Opinião: Quem é Dudu? O novo Pelé?

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Quem é Dudu? O novo Pelé? Esta é a pergunta que me faço ao ver dois gigantes como Corinthians e São Paulo brigando por um jogador que nem é realidade no futebol brasileiro.

Como bem disse o amigo Giovane Martineli, Dudu custa caro (cerca de R$ 13 milhões) e tem valor de revenda reduzido para o mercado europeu, já que ele não teve uma passagem boa pelo Dinamo de Kiev. Se levarmos em conta a pindaíba financeira em que os clubes se encontram, faço a pergunta: vale a pena gastar esse dinheiro para contratá-lo?

Dudu fez uma boa temporada pelo Grêmio no ano passado, mas mesmo assim marcou apenas três gols. Repito a pergunta: vale a pena gastar esse dinheiro para contratá-lo?

Passa ano após ano e eu não consigo tirar da minha cabeça a seguinte certeza: os clubes brasileiros sempre se movimentam MUITO para contratar os jogadores errados. Revelam atletas capazes, mas seus técnicos preferem contratar jogadores de fora por julgarem que os pratas da casa não estão preparados.

GOL DA ALEMANHA!

Crédito da foto: Getty Images

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Opinião: Bobagens que Pelé diz atrapalham idolatria do torcedor brasileiro por ele

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Hoje seria um dia que todo o brasileiro que ama futebol deveria fazer algum tipo de reverência para o melhor jogador que o mundo já viu: Pelé. Mas…por que isso não acontece?

Por dois motivos. Primeiro que Pelé só vai ser idolatrado aqui no Brasil, MESMO, quando não estiver mais no mundo terreno, fato que atormenta dez entre dez jornalistas esportivos do Brasil. Temos a tendência em cultivar ídolos que não estão mais entre nós.

Outro motivo é uma triste constatação: Pelé não se priva de dizer o que pensa, e por isso acaba em muitas ocasiões dizendo bobagens. Pelé é perguntado sobre tudo, até sobre o que ele não conhece a fundo. “Pelé, o que você acha sobre os protestos?”. “Pelé, você acha que tem corrupção no Brasil?”. E não é que ele responde a tudo?

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Essa exposição exagerada acaba fazendo o Rei do futebol cair no descrédito entre os torcedores brasileiros e até entre os boleiros do meio (acho que é adequado citar nesse momento a frase eternizada por Romário certa vez: Pelé calado é um poeta). Talvez por isso o próprio Pelé pede para o tratarem como duas pessoas diferentes: Pelé, o jogador, e Edson, o ser humano, que não está imune aos erros.

Prefiro exaltar o Pelé que eu conheci pessoalmente e descrevi no meu blog. Me lembro de ter participado de eventos com Pelé em três cidades diferentes: Santos, São Paulo e Brasília. E em todas as vezes, o Rei do Futebol sempre parou para atender aos pedidos dos fãs, por mais que isso causasse transtorno para os seguranças que o cercam diante do tumulto criado.

Acho bacana ressaltar também o Pelé que chorou que nem uma criança quando recebeu o merecido prêmio da Fifa pelo conjunto da obra.

Com erros e acertos, e por tudo de bom que fez em campo: parabéns, Pelé! Vida longa ao Rei do futebol!

Crédito da foto: Getty Images

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Um ídolo do esporte tem o direito de passar vergonha?

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Um dos maiores nomes da história do MMA, tanto no Brasil quanto no Mundo, passou vergonha na última sexta no UFC de Abu Dhabi. Ele foi duramente castigado pelo gordinho Roy Nelson. Perdeu com requintes de crueldade. Nelson o deixou se levantar de dois knockdowns até acertar o soco devastador que provocou o nocaute direto no ‘Big Nog’.

Mesmo antes desta luta, já era partidário da opinião de que Minotauro deveria se aposentar. Que não tinha mais condições de lutar em alto nível. E que deveria fazer o que tem feito muito bem: ser empresário, formador de atletas na Team Nogueira, disseminador do MMA no país e até comentarista das lutas (por que não?).

