Mano Menezes voltou ao Corinthians como retranqueiro?

Padrão

05fev2014---tecnico-mano-menezes-leva-as-maos-a-cabeca-durante-partida-contra-o-bragantino-1391652566109_615x300[1]

Mano Menezes voltou ao Corinthians para a disputa da atual temporada. No Paulistão, teve muitos problemas, principalmente defensivos. O ápice talvez tenha sido na derrota por 5 a 1 para o Santos, que escancarou a necessidade urgente de resolver esta questão. Agora no Brasileirão, ficou a dúvida: o treinador virou retranqueiro?

O Corinthians tem a melhor defesa do Campeonato Brasileiro ao lado do Santos. Ambos sofreram apenas um gol em quatro partidas. Mas o Timão teve méritos de ter a defesa vazada apenas no último jogo, quando foi vazado por Luis Fabiano no segundo tempo.

Mano tem se tornado retranqueiro neste retorno ao Corinthians. E defendo esta tese com o argumento de que esta retranca existe muito mais na mentalidade do que no esquema tático. Afinal de contas, é difícil argumentar que um time é retranqueiro com um lateral como o Fagner em campo…

Acesse a página do blog do Renan Prates no Facebook

O Corinthians tem atuado no Brasileirão de uma forma excessivamente cautelosa. O Timão tem conquistado pontos importantes com isso, mas acredito que perde oportunidades de pontuar ainda mais. Contra o São Paulo, por exemplo: por que recuar tanto? Para sofrer o gol de empate?

Outro exemplo que me chamou atenção foi contra o Atlético-MG. O Galo atuava fora do Independência e estava visivelmente desfocado no Brasileirão, pois ainda estava na disputa da Libertadores. E o Corinthians, que só pensava no Nacional, saiu de lá satisfeito com o empate, mas perdendo uma grande oportunidade de se impor e sair vencedor.

Entendo o que faz Mano Menezes ser cauteloso nesta nova fase do Corinthians. Numa fase de transição brusca como essa que o Timão está vivendo, talvez seja bom ‘fechar a casinha’. Mas esta nova fase não condiz com as tradições do clube.

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Crédito da foto: UOL

Desrespeito entre treinadores brasileiros: até quando?

Padrão

toninho-cecilio-concede-primeira-entrevista-coletiva-como-tecnico-do-avai-23082011-1314114294770_615x300[1]

Cada vez mais tenho a convicção de uma coisa: os treinadores do futebol brasileiro se desrespeitam. Nas últimas semanas, acontecimentos desabonadores entre os profissionais desta classe no país tem me provado que esta análise é correta.

Conhecem Vagner Benazzi e Toninho Cecílio? Não? Pois conhecerá agora. Os dois protagonizaram um episódio lamentável de desrespeito mútuo via imprensa.

Benazzi foi no mínimo deselegante com Cecílio ao dizer que encontrou uma bagunça no Comercial e, por isso, estava com dificuldades de fazer o time de Ribeirão Preto se manter na primeira divisão do Paulistão.

“Eu estou aqui há um mês. Isso aqui estava uma bagunça. O time estava todo errado dentro de campo, todo torto. Sem uma parte física boa”.

Irritado com o que disse Benazzi, Toninho Cecílio foi MUITO além na resposta publicada em uma carta destinada aos amigos do Globoesporte.com. “Como pode haver tamanha covardia de um colega de trabalho?”.

Como pode tanto desrespeito entre dois profissionais que deveriam no mínimo serem colegas? Fico pensando…os treinadores brasileiros tem dificuldade de desenvolverem seus trabalhos porque não se ajudam. Muitas vezes, o técnico que está fora fica torcendo para o que está dentro perder e, assim, deixar o cargo disponível.

E o desrespeito entre profissionais tem acontecido nos mais diferentes níveis de equipes no Brasil. Outro dia, Mano Menezes insinuou que o São Paulo teria facilitado na partida para o Ituano para prejudicar o Corinthians. Muricy Ramalho, técnico do Tricolor, ficou chateado com a insinuação, mas mesmo assim Mano se recusou a pedir desculpas. Custava ele ter feito isso?

