Não existe ‘função’ mais chata no trabalho do que a do fiscal

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Já ouviu falar da função de ‘fiscal’ no trabalho? Se você respondeu que o seu trabalho não tem essa função, está muito enganado e precisa ficar mais atento.

O fiscal é aquela pessoa que prefere deixar de fazer a tarefa que lhe foi passada para saber se você está fazendo a sua tarefa. Pior: para espalhar para todos os colegas de trabalho que você não está executando o seu papel.

O fiscal é um ser nocivo ao bom ambiente do trabalho por alguns motivos. O primeiro deles é por eficiência: na maioria dos casos, ele deixa de fazer as tarefas que lhe cabe para monitorar os outros.

Outro motivo que o faz ser nocivo é o mais óbvio: se ele fala mal do colega, interfere na harmonia no ambiente, pois cria espaço para que outras pessoas manifestem as suas insatisfações ‘por debaixo dos panos’. A cultura da empresa passa a ser falar mal do outro até que a mensagem chegue ao superior deste outro.

Como identificar um fiscal? Simples: pelas atitudes. O fiscal ‘se entrega’. Se algum colega seu vier falar mal da postura do outro, ele já se torna um grande candidato a ser o fiscal da sua empresa.

Num mundo ideal, as pessoas que trabalham nas corporações, pequenas ou grandes, se preocupariam apenas em melhorar o seu trabalho. E só passariam a olhar para o trabalho do outro caso ocupem um cargo de chefia. Mas olhariam sempre com a intenção de melhorar o outro, não de depreciá-lo.

E você, qual papel você ocupa? O do fiscal ou de quem quer melhorar a empresa?

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Já reparou que a culpa é sempre do outro e nunca é sua?

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Escrevo estas linhas para propor uma reflexão: já reparou que a culpa é sempre do outro e não sua?

Assisti em mais de uma oportunidade ao programa Pesadelo da Cozinha, na Band, em que o renomado cozinheiro Erick Jacquin é chamado para resolver problemas de restaurantes que estão perto da falência.

Em em TODAS as oportunidades, os integrantes do (s) estabelecimento (s) sempre deram as mesmas razões para os problemas: “a culpa é do outro”.

Isso diz muito sobre nossos problemas – humanos e profissionais. Isso diz muito sobre as relações humanas.

Claro que o outro tem problema para resolver. Claro que o outro poderia sim ajudar o estabelecimento exibido no Pesadelo na Cozinha a ser melhor. Mas já parou para olhar se você pode ser uma pessoa melhor? Já parou para avaliar seus erros e acertos? Tentou ver onde pode evoluir?

Colocar a culpa no outro é o caminho mais fácil para ‘resolver’ o problema. Afinal de contas, você acaba se eximindo da responsabilidade e não pode obrigar a outra pessoa a mudar.

Mas só evolui a pessoa que entende que o caminho do aprendizado invariavelmente passa pelas dificuldades que surgem no nosso caminho e pela nossa capacidade de tentar superá-las.

Em resumo: você está culpando o outro e o problema persiste. Que tal mudar de estratégia e passar a culpar você? Talvez a solução para os seus problemas esteja aí.