Guerra entre Aidar e Juvenal vem na pior hora para o São Paulo

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Rubens Chiri/saopaulofc.net

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O São Paulo está em guerra nos bastidores entre o atual presidente, Carlos Miguel Aidar, e o ex-presidente, Juvenal Juvêncio. E isso não poderia vir em pior hora.

O São Paulo fez praticamente o jogo da vida neste domingo, contra o Cruzeiro, e venceu por 2 a 0, com autoridade. Dentro de campo, tudo vai bem. Mas fora dele…

Aidar foi a público entregar a situação financeira calamitosa que Juvenal deixou o São Paulo. Só isso já seria motivo pra agitar os bastidores do clube. E se levarmos em consideração o fato que Aidar teve Juvenal como seu maior cabo eleitoral?

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A guerra está armada. Juvenal disse que Aidar é “sem noção”. Aidar busca apoio da oposição para afastar Juvenal do São Paulo. Para contra-atacar, Juvenal flerta até com inimigos declarados. Nesta segunda-feira, Aidar demitiu Juvenal da base do Tricolor.

Rubens Chiri/saopaulofc.net

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“Em suruba alheia, ponho a bunda na parede”, me disse um conselheiro sobre a busca desenfreada de Juvenal e Aidar por apoio na guerra.

Quem ganha com essa guerra? Não sei. Mas o maior perdedor com certeza é o São Paulo.

Que o técnico Muricy Ramalho tenha habilidade para não deixar que essa guerra interfira entre os jogadores do São Paulo em campo.

Crédito da foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

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Aidar começou ‘causando’ no São Paulo; veja erros e acertos

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Ainda é cedo para analisar a gestão Carlos Miguel Aidar no São Paulo como um todo, mas ele certamente assumiu a presidência do Tricolor para o próximo triênio ‘causando’ nos quinze primeiros dias. Decidi tentar analisar o início do mandatário do clube de forma didática, listando o que considero erros e acertos:

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Acertos
– Propor união entre os clubes: iniciativa louvável para quem quer ver o futebol crescer no Brasil. Não há chance de crescimento e modernização sem que os clubes se unam, troquem experiências e façam benchmarking em prol da evolução no futebol brasileiro.

– Lutar pela reforma do Morumbi: posso questionar os métodos, mas não dá para deixar de reconhecer que a preocupação de Aidar em reformar o Morumbi é louvável. Com o surgimento da Arena Palestra e do Itaquerão, o São Paulo passará em breve de referência a obsoleto neste quesito.

– Brigar contra a ‘espanholização’ do futebol: Aidar critica, com razão, ter cotas de TV muito maiores para Corinthians e Flamengo do que para os demais clubes do futebol brasileiro. Isto cria uma desigualdade e um desequilíbrio de forças que contribui para o empobrecimento das disputas em campo.

Erros
– Brigas desnecessárias: Aidar deu munição para irritar os rivais com apenas duas semanas de mandato. Ao falar mal do Itaquerão, atiçou a ira de Andrés Sanchez. Ao diminuir a grandeza do Palmeiras e chamar Paulo Nobre de patético, abriu guerra contra um vizinho de muro. Não precisava disso. Ainda mais para quem começou agora no cargo.

– Fanfarronice descabida: pegou mal Aidar ter falado que queria a volta de Kaká porque ele tem dentes. Por mais que tenha sido brincadeira, foi uma provocação desnecessária. Aidar, a meu ver, é tão preconceituoso que não percebe que faz brincadeiras preconceituosas.

– Advogar para a CBF contra a Lusa: por mais que negue, é sim um conflito ético para Aidar ter o seu escritório advogando a favor da CBF contra um clube coirmão, que no caso é a Portuguesa. Cria uma rusga desnecessária entre os clubes. Aidar poderia ter evitado isso.

Crédito: Rubens Chiri/São Paulo FC/Divulgação