Marcas dão bons exemplos de ativação no Rio Open

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Foi bonito comparecer ao Rio Open no último sábado e perceber que as marcas deram bons exemplos de ativação durante toda a competição.

Os stands do Jockey Club do Rio de Janeiro foram ocupados em sua totalidade por marcas de diferentes segmentos: emissora de TV, tênis, banco, operadora de celular, eletroeletrônico…

A maioria das marcas conseguiu com competência aproveitar a ocasião do Rio Open e dialogar com o público apaixonado por tênis com ações voltadas para este esporte. Os stands eram visualmente bonitos e convidativos.

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A Samsung, por exemplo, ofereceu um celular de última geração de presente para o frequentador do stand que conseguisse executar o saque mais veloz. Já a Asics tirou fotos dos frequentadores rebatendo bola como tenistas e os convidou a divulgar as imagens nas redes sociais com a hashtag da empresa.

Ações deste tipo, além de representar uma boa comunicação das marcas com seu público, ajudam a difundir o tênis no país, o que é muito saudável.

* O jornalista compareceu ao evento a convite da Samsung

Crédito da foto: Divulgação

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Opinião: Nadal no Brasil em 2015 valeu pelas suas manias em quadra

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Rafael Nadal voltou ao Brasil para mais uma vez participar do Rio Open. O espanhol chegou como número 3 do ranking (saiu como quarto colocado) e a expectativa de que ganharia mais um título sem muitos esforços. Mas a sua passagem pelas terras tupiniquins valeu pelas suas manias dentro de quadra.

Não que Nadal não tenha mostrado lances do craque que é no saibro. Mas parar na semifinal contra o italiano Fábio Fognini, que chegou como número 28 no ranking (saiu como número 22), é muito pouco para um tenista da grandeza do espanhol.

Como bom pé-frio que sou, adivinhem qual jogo do Nadal que vi in loco? A derrota para Fognini, é claro. E o que vi foi um início arrasador do espanhol, que fez 4 a 0 sem muito trabalho. Quando o italiano acordou no jogo, já estava 6 a 1.

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No segundo set, a torcida passou a jogar com Fognini pelo simples fato de querer um jogo mais disputado. E o italiano cresceu aproveitando a displicência de Nadal, enfiando 6 a 2 para delírio do público. Nadal bem que acordou, mas sofreu com dores e não conseguiu evitar o 7 a 5 no set final.

Vitória justa de Fognini. Derrota amarga para Nadal.

Apesar da derrota e do jogo abaixo da média, para mim foi interessante analisar o comportamento de Nadal durante a partida. Já tinha ouvido falar que o espanhol tinha manias e esquisitices, mas não sabia que eram tantas. Foram inúmeras ajeitadas no shorts. Um ritual curioso no saque, que passa por toques da raquete no tênis, mão no nariz e no rosto, e o descarte da primeira bola recebida para sacar. Teve o uso de duas toalhas para se secar entre os pontos, ao invés de uma. Não dá para esquecer a forma meticulosa de colocar a água que ele usa para se hidratar no chão.

Tudo isso é besteira? Quem sou eu para dizer algo assim de um multicampeão do tênis.

Além das manias, chamou a atenção na visita de Nadal pelo Brasil o ‘malabarismo’ que o espanhol teve que fazer para trocar o calção na quadra nas quartas de final contra Pablo Cuevas, o que arrancou suspiros do público feminino que estava na partida.

Foi bacana também ver a empolgação de Nadal para acompanhar o Carnaval do Rio de Janeiro. O espanhol mostrou disposição para passar pelo Sambódromo mesmo debaixo de chuva.

O único ponto negativo foi ver que o Rio Open não conseguiu lotar a arquibancada nem mesmo para ver Nadal jogar contra Fognini.

Volte mais vezes, Nadal. O Brasil precisa ver lendas como você mais de perto para que nossos jovens voltem a se interessar pelo tênis.

* O editor foi ao Rio Open a convite da Samsung

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No meu primeiro jogo de tênis, senti falta da torcida de futebol

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Foi somente depois de completar a terceira década de vida que pude acompanhar in loco um grande jogo de tênis. E posso dizer sem pestanejar: senti falta da torcida de futebol.

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Não acompanho tênis de perto como gostaria, mas não sou nenhum ignorante no esporte a ponto de não levar em consideração que a ‘torcida de futebol’ seria inviável neste esporte, pois os atletas precisam de concentração para jogar. Mas a sensação de que falta mais emoção vinda de fora da quadra ficou latente para mim.

Acompanhei o duelo entre o espanhol Rafael Nadal e o italiano Fabio Fognini pela semifinal do Rio Open no último sábado. A torcida que compareceu ao Jockey Club do Rio de Janeiro começou a acompanhar a partida de forma tímida, talvez influenciada pelo fato de que Nadal fez 6 a 1 no primeiro set sem nenhuma dificuldade. Pude presenciar apenas uns chamados pelo nome dos tenistas vindos da torcida entre os saques. O que movimentou mesmo o público foi a presença de Gustavo Kuerten no camarote do evento – o ex-tenista foi ovacionado quando apareceu no telão.

Acho que é justamente em momentos como esse é que ‘liberar geral’ para a torcida faria diferença. Ouvi inúmeras declarações de atletas, principalmente do meio do futebol, admitindo que os torcedores empurram um time para a vitória. Alguns falam até que a torcida é o décimo segundo jogador. Por isso me pego questionando: será que a gritaria e o incentivo vindo da arquibancada de uma partida de tênis não podem ter efeito positivo para os tenistas?

Por isso que gosto da Copa Davis. Os torcedores, para incentivar os atletas do seu país, costumam quebrar o protocolo e gritar além do permitido durante as partidas desta competição. Me lembro de um confronto épico entre Brasil e Áustria em 1996 que fez oaustríaco Thomas Muster abandonar a partida reclamando dos excessos dos torcedores. Claro que houve excesso dos brasileiros que estavam no Hotel Transamérica. Mas jogos assim são mais emocionantes, não?

Outro fator que particularmente me incomodou foi o impedimento da torcida entrar depois do jogo iniciado. Me atrasei para chegar ao duelo Nadal x Fognini, e só pude acompanhar quando estava 3 a 0 para o espanhol. Respeito a regra, mas não posso dizer que tenha achado normal.

Não sou dono da razão. Estou passando as impressões de quem acompanhou uma partida de tênis de uma competição importante pela primeira vez na vida. Estou aberto ao debate.

* O jornalista foi ao Rio Open a convite da Samsung

Crédito da foto: Renan Prates/Torcedores.com

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