Penso que criar um ambiente de cooperação seria um grande passo para os treinadores desenvolverem um bom trabalho em suas equipes no Brasil.

Crédito da foto: Site oficial do Avaí

Em tempo:

Acompanhe tudo sobre futebol no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Cinco motivos que fazem o Corinthians estar perto de uma crise

Padrão

mano-menezes-tecnico-do-corinthians-caminha-ao-lado-de-ronaldo-ximenes-diretor-de-futebol-no-ct-joaquim-grava-1393626423347_615x300

O Corinthians está perto de uma crise. Motivos não faltam em diferentes áreas: no campo, nos bastidores, na construção do estádio. Decidi enumerar para abordá-los de forma mais didática.

1. Postura de Mano Menezes:
A transferência de responsabilidade do treinador do Corinthians (algo cada vez mais comum em seu discurso) após a eliminação precoce no Paulistão pegou mal na opinião pública e entre a diretoria do Corinthians, tanto que o gerente de futebol, Edu Gaspar, confirmou publicamente a bronca que foi dada no treinador e no meia-atacante Romarinho, que seguiu a mesma linha

2. Ausência de comando no futebol
Homem de confiança do presidente Mário Gobbi, Roberto Ximenes teve que deixar o comando de futebol do clube por motivos de doença. Gobbi irá assumir a sua funão interinamente, mas o mandatário corintiano tem sido alvo de cobranças por não ir aos jogos do clube. Este vácuo no futebol acaba sendo prejudicial no relacionamento com os jogadores.

3. O ‘encosto’ Emerson Sheik
Segundo o que já foi relatado por boa parte da imprensa, o Corinthians tenta, a todo custo, se livrar de Emerson Sheik, por causa dos seus altos salários e do rendimento abaixo da média em campo. Só que tem um ‘pequeno’ problema: ele não quer sair. O impasse gerado faz com que Sheik se torne um ‘encosto’ para Mano Menezes.

4. Queda precoce no Paulista e perda financeira
A queda precoce do Corinthians no Paulistão, além de vexatória, afeta as contas do já combalido setor financeiro do clube, que perderá segundo o jornal Lance R$ 6 milhões em relação ao ano de 2013, quando foi campeão da competição. Mano passará a ter seu trabalho ainda mais questionado e a diretoria perderá verba no momento que precisa reforçar o elenco.

5. Briga entre Gobbi e Andrés
O ex-presidente do Corinthians e o atual cada vez mais não se bicam. Tanto que Gobbi não compareceu ao treino do elenco corintiano no Itaquerão (obra comandada por Andrés) no último sábado. A briga vem num momento ruim, pois o clube precisa de união das suas maiores lideranças para sair da dificuldade.

O Corinthians esteve em momento pior neste ano? Sim, e por isso não consigo chamar o momento atual de crise. Mas como bem disse o jornal Lance em sua capa de hoje: a coisa tá feia!

Crédito da foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Relembre:

Post de 10 de fevereiro: Corinthians renova elenco com dois meses de atraso

Em tempo:

Acompanhe tudo sobre o Corinthians no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Corinthians renova elenco com dois meses de atraso

Padrão

05fev2014---tecnico-mano-menezes-leva-as-maos-a-cabeca-durante-partida-contra-o-bragantino-1391652566109_615x300[1]

Com influência da torcida ou não, o Corinthians deu início ao doloroso processo de renovação do elenco que ganhou tudo e vai ficar marcado na história do clube para sempre. Mas a pergunta que fica é: por que isso aconteceu em fevereiro?

Já defendi nesse espaço aqui que uma mudança drástica teria que ser feita no Corinthians no final do ano passado. Poderia ficar o maior técnico da história do clube, Tite, mas para isso o elenco teria que ser renovado, pois dava claros sinais de acomodação. Pois bem, a diretoria escolheu no final do ano passado o caminho mais simples ao trocar apenas o treinador – Mano Menezes chegou.

