Kleina foi demitido, mas era o menor dos problemas do Palmeiras

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Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

O Palmeiras anunciou de forma oficial que Gilson Kleina não é mais o treinador do clube. A queda dele não chega a ser uma surpresa, assim como a constatação de que era o menor dos problemas.

A diretoria do Palmeiras tem se mostrado bastante perdida em todos os processos decisórios do clube. O diretor José Carlos Brunoro veio a público logo após a derrota para o Sampaio Correa na tentativa de acalmar os ânimos. Ele chegou a dizer que a tendência era de continuidade do trabalho. Horas depois, o site oficial informou a demissão do treinador.

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Kleina errou em algumas decisões? Errou. Mas o elenco, que já tinha deficiências, perdeu ainda mais qualidade com a saída de Alan Kardec, que em muitas oportunidades atuava como uma espécie de ‘salvador da pátria’ do Palmeiras. Valdivia, que ganha R$ 700 mil por mês, mal consegue engatar uma sequência de jogos. Bruno César chegou como grande contratação e ainda sofre com problemas físicos.

E agora, quem deve vir? Já existe pressão por Vanderlei Luxemburgo. Não acho uma boa, pois ele só gosta de trabalhar com medalhões. Penso que o Palmeiras deve optar por novos nomes no mercado, como Guto Ferreira e Doriva, que estejam preparados para tirar muito dos atletas que a diretoria conseguirá contratar nessa política de contrato de produtividade. Se tiver que sonhar alto, que espere Gerardo Martino sair do Barcelona e ficar disponível para o futebol sul-americano. Se tiver que escolher alguém com mais experiência no mercado, que traga Dorival Júnior, cuja família tem identificação com o Verdão.

E aí, concorda com a demissão de Kleina? Quem você escolheria para o lugar? Comente na caixinha!

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

OPINIÃO NO TORCEDORES.COM:
Ricardo Alves: Palmeiras precisa de meio time para não ser rebaixado
Eduardo Gonçalves: Veja por que o Palmeiras deve apostar em Luxemburgo/a>
Matheus Adami: Trocar de técnico não é solução para o Palmeiras

Palmeiras sofrerá da maldição dos clubes no ano do Centenário?

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palmeiras

Após uma amarga temporada na Série B, o Palmeiras enfim volta para o lugar de nunca deveria ter saído: a elite do Brasileirão. O ano de 2014 tem tudo para ser especial para o torcedor alviverde, que completa 100 anos de sua rica história. Mas será que o Palmeiras seguirá o exemplo de outros clubes e será acometido pela maldição do Centenário?

Corinthians, Santos, Atlético-MG, Flamengo. Todos esses clubes já completaram 100 anos de história e tiveram uma temporada bem abaixo da média no ano do Centenário. A exceção fica para o Vasco, que conseguiu vencer a Libertadores em 1998.

E o Palmeiras? Bom, o Palmeiras começa 2014 com mais uma reformulação. Quase uma dezena de jogadores deixou o clube, e quem veio não inspira tanta confiança.

Dos que saíram, o zagueiro Vilson fará falta. Dos que chegaram, Lúcio pode ser um bom reforço se realmente tiver disposto. Caso contrário, poderá desagregar o grupo com sua postura, como já fez no São Paulo até ser afastado.

O Palmeiras está tentando implementar no mercado uma estratégia interessante, que é a do contrato de produtividade, mas que pode deixar o clube atrás dos rivais se for o único a adotar este método de contratação.

Mas acho que, para ser campeão, o clube precisa da chegada de alguns reforços de impacto. Os que foram contratados até agora não empolgam o torcedor. Se quer ter um ano vencedor, o Palmeiras não pode também perder peças que foram importantes em 2013. Caso contrário, tem tudo para passar em branco no Centenário.

Crédito da foto: Mauricio Duarte/UOL

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Kleina, um pedido: não permita tanto desrespeito da diretoria do Palmeiras

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UFC

Infelizmente, pessoas do bem estão cada vez mais raras no futebol de hoje. Pelo que sei e os amigos que cobrem mais a fundo o dia a dia do futebol, o técnico Gilson Kleina se encaixa neste perfil. E é por isso que eu tomo a liberdade de fazer um pedido ao treinador: não se permita sofrer com tanto desrespeito da diretoria do Palmeiras. Amor próprio é a melhor saída.

Depois de ser fritado por um bom tempo, Kleina teve que lidar com duas decepções com a diretoria do Palmeiras. A primeira foi quando o diretor José Carlos Brunoro se viu obrigado a confirmar diante de tantas evidências a conversa que teve com o argentino Marcelo Bielsa.

Brunoro ainda teve a coragem de dizer que “dentre os brasileiros, o Kleina é o preferido da diretoria”. É a mesma coisa que eu dar em cima de uma mulher famosa, levar um fora. A minha namorada descobre, e eu não nego o fato, mas uso a seguinte justificativa: “das mulheres que não são famosas, você é a minha preferida”. Quem iria acreditar numa desculpa destas?