Ao ler declarações recentes dele sobre o tema, de que gostaria de lutar até quando tivesse vontade e se sentisse bem, pensei: será que não estou sendo cruel? Será que ele não tem o direito de lutar enquanto tiver prazer, independente dos resultados?

Fiquei chateado por ver Minotauro perder desta forma. Não o conheço pessoalmente, mas sempre ouvi boas referências e não tenho motivo para não achar que ele é uma boa pessoa. Por isso, depois da surra que ele levou, penso: é justo a sua história ser arranhada?

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Para não ficarmos só no exemplo do MMA. Tenho quase 30 anos. Acompanhei poucos jogadores tão bons quanto Rivaldo foi na sua posição. E ele se aposentou recentemente, praticamente no ostracismo, sem nenhuma homenagem decente, e amargando insucessos no fim da carreira, como ser reserva de um São Caetano que foi rebaixado de divisão. Me pergunto: ele merecia isso? Mas ele tinha o prazer de entrar em campo. Isso não basta?

Pelé teve uma trajetória que penso ser a ideal. Tinha condições de ir pra a Copa do Mundo de 1974, e não foi, porque sabia que não era o mesmo de 1970, e provavelmente não seria campeão mundial. Expandiu as fronteiras do futebol ao jogar no Cosmos-EUA e fazer sucesso por lá. Parou por cima. Idolatrado. Inquestionável.

Juro que é uma pergunta que propus no título do post é uma questão que não tenho resposta, porque não vivo tão de perto uma situação como essa. Como torcedor, quando vê um ídolo do esporte passar vergonha, juro que peço: apenas pare. Você não merece isso.

No caso de Minotauro, estou de acordo com o que o amigo Jorge Correa escreveu no Blog Na Grade do MMA
Minotauro tem de se apresentar uma última vez com a garra e coração que lhe deu fama, em um grande palco e diante de uma grande plateia – quem sabe Brasil ou Japão, onde brilhou tanto pelo Pride. Só acrescentaria que ele deveria enfrentar um rival que lhe permitisse uma grande vitória. Ele merece que a última imagem do fã do esporte sobre ele no octógono seja vencendo uma luta.


Crédito da foto: Warren Litte/Zuffa LLC

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Qual é um dos maiores temores do jornalista esportivo?

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05mar2014---pele-acena-para-os-fas-que-foram-assistir-ao-amistoso-entre-argelia-e-eslovenia-o-ex-jogador-brasileiro-deu-o-pontape-inicial-da-partida-em-uma-campanha-para-promover-um-1394054683207_615x300

Estou na labuta de redação no jornalismo esportivo há oito anos, e desde o início era claro pra mim que um dos maiores temores, senão o maior, da imprensa esportiva reside em um fato: o dia em que Pelé morrer.

“Espero não estar no jornalismo”. Já ouvi essa resposta tantas vezes que isso acabou até virando uma filosofia de vida. O dia que tal fato acontecer, espero estar bem longe da redação. Alguns dizem que sumirão sem atender celular. Outros falam em pedir demissão na mesma hora. Mas isso já soa como lenda urbana.

E por que tanto temor? Porque o dia que Pelé morrer, iniciará o maior período de trabalho intenso de todas as redações de esporte do país. Afinal de contas, se trata da maior sumidade na área por tudo que já fez no futebol, e de uma das três pessoas mais conhecidas do mundo.

Relembre os posts:

Pelé, o Rei que me mostrou ser solícito com seus fãs

Eles são humanos: o choro de Pelé e Cristiano Ronaldo

A motivação de escrever este post surgiu na semana passada, quando uma das maiores redes de televisão dos Estados Unidos, a CNN, simplesmente matou de susto muitas redações no Brasil ao anunciar, de forma errada, que Pelé tinha morrido.

A CNN depois pediu desculpas pelo erro. Mas o estrago já estava feito. Como reportou o grande camarada aqui no UOL Esporte, Bruno Thadeu, até um dos filhos de Pelé ligou para o escritório do pai para saber se a informação era verdadeira.

Mas o episódio inusitado serviu para os jornalistas da área fazerem a seguinte reflexão: e se fosse verdade?

Antes de mais nada: vida longa ao Rei do futebol!

Crédito: REUTERS/Louafi Larbi

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Eles são humanos: o choro de Pelé e Cristiano Ronaldo

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Ricos, bem sucedidos, craques, ídolos de seus países. Cada um a seu tempo. Pelé e Cristiano Ronaldo não são contemporâneos no futebol mundial, mas ambos já possuem uma trajetória de sucesso no esporte mais famoso do mundo.

Somos levados a pensar que pessoas como os dois não se emocionam mais com nada, de tão acostumados que estão a ganhar títulos e premiações individuais. Mas o que aconteceu ontem em Zurique prova justamente o contrário.

Pelé e Cristiano Ronaldo surpreenderam o mundo e emocionaram os fãs de futebol ao não disfarçar o choro com as merecidas premiações que receberam da Fifa – o primeiro recebeu a Bola de Ouro honorária, e o segundo recebeu a Bola de Ouro 2013.

A calorosa salva de palmas que Pelé recebeu da plateia, que o saudou de pé por minutos, emocionou o Rei do Futebol, que no discurso conseguiu dimensionar com exatidão o que o momento representava para ele, único tricampeão mundial de seleções na história, só para citar um dos seus feitos. “Agora posso dizer que completei minha coleção de troféus”, disse.

Já o choro de Cristiano Ronaldo representou o alívio de quem precisava voltar a ganhar este troféu para provar aos descrentes de que ele está no mesmo nível de Messi. E serviu também para mostrar que, por trás da marra e da aparente arrogância, está um jogador humano. E isto tem que ser valorizado.

Foto: Fabrice Coffrini/AFP

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Pelé, o Rei que me mostrou ser solícito com seus fãs

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Pelé, o Rei que me mostrou ser solícito com seus fãs

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Ronaldinho

Uma das propostas deste blog é compartilhar algumas situações que o jornalismo esportivo me proporciona, e uma delas foi participar de eventos com Edson Arantes do Nascimento. E o que o Rei Pelé me mostrou é que mesmo a maior referência do futebol mundial pode (e deve) sim ser muito solícito com seus fãs.

Me lembro de ter participado de eventos com Pelé em três cidades diferentes: Santos, São Paulo e Brasília. E em todas as vezes, o Rei do Futebol sempre parou para atender aos pedidos dos fãs, por mais que isso causasse transtorno para os seguranças que o cercam diante do tumulto criado.

Em três das situações que participei, o tumulto por chegar perto de Pelé foi tão grande que quase as pessoas se machucaram. Em São Paulo, o tapume improvisado em um evento quase foi ao chão e o palco quase cedeu por causa da aglomeração. Em Santos, uma barraca de praia, por pouco, não desarmou pelo mesmo motivo.

Mas mais que tudo isso, me chamou a atenção a postura de Pelé. O Rei do Futebol sempre se manteve calmo, como se tudo isso fizesse parte de um roteiro que já viveu muitas vezes. No máximo, ele pedia calma para as pessoas, desejo que nunca era atendido.

Pelé destoa de um mundo onde estamos acostumados a ver jogadores, que sequer ganharam títulos de expressão , recusarem autógrafos ou contatos com torcedores. Ou passarem com fone de ouvido gigante sem dar atenção para quem está ao seu redor.

O objetivo deste post não é fazer campanha para ele. Pelé já cometeu vários erros, os quais não quero e nem cabe me aprofundar porque me falta conhecimento para isso. Quis sim relatar uma prova de humildade que vivenciei diante do maior jogador de futebol de todos os tempos.

Crédito da foto: AP Photo/Frank Franklin

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