Todos deveriam fazer coaching

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Coaching é um processo muito importante, para não dizer imprescindível, para evolução profissional e evolução no mercado de trabalho. Todos deveriam fazer. O investimento pode parecer alto, mas o retorno é garantido.

Não sou coach. Não represento um coach. Meu texto não tem o objetivo de divulgar o trabalho de ninguém. Pretendo nas próximas linhas dar um testemunho pessoal do quanto me sinto beneficiado por ter feito coaching. E incentivar quem ler este texto a fazer o mesmo.

Uma amiga da minha noiva tinha acabado de fazer um curso de formação de coach. Ela precisava de alguém para ser o ‘cobaia’. Para aplicar as teorias que ela aprendeu na sala de aula. Me perguntou se eu topava, e eu não pensei duas vezes para aceitar.

Nos encontros iniciais, admito que cheguei a pensar: o que estou fazendo aqui? Estou em uma conversa com uma psicóloga e ninguém me avisou? Será que isso vai dar certo?

Com o passar do tempo, tudo começou a fazer sentido…

Mas o que é coaching? Segundo o Instituto Brasileiro de Coaching (IBC), significa tirar um indivíduo de seu estado atual e levá-lo ao estado desejado de forma rápida e satisfatória. O processo de coaching é uma oportunidade de visualização clara dos pontos individuais, de aumento da autoconfiança, de quebrar barreiras de limitação, para que as pessoas possam conhecer e atingir seu potencial máximo e alcançar suas metas de forma objetiva e, principalmente, assertiva.

E como é feito o coaching? Vejam a explicação do mesmo IBC: Conduzido de maneira confidencial, o processo de coaching é realizado através das chamadas sessões, onde um profissional chamado coach tem a função de estimular, apoiar e despertar em seu cliente, também conhecido como coachee, o seu potencial infinito para que este conquiste tudo o que deseja.

O processo todo é muito importante. Mas claramente algumas coisas marcam mais que outras. Três anos depois do fim dos encontros, uma passagem me marcou muito.

Estava insatisfeito no trabalho, querendo mudar, mas não sabendo como. Foi aí que a coaching me fez uma pergunta aparentemente simples, mas que me ajudou MUITO a mudar.

Se você tivesse que trabalhar em algo que não te remunerasse, mas te desse prazer, o que você faria? Respondi sem pensar: viveria só do meu blog. Coincidência ou não, pouco tempo depois fui trabalhar em um site de jornalismo colaborativo.

No processo de coaching, você acaba tendo acesso a depoimentos de amigos e colegas de trabalho sobre o que eles enxergam de você. Isso também é revelador, porque muitas vezes você só entende o que precisa mudar se o diagnóstico vier de quem enxerga a situação de fora.

O coaching não é só um processo de evolução profissional. É uma forma de se conhecer melhor.

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Não existe ‘função’ mais chata no trabalho do que a do fiscal

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Já ouviu falar da função de ‘fiscal’ no trabalho? Se você respondeu que o seu trabalho não tem essa função, está muito enganado e precisa ficar mais atento.

O fiscal é aquela pessoa que prefere deixar de fazer a tarefa que lhe foi passada para saber se você está fazendo a sua tarefa. Pior: para espalhar para todos os colegas de trabalho que você não está executando o seu papel.

O fiscal é um ser nocivo ao bom ambiente do trabalho por alguns motivos. O primeiro deles é por eficiência: na maioria dos casos, ele deixa de fazer as tarefas que lhe cabe para monitorar os outros.

Outro motivo que o faz ser nocivo é o mais óbvio: se ele fala mal do colega, interfere na harmonia no ambiente, pois cria espaço para que outras pessoas manifestem as suas insatisfações ‘por debaixo dos panos’. A cultura da empresa passa a ser falar mal do outro até que a mensagem chegue ao superior deste outro.

Como identificar um fiscal? Simples: pelas atitudes. O fiscal ‘se entrega’. Se algum colega seu vier falar mal da postura do outro, ele já se torna um grande candidato a ser o fiscal da sua empresa.

Num mundo ideal, as pessoas que trabalham nas corporações, pequenas ou grandes, se preocupariam apenas em melhorar o seu trabalho. E só passariam a olhar para o trabalho do outro caso ocupem um cargo de chefia. Mas olhariam sempre com a intenção de melhorar o outro, não de depreciá-lo.

E você, qual papel você ocupa? O do fiscal ou de quem quer melhorar a empresa?

Já reparou que a culpa é sempre do outro e nunca é sua?

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Escrevo estas linhas para propor uma reflexão: já reparou que a culpa é sempre do outro e não sua?