O início com duas vitórias mascarou os problemas da equipe, que viriam a tona pouco depois, na sequência de quatro derrotas consecutivas, sendo uma delas a vergonhosa goleada por 5 a 1 sofrida contra o Santos na Vila Belmiro.

Só aí a diretoria se deu conta dos problemas do elenco. Precisava dessa sequência negativa para descobrir que não dava mais para Pato e Ibson jogarem com a camisa do Corinthians? Que Douglas não conseguia ser o mesmo que brilhou com a camisa do Timão no passado?

A demora ao renovar o elenco vai custar caro ao Corinthians. O próprio presidente Mário Gobbi pediu paciência ao torcedor corintiano, alegando que os resultados deste processo só serão vistos a médio prazo.

E Mano Menezes? Após dois trabalhos de razoável para ruim na seleção brasileira e no Flamengo, o técnico chegou sob desconfiança no Corinthians. Sete jogos se passaram e osa resultados não vieram. Mas a confiança de Gobbi no seu trabalho é tanta que ele tem até status de manager no clube. O tempo pode me provar que estou errado, mas até agora o treinador não tem feito um bom trabalho e precisa ser cobrado por isso.

Crédito: Júnior Lago/UOL

Relembre:

Post de 30 de setembro: Alguma medida drástica tem que ser tomada no Corinthians

Em tempo:

Acompanhe tudo sobre o Corinthians no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Corinthians começa o ano com mais dúvidas do que certezas

Padrão

pato

Após um ano histórico em 2012, o Corinthians fez uma temporada 2013 bem abaixo do esperado. Agora, o clube inicia 2014 com muito mais dúvidas do que certezas no seu torcedor. Vamos aos questionamentos:

– Mano Menezes
Quem está vindo comandar o Corinthians: o Mano que foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 2009 ou o que acumulou fracassos com a seleção brasileira e o Flamengo? Será que ele chega com moral para fazer a renovação necessária no time?

– Danilo, Sheik, Romarinho e Cássio
Destaques em 2012, eles vão enfim voltar a jogar o que sabem e serem decisivos? Ou os quatro não tem mais o que contribuir no time titular do Corinthians e devem ser reservas?

– Renato Augusto
Li no Lance que o Corinthians está fazendo um plano específico para que ele não se lesione tanto quanto na temporada passada. Será que vai dar certo? Ou teremos novamente um jogador bom para o time apenas nos poucos jogos que consegue entrar em campo?

– Pato
Depois da traumática eliminação na Copa do Brasil, será que ele enfim vai entender realmente o que é Corinthians, atuar com mais disposição e fazer uma temporada digna de um jogador que custou 40 milhões de reais aos cofres do clube?

Eu não tenho essas respostas, mas acho que Mano terá muitas dificuldades no seu retorno ao Corinthians, Cássio voltará a jogar o que sabe e Renato Augusto vai entrar mais vezes em campo e dar mais alegrias ao torcedor.

E você, o que acha?

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

Em tempo:

Acompanhe tudo sobre o Corinthians no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Mano Menezes é um treinador limitado ou está numa maré de azar?

Padrão

Mano

Mano Menezes se tornou um técnico de ponta no futebol brasileiro aos 48 anos, quando foi alçado ao posto de técnico da seleção brasileira. Chegou referendado por uma sequência de dois bons trabalhos: no Grêmio e no Corinthians.

Os dois trabalhos que executou tiveram semelhanças, pois foram de reconstrução. Mano assumiu o Grêmio em 2005 que tinha acabado de cair para a Série B e enfrentava a pior crise de sua história. Ele conseguiu fazer o clube gaúcho retornar para a Série A de forma épica, em um jogo contra o Náutico que ficou conhecido como a Batalha dos Aflitos. O técnico conquistou também dois Estaduais pelo clube.

Coube a Mano iniciar o mesmo processo de reconstrução no Corinthians em 2008. O treinador conseguiu subir para a Série A com muito mais facilidade do que com o Grêmio. Ajudado pela vinda de Ronaldo Fenômeno, Mano conquistou no Timão um Paulistão e uma Copa do Brasil.

