Dez perguntas não respondidas sobre a Copa do Mundo

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Gostaria de abordar neste post alguns questionamentos que tenho sobre a Copa do Mundo que até agora não foram respondidos. Afinal de contas, perguntar não ofende sobre a Copa do Mundo. Ou ofende?

Eis as dúvidas:

1 – A Arena da Baixada, até pouco tempo atrás, era tido como o estádio mais moderno do Brasil. Por que foi o único que quase ficou fora da Copa do Mundo?

2 – Por que o Mané Garrincha foi reformado com capacidade para mais de 60 mil pessoas? Que time brasiliense vai conseguir lotar o estádio?

3 – Por que foi criada a Arena Pernambuco sem a implosão de pelo menos um dos três estádios de Recife?

4 – Remo e Paysandu são clubes muito mais tradicionais do que os do Amazonas. O Mangueirão já teve até jogo da seleção brasileira. Por que Belém foi excluída da Copa e Manaus incluída?

5 – Por que o Corinthians ainda não conseguiu os naming rights para o Itaquerão, sendo que o Palmeiras, que não terá o estádio na Copa, conseguiu?

6 – Por que REALMENTE o Morumbi não foi escolhido como o estádio paulista da Copa do Mundo?

7 – Por que o Governo federal bateu o pé por 12 sedes da Copa, se não conseguiu entregar direito nem as oito que a Fifa queria?

8 – Por que SETE PESSOAS morreram em acidentes nas obras da Copa? As famílias destas pessoas já foram devidamente indenizadas?

9 – O que fazer para evitar os ‘elefantes brancos’ após a Copa do Mundo?

10 – Por que a presidente Dilma Rousseff insiste em dizer que será a Copa das Copas, após tantos problemas na organização do Mundial?

Alguém saberia me responder a todas estas perguntas? Desde já agradeço.

Crédito da foto: Reinaldo Canato/UOL

Relembre o post:
Fernanda Lima já pode ser considerada musa da Copa do Mundo?

Em tempo:
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Clubes colaboram (muito) para a mediocridade

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O título deste post pode parecer um tremendo contrassenso, mas não é: o futebol brasileiro não evolui porque os clubes não querem.

Explico melhor: provavelmente por medo de retaliação ou por dependência financeira, os clubes beijam a mão da CBF, que é comandada por quem representa o que há de mais atraso neste país, que é o presidente José Maria Marin e o vice Marco Polo del Nero.

O acontecimento digno de vergonha ocorrido recentemente foi o pacto firmado entre os clubes para coibir qualquer tipo de tentativa de melar o Brasileirão na Justiça Comum. A agremiação que não cumprir o pacto será punida com perda de cotas de televisão.

Outro sinal de conivência com o atraso do nosso futebol: posso estar enganado, mas não vi nenhum dirigente de clube apoiando de fato o Bom Senso FC, com atitudes concretas. Até agora eu só vi declarações vazias de apoio ao movimento que tem representado uma evolução no modo de lidar de forma mais profissional o futebol nacional.

Infelizmente, alguns casos de clubes que davam mostras de que fariam uma gestão mais profissional e empurrariam os rivais na direção da modernidade acabaram tendo insucesso pouco tempo depois, como Corinthians e Santos.

Como bem diz o técnico Muricy Ramalho, os torcedores só sabem de 10% do que realmente acontece no futebol. A guerra pelo poder ocorre nas sombras, sem alarde público entre os vencedores, nem entre os vencidos.

Enquanto os nossos dirigentes forem covardes de não peitarem as forças retrógradas que comandam a CBF e egoístas a ponto de pensarem mais na própria promoção do que no sucesso dos clubes, nosso futebol continuará atrasado.

Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress

Em tempo:

Reunião entre CBF e clubes define pacto contra decisões da Justiça Comum

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Fifa e CBF tem discurso bom contra o racismo. Mas e a prática?

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O caso deplorável de racismo envolvendo o cruzeirense Tinga na Libertadores mereceu destaque em toda a imprensa. Personalidades do mais alto calibre, como a presidente Dilma e os mandatários da Fifa e da CBF, prontamente se manifestaram contra o episódio.

“Não só como presidente da CBF, mas, sobretudo como amante do futebol, tenho o dever de repudiar essa prática absurda de racismo que continua acontecendo nos estádios. O futebol é símbolo de congraçamento, de alegria e não de demonstrações de preconceito e intolerância”, disse Marin.

“Faço coro com @dilmabr ao condenar o episódio de racismo envolvendo Tinga, do @_OficialCEC. A FIFA é contra todo ato de discriminação”, endossou Blatter.

Mas…E A PRÁTICA?

Discursos contra o racismo eu tô cansado de ouvir. Mas cadê a coragem da Fifa de obrigar a Conmebol a excluir o Garcilaso da Libertadores? Cadê a CBF para interceder a favor de Tinga e forçar a Conmebol a aplicar uma punição pesada?

Ah, alguns podem ponderar que o clube não tem nada a ver com isso. Mas os torcedores realmente sentirão as consequências dos seus atos quando perceberam que seu time não poderá disputar competições importantes por causa disso.

A punição tem que ser a mais dura possível. Até para que o exemplo seja dado, e que atos como esse não sejam mais cometidos.

E sempre é bom ressaltar: que postura elegante do Tinga durante todo o episódio. Que ele tenha a força necessária para superar isso. E que o futebol seja praticado por mais caras como ele.

Crédito da foto: Dionizio Oliveira/UOL

Vale também a leitura:

Blog do Menon: Sem hipocrisia. Somos tão racistas quanto o Real Garcilaso

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