Quem viu Maldonado x Miocic deveria pedir reembolso no Procon

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Quem foi no UFC São Paulo ver Maldonado x Miocic deveria pedir reembolso no Procon. Estava conversando com o grande José Ricardo Campos Leite, que me falou isso, e eu concordei plenamente.

O público que curte UFC e mora em São Paulo estava esperando uma luta entre Junior Cigano e Stipe Miocic, que já era a segunda formação do card (a primeira seria com a luta principal entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen). Cigano, como sabemos, se machucou, e só foi ao Ibirapuera como comentarista da TV Globo. Fabio Maldonado, que costuma lutar nos meio-pesados, pediu para lutar na categoria acima e foi premiado com a luta principal.

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Maldonado subiu ao octógono para lutar empurrado pelo “Tema da Vitória”, geralmente usado nas corridas de Ayrton Senna na Fórmula 1. O público brasileiro estava com ele, torcia por uma vitória, mas queria pelo menos assistir a um bom combate. Mas Maldonado não durou 35 segundos.

O combate principal tinha cinco rounds, e durou 35 segundos. Bacana, não? Maldonado lutou como se estivesse no meio-pesado, com a guarda aberta, com um coração enorme, mas pouca técnica. Acho que esqueceu que estava nos pesados. Bastou um soco bem acertado de Miocic e, pronto, a luta estava acabada. Silêncio do público.

Particularmente, acho os cards do TUF geralmente sem graça. Geralmente eles são salvos pelas lutas principais. Mas este card de São Paulo, a meu ver, se superou. Tirando a vitória do Warlley Lopes, que tem tudo para traçar uma boa trajetória no UFC, penso que o amante do MMA que foi ao Ibirapuera tem tudo para pedir no Procon seu dinheiro de volta.

Crédito da foto: Divulgação

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Wanderlei conseguiu. Será zoado por Sonnen pela vida inteira

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Escrevo este texto ainda sem entender os motivos que fizeram Wanderlei Silva não se submeter aos testes antidoping pedidos pelo UFC e fugir da luta contra Chael Sonnen. Só sei de uma coisa: ele será zoado a vida inteira pelo norte-americano. Bacana isso, não?

Wanderlei passou o TUF Brasil 3 inteiro resgatando o senso patriótico dos fãs do MMA e pedindo para que todos o ajudem na missão de “acabar com o cara que desrespeitou o nosso país”. E fugiu da luta. Como fica a sua imagem com os brasileiros?

Wanderlei e Sonnen protagonizaram uma das cenas mais desrespeitosas para o UFC ao se atracarem no TUF Brasil. Agora, Wanderlei foge da luta ao não fazer o exame antidoping e obriga o UFC a mudar o rival de Sonnen de última hora. Como bem disse meu amigo Jorge Correa, o que falta para Dana White demiti-lo?

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Se ainda os últimos resultados fossem positivos, mas nem isso são. O Wanderlei do UFC é uma sombra mal-acabada do “Cachorro Louco” que encantou os fãs de MMA no Pride.

Esperei para escrever para ouvir o que Wanderlei tinha a dizer sobre o papelão. Mas, um dia depois da divulgação da notícia pelo Canal Combate, ele sumiu do mapa. Apenas se limitou a escrever no Twitter: “Que é isso???? Não estou acreditando!!!!”, como se fosse vítima de alguma sacanagem.

No fim da carreira, Wanderlei conseguiu se queimar com o UFC e dar motivo para ser zoado por Sonnen a vida inteira. Acho melhor se aposentar.

Crédito da foto: Reprodução

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Lyoto precisa abandonar a cautela no UFC

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Lyoto

Lyoto é uma figura única no UFC não só por ser adepto da urinoterapia. Ele é um caso a parte por conseguir alternar nocautes empolgantes e dominantes, como fez na vitória contra o ex-campeão Rashad Evans, com lutas capazes de dar sono aos menos fãs de MMA pela cautela extrema e a tática de buscar o erro do adversário.

Com quatro derrotas nas últimas sete lutas, duas por nocaute e duas por decisão (polêmica) dos juízes, Lyoto precisa repensar o seu estilo de lutar. Ele reclama, talvez com razão, que merecia a vitória contra Phil Davis no UFC Rio 4 porque conectou mais golpes. Mas será que não lhe passa na cabeça que justamente pelo fato de não ter sido dominante e não ter procurado “matar” a luta, não tenha dado margem para que os juízes interpretarem errado?