Com a recusa de Muricy Ramalho em 2010, Mano foi escolhido para a difícil missão de renovar a seleção brasileira, bastante questionada após o fracasso na Copa de 2010. Quando estava enfim obtendo resultados, foi demitido. No seu lugar, entrou Felipão, e o desempenho do Brasil melhorou consideravelmente, a ponto de conquistar a Copa das Confederações após um baile na atual campeão mundial Espanha na final.

Depois de um tempo parado e do seu projeto de assumir um clube na Europa não vingar, Mano aceitou o desafio de comandar o Flamengo. Mas por motivos até agora pouco explicados, ele decidiu pedir demissão do clube de maior torcida no país, que sofria um considerável risco de cair de divisão. O que aconteceu depois disso, todos já sabem: assumiu um desacreditado Jayme de Almeida, que deu jeito no time limitado que o Rubro-Negro carioca possui e quase não corre risco de ir para a Série B.

A situação ainda é melhor porque o Flamengo está na final da Copa do Brasil. Ou seja: pela segunda vez seguida, um time melhora consideravelmente de rendimento após a saída de Mano Menezes. A pergunta inevitável que fica é: Mano é um treinador limitado ou está com falta de sorte?

Ainda acho Mano um bom treinador. Fez dois bons trabalhos que referendam a minha tese. Penso que ele assumiu dois times que não encaixaram com a sua filosofia de trabalho. Mas Mano tem que tomar cuidado, escolher um projeto bom para aceitar e voltar a emplacar um bom desempenho. Porque o status de técnico top, para mim, ele não tem mais.

Crédito da foto: Pedro Ivo Almeida/UOL

Em tempo:
Leia as notícias na página do Flamengo no UOL Esporte

Acompanhe tudo sobre a seleção brasileira no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

Sombra de medalhões é cada vez maior aos técnicos da elite do Brasileirão

Padrão

Mano

Que Mano Menezes pediu demissão do Flamengo, isso não é mais novidade. Mas a sua saída do clube da Gávea reforça um dado:  a sombra de medalhões é cada vez maior aos técnicos da elite do Brasileirão.

Entre os técnicos considerados tops no Brasil, três estão sem emprego: Mano Menezes, Abel Braga e Paulo Autuori. No segundo escalão, se encontram nesta condição Celso Roth, Adilson Batista e Joel Santana, entre outros.

Nem bem saiu do Flamengo, Mano já é considerado sombra para Tite no Corinthians, pela sua proximidade com o atual presidente Mário Gobbi.

Abel Braga foi o sonho de consumo do Flamengo logo após a saída de Mano, mas o treinador, ao menos no discurso, diz que só volta a comandar um clube em 2014 (no que faz muito bem).

Mas a presença de nomes deste calibre no mercado pode ser nociva aos treinadores da nova geração que executam um bom trabalho. Claudinei Oliveira tira leite de pedra deste Santos e faz o clube sonhar até com o G4 do Brasileirão. Mas quem garante que ele vai ser mantido no cargo no caso de uma série de insucessos?

No Palmeiras, Kleina sofria até pouco tempo atrás com a sombra de Luxemburgo, atualmente no Fluminense. Agora, até o nome de Mano chegou a ser cogitado. Que tranquilidade o treinador vai ter para continuar exercendo seu bom trabalho com tantas especulações sobre a sua saída.

“Sinceramente, como vou pensar em 2014? Meu pensamento é deixar o Palmeiras na elite. E 2014 vamos deixar para o homem lá de cima que ele vai fazer a melhor escolha”, disse após a vitória sobre o Sport.

Não tenho nada contra os técnicos medalhões. A maioria fez por merecer o status que tem. Mas a atual fase do futebol brasileiro permite que profissionais como Claudinei, Kleina, Guto Ferreira (Portuguesa) e Enderson Moreira (Goiás) recebam os elogios que tem feito por merecer e sejam mais valorizados.

Crédito da foto: Pedro Ivo Almeida/UOL

Em tempo:
Acompanhe tudo sobre o Brasileirão no UOL Esporte

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal