ruben Magnano reportado pelo colega Daniel Neves no UOL Esporte.

“Nem para elogiar nem para criticar sou uma pessoa que cita nomes. Mas em três ou quatro dispensas, eles haviam falado ‘sim’ para mim”.

“Achava que a presença desses três ou quatro jogadores me dava uma condição de segurança interior, de que poderiam pegar a equipe em suas mãos. Não aconteceu assim, por isso fiquei um pouco abatido com isso. São caras que decepcionaram muito a gente”.

Diante disso, pergunto: por que não diz quem são os ‘três ou quatro’ que disseram sim para você e depois mudaram de ideia? Por que não larga a insinuação de traição e fala de uma forma mais clara sobre o assunto?

Concordo com o ala Guilherme Giovanonni, que disse após a derrota para Jamaica ao repórter Fábio Aleixo, do Lancenet, que não era a hora de jogar m… no ventilador. Mas já que Magnano escolheu esse caminho, por que ele não vai até o fim? Isso me parece pura e simples transferência de responsabilidade.

Dizer que o Brasil perdeu apenas porque teve desfalques (muito significativos, diga-se de passagem) da NBA é analisar o problema de uma forma muito reducionista. Será que o Brasil não perdeu também porque Magnano deixou transparecer aos que estavam lá a sua decepção por não contar com os ‘três ou quatro’ jogadores que lhe disseram sim? Era nítida a falta de confiança dos atletas nos momentos decisivos das partidas.

O time do Brasil perdeu os quatro jogos da Copa América porque não tinha padrão. Não marcava nada, atacava mal, sem inspiração, sem jogada bem executada. Os valores individuais do time atuaram muito abaixo da média. E isso com 50 dias de treino.

A impressão de que Magnano está “jogando para a torcida” fica mais forte quando ele diz que nunca teve pedido de dispensa na Argentina, o que não é verdade. Astro dos Spurs, Manu Ginobilli já pediu para não jogar por causa da NBA, só para citar um exemplo.

Não sou contra Magnano, muito pelo contrário. O acho um dos melhores técnicos do mundo na história recente. Seus feitos com a Argentina foram notáveis, assim como ter terminado em quinto. Mas ele peca em atacar os que atletas que não foram pra Copa América. Até porque o treinador precisará de todos eles se quiser fazer uma boa Olimpíada no Rio de Janeiro em 2016.

Crédito: Reuters/Mike Segar

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