Lutador na categoria dos médios do UFC, o brasileiro Ronaldo Jacaré deu uma opinião em entrevista recente para o site da ESPN.com.br que achava que Lyoto deveria “se impor mais”. Concordo com ele.

Como Lyoto joga no erro do adversário. Se o rival não erra, a luta fica muito estudada na visão dos críticos e chata para os fãs. Os detalhes passam a fazer muita diferença, e muitas vezes esses detalhes são interpretativos. Contra Davis, os árbitros consideraram que as quedas que o norte-americano proporcionou valeram mais pontos que os socos que o brasileiro conectou.

Poderiam ter considerado o contrário, o que diga-se de passagem era válido, mas não fizeram. E isso aconteceu porque Lyoto não foi dominante o suficiente para nocautear/finalizar Davis, mesmo estando muito acima do rival do ranking dos meio-pesados do UFC.

Para ilustrar melhor o que quero dizer, fico com uma frase do chefão Dana White no Twitter sobre a luta entre Lyoto e Davis logo após o combate: “Uau!!! Eu dei vitória do Machida nos três rounds, mas é isso o que acontece quando você deixa (a decisão) para os jurados”.

Se quer voltar a ser campeão, Lyoto precisa voltar a ser dominante. E deixar de ser tão cauteloso me parece ser um bom caminho.

Crédito da foto: Alexandre Loureiro/inovafoto

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Anderson Silva faz ‘turnê’ pela imprensa para melhorar sua imagem. Mas…será que ele aprendeu as lições do nocaute?

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Crédito: Reprodução/Twitter

Fantástico, Altas Horas, Legendários, De Frente com Gabi, Agora é Tarde, Pânico da Jovem Pan, Esporte Espetacular, ufa…esse são alguns dos programas que Anderson Silva participou desde que perdeu o cinturão dos médios do UFC após ser derrotado por nocaute para Chris Weidman.

Bem orientado por sua assessoria, Anderson escolheu programas em que sabia que não seria colocado contra a parede. As situações embaraçosas, se existissem, certamente seriam bem contornadas. Posso citar um exemplo: o lutador do UFC foi ao Legendários, programa da Record comandado por Marcos Mion, apresentador que é seu amigo declarado.

Na ‘turnê’ pela imprensa, Anderson deixou de lado as críticas (pertinentes, por sinal) aos fãs brasileiros e retomou o discurso de humildade e patriotismo, além das características que sempre contribuíram para popularizá-lo, como a voz fina e a facilidade de cantar, dançar e interpretar sem o medo de ser julgado por isso.

Mas a pergunta que fica para mim é: será que ele aprendeu as lições do nocaute? Admito que não sei a resposta, mas torço para que seja sim.

Diante de tanta exposição de Anderson na mídia, o assunto “derrota para Chris Weidman” foi dissecado até não poder mais. O brasileiro fez algumas ponderações coerentes sobre os motivos que o fizeram perder.

Concordo com ele que foi um erro técnico. Então essa é a primeira lição que tem que ser superada. Errar é humano, mas pode custar um cinturão. O estilo de guarda aberta com que ele luta não permite descuidos.

Achei que houve desrespeito ao Weidman. “Ah, mas ele luta sempre assim”, diria um defensor do brasileiro. Sim, e por isso já fazia por merecer ser surpreendido como foi, contra um adversário que não entrou no seu jogo psicológico. Nem todos caem nas suas provocações, e isso é algo que Anderson tem que aprender.

Anderson caiu porque subestimou o rival. Além disso, estava tão obcecado que não entendeu que as duas vezes em que ficou muito perto de ser finalizado no primeiro round deveriam servir como alerta do tipo: agora acabou a brincadeira, preciso derrotá-lo. Essa é outra lição que fica para o brasileiro.

Anderson Silva ainda é o melhor lutador peso por peso? Apesar de o ranking dizer o contrário, eu acredito que sim.

É melhor que Chris Weidman? Sim, e muito.

Vai vencer a revanche no dia 28 de dezembro? Se tiver a humildade de reconhecer seus erros, aprender com eles, e não repeti-los, vence com facilidade e volta novamente a ser ídolo nacional. Porque nos outros esportes, somente conquistam a condição de ídolos nacionais aqueles que vencem sempre.

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