Assisti em mais de uma oportunidade ao programa Pesadelo da Cozinha, na Band, em que o renomado cozinheiro Erick Jacquin é chamado para resolver problemas de restaurantes que estão perto da falência.

Em em TODAS as oportunidades, os integrantes do (s) estabelecimento (s) sempre deram as mesmas razões para os problemas: “a culpa é do outro”.

Isso diz muito sobre nossos problemas – humanos e profissionais. Isso diz muito sobre as relações humanas.

Claro que o outro tem problema para resolver. Claro que o outro poderia sim ajudar o estabelecimento exibido no Pesadelo na Cozinha a ser melhor. Mas já parou para olhar se você pode ser uma pessoa melhor? Já parou para avaliar seus erros e acertos? Tentou ver onde pode evoluir?

Colocar a culpa no outro é o caminho mais fácil para ‘resolver’ o problema. Afinal de contas, você acaba se eximindo da responsabilidade e não pode obrigar a outra pessoa a mudar.

Mas só evolui a pessoa que entende que o caminho do aprendizado invariavelmente passa pelas dificuldades que surgem no nosso caminho e pela nossa capacidade de tentar superá-las.

Em resumo: você está culpando o outro e o problema persiste. Que tal mudar de estratégia e passar a culpar você? Talvez a solução para os seus problemas esteja aí.

Estamos preparando nossos jovens para o mercado de trabalho?

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Queria compartilhar neste texto uma inquietude que tenho não é de hoje. E deixar o espaço aberto para o debate: estamos preparando nossos jovens para o mercado de trabalho? Não conheço todos os trabalhos das faculdades deste país, mas tendo a crer que a resposta seja não.

Antes de mais nada, queria avançar um pouco mais no tema. Claro que as faculdades ensinam aos alunos muito bem a teoria. Mas…só a teoria basta?

Vejam esta matéria da Revista Exame de dezembro. Ela é muito elucidativa e mostra uma pesquisa com dados preocupantes:

Entre os quase 1,3 milhão de jovens de 18 a 28 anos de idade inscritos em 94 processos seletivos de 53 companhias ao longo de 2015, somente 0,3% deles atendiam aos requisitos impostos pelas companhias. Eis a surpresa: entre os estudantes das universidades tradicionais e bem avaliadas, a taxa de aprovação também foi baixa: 3% dos candidatos com esse perfil conseguiram uma vaga nos processos de que participaram

A matéria traz mais dados, e é exatamente neste ponto que eu quero chegar:

O fator de eliminação de 54% dos candidatos foi a falta de domínio em nível intermediário ou superior da língua inglesa. Os demais problemas críticos, no entanto, são todos de ordem comportamental — um quesito que, de acordo com especialistas, afeta inclusive candidatos das escolas de primeira linha. O segundo pré-requisito não atingido por 45% dos inscritos está relacionado à capacidade de raciocínio lógico, análise e resolução de problemas. Mesmo entre os que atenderam a essas demandas, na maior parte dos casos deixaram a desejar na capacidade de argumentação, visão sistêmica e resiliência.

Sou entusiasta da ideia de que as escolas de ensino médio e as universidades devem se preocupar em estimular a capacidade de raciocínio lógico dos alunos, não apenas a habilidade de se assimilar determinados conceitos que o próprio aluno vai usar apenas no dia da sua avaliação e nunca mais.

Veja bem, ninguém está aqui para desprezar o ensino que é praticado hoje, mas sim para analisar a questão de uma forma mais ampla. Só para citar um exemplo, no Torcedores.com, site jornalístico que trabalho, tenho acesso a muitos colaboradores que estão nas faculdades de jornalismo. E me chama muito atenção o fato de que eles travam imediatamente no primeiro problema que aparece. Não buscam respostas. Querem a solução pronta.

E é exatamente o oposto do que as empresas procuram nos jovens profissionais.

O que está acontecendo hoje? As empresas estão buscando formar esse tipo de profissional já na faculdade.

Voltamos para a matéria da Exame: “Algumas das empresas envolvidas no projeto já tinham as próprias iniciativas para estimular e colocar à prova as habilidades de argumentação dos universitários antes de contratá-los. A fabricante de bens de consumo Unilever, dona de um dos programas de trainee mais tradicionais do Brasil, com 52 anos de existência, é um exemplo. Há três anos, a companhia propõe um desafio real, de marcas como o sabão Omo e a maionese Hellmann’s, para alunos de qualquer faculdade do mundo, com inscrição pelo site”.

Aí eu pergunto: isso não poderia ser desenvolvido pelas próprias universidades? Será que não está na hora de uma reforma, ou adaptação curricular?

Com a palavra, os educadores.

Pagar contas ou fazer o que gosta: Quem nunca viveu esse dilema no trabalho?

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A atual fase do país ‘proporciona’ que os profissionais do mercado de trabalho vivam alguns dilemas. Quem nunca parou para pensar se vale mais trabalhar para pagar as contas ou trabalhar fazendo o que gosta?

Claro que a resposta ideal para essa pergunta é: gostaria de trabalhar fazendo o que eu gosto e ganhar dinheiro com isso. Mas infelizmente nem sempre isso é possível.

Porém, acredito que essa tem que ser a meta de vida de todo profissional. Afinal de contas, vivemos na menor das hipóteses 1/3 de nossos dias no nosso trabalho. Como é possível ter uma vida feliz se passarmos tanto tempo do nosso dia infelizes?

“Ah, mas a profissão/função que eu seria feliz não é valorizada pelo mercado, paga muito pouco e tem poucas oportunidades, então não vale a pena”. Será que essa é a realidade mesmo ou você não se dedicou o necessário em busca de uma boa oportunidade nesta área?

“Mas como eu posso me dedicar em busca desta oportunidade se eu tenho que trabalhar para pagar as minhas contas?”. De fato, é uma encruzilhada. Mas existe sim uma saída.

A saída com certeza não passa por “jogar tudo para o alto”. Por mais que muitas vezes seja a vontade, tomar esse tipo de atitude em um mercado tão fechado como esse passa a ser um tiro no pé. Afinal, as contas não vão parar de chegar, não é mesmo?

Acredito que a primeira coisa é você saber o que realmente quer. Ter foco. “Quero exercer a profissão X”. Com essa certeza, vale você ver: “Quantas horas do meu dia eu posso me dedicar para buscar alguma oportunidade interessante na profissão X?”

Resumindo: o ideal é você buscar aquilo que te dar prazer profissional ao mesmo tempo em que está no lugar que não te dá prazer profissional. Trabalhar 8, 9, 10 horas em um e dedicar 1, 2, 3 horas para achar o outro.

“Ah, mas é estressante ter uma rotina assim”. Quem disse que o caminho para chegar no paraíso é fácil?

Série The Good Wife dá dois conselhos valiosos para o mercado de trabalho (e para a vida)

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Recentemente, terminei de acompanhar a sexta temporada da Série The Good Wife no Netflix, que ainda não disponibilizou a sétima (e até agora última) temporada. E posso dizer, sem sombra de dúvidas, que além de ser uma série bem escrita e com tramas que chamam atenção, The Good Wife dá dois conselhos valiosos para quem quer triunfar no mercado de trabalho.

Antes de falar sobre os conselhos, cabe aqui uma pequena contextualização para quem não está familiarizado com a série: The Good Wife conta a história de Alicia Florrick (Julianna Margulies), que se vê obrigada a voltar a advogar após 13 anos para sustentar os filhos porque o seu marido Peter Florrick (Chris Noth) foi preso por estar envolvido em um escândalo com prostitutas e corrupção. Só este caso já é um ‘aperitivo’ do quanto a protagonista sofrerá durante a série.

É uma série muito interessante não só para quem gosta de aprender e entender mais sobre julgamentos, mas também sobre as estratégias (e artimanhas) dos advogados para vencê-los. Mas The Good Wife não é monotemático, pois mostra uma série de enredos e dramas pessoais que se desenvolvem em torno do tema principal, que é a prática da advocacia.

Mas voltemos aos conselhos para o mercado de trabalho. Vou listá-los abaixo. Só adianto que não vou relacionar os conselhos com os acontecimentos da série porque não quero dar spoiler a quem ainda não assistiu.

– Você tem o direito de recomeçar: The Good Wife mostra na prática que, não importa o tombo que você leve ou o insucesso profissional que tenha em algum momento da carreira, você sempre tem o direito de recomeçar — e pode ser muito bem sucedido novamente se souber lidar com isto sem frustração. Portanto, erga a sua cabeça e procure soluções para crescer novamente, pois às vezes a saída está mais perto do que você imagina.

– Você não é o centro do mundo: Está reclamando porque seu chefe te deu uma bronca injusta? Não gostou porque a apresentação que você montou não saiu do jeito que queria? Reclame! Tente uma solução! Mas não se comporte como se o seu problema fosse o maior do mundo. Admito que quando assisti The Good Wife, a primeira coisa que pensei foi: “caramba, e eu reclamando do meu dia hoje. Acho que não conseguiria passar pelo que a Alicia Florrick está passando”.

Sempre tento assistir à uma série ou um filme com o intuito de tirar lições para a minha vida como um todo. É uma experiência muito enriquecedora, que recomendo a vocês.