A segunda aconteceu nesta sexta-feira. Vazou na imprensa a informação de que o Palmeiras teria oferecido redução de salário a Kleina para ele ficar em 2014, com bonificações para as metas atingidas. A estratégia de Brunoro e cia me parece muito clara: oferecer algo para o treinador não aceitar e decidir sair do Verdão. Pronto, a desculpa para a torcida palmeirense já estaria definida: nós quisemos a permanência dele, mas ele pediu para sair. É a tão falada “transferência de responsabilidade”.

Kleina, tanto os jogadores quanto os torcedores já mostraram que estão ao seu lado. Saia por cima, com o objetivo da subida para a Série A bem cumprido. Não permita ser alvo de tanto desrespeito. Você não merece.

Para a diretoria do Palmeiras, eu só faria um pedido: mais transparência. Deixar Kleina ir embora pode até ser uma boa solução, desde que seja tomada às claras. Agir desta forma é algo nocivo para todas as partes.

Crédito da foto: Reinaldo Canato/UOL

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Virou moda a injustiça de ‘fritar’ técnico no futebol brasileiro

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Confusão

Talvez pior do que demitir técnico é ‘fritá-lo’. E esta injustiça isso tem virado moda no futebol brasileiro. Vanderlei Luxemburgo sofreu uma fritura de duas semanas até ser demitido do Fluminense. Gilson Kleina tem trabalho contestado no Palmeiras e não deve continuar, assim como Claudinei Oliveira no Santos.

O que me incomoda nesses casos é a falta de transparência. Por que os clubes não comunicam aos treinadores que não vão contar mais com eles no final do contrato? Quem ganha com essa fritura?

O Palmeiras é o caso mais curioso. No Paulistão, Kleina perdeu nas quartas de final para o vice-campeão Santos e caiu nas oitavas da Copa do Brasil contra o Atlético-PR, que faz um belíssimo segundo semestre e disputa o título da competição. A obrigação que lhe foi dada, o treinador cumpriu com sobras: voltar para a Série A em 2014.

E o que Kleina ganhou com isso? A desconfiança. Os dirigentes do Palmeiras são incapazes de dar qualquer tipo de declaração que passe ao menos a impressão de que ele será o técnico em 2014. Que empolgação o técnico tem para terminar a temporada com esse ‘apoio’?

No Santos, inúmeros técnicos já foram cotados para a vaga de Claudinei que, apesar de algumas falhas, faz um trabalho muito melhor do que o apresentado por Muricy nesta temporada. Mas assim como no Palmeiras, os dirigentes santistas não fazem questão nenhuma de manifestar apoio público ao seu trabalho. Talvez isso explique o porquê de ele privilegiar tanto a retranca nas opções táticas que escolhe para escalar o time.

O Fluminense demitiu Luxemburgo e horas depois anunciou Dorival Junior. Será mesmo que a diretoria não tinha conversado com ele antes da demissão do antecessor? Duvido. A demissão foi uma decisão acertada, mas deveria ter acontecido duas semanas antes, quando o time carioca perdeu em casa para o Vitória mesmo com um jogador a mais.

Até o Corinthians, que sempre foi um bom exemplo de manutenção dos técnicos, tem hesitado demais para assegurar a presença de Tite em 2014. Será um sinal de uma mudança de postura para pior na cultura do futebol brasileiro? Se for, uma pena.

Crédito da foto: Rodrigo Capote/UOL

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Sombra de medalhões é cada vez maior aos técnicos da elite do Brasileirão

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Mano

Que Mano Menezes pediu demissão do Flamengo, isso não é mais novidade. Mas a sua saída do clube da Gávea reforça um dado:  a sombra de medalhões é cada vez maior aos técnicos da elite do Brasileirão.

Entre os técnicos considerados tops no Brasil, três estão sem emprego: Mano Menezes, Abel Braga e Paulo Autuori. No segundo escalão, se encontram nesta condição Celso Roth, Adilson Batista e Joel Santana, entre outros.

Nem bem saiu do Flamengo, Mano já é considerado sombra para Tite no Corinthians, pela sua proximidade com o atual presidente Mário Gobbi.

Abel Braga foi o sonho de consumo do Flamengo logo após a saída de Mano, mas o treinador, ao menos no discurso, diz que só volta a comandar um clube em 2014 (no que faz muito bem).

Mas a presença de nomes deste calibre no mercado pode ser nociva aos treinadores da nova geração que executam um bom trabalho. Claudinei Oliveira tira leite de pedra deste Santos e faz o clube sonhar até com o G4 do Brasileirão. Mas quem garante que ele vai ser mantido no cargo no caso de uma série de insucessos?

No Palmeiras, Kleina sofria até pouco tempo atrás com a sombra de Luxemburgo, atualmente no Fluminense. Agora, até o nome de Mano chegou a ser cogitado. Que tranquilidade o treinador vai ter para continuar exercendo seu bom trabalho com tantas especulações sobre a sua saída.

“Sinceramente, como vou pensar em 2014? Meu pensamento é deixar o Palmeiras na elite. E 2014 vamos deixar para o homem lá de cima que ele vai fazer a melhor escolha”, disse após a vitória sobre o Sport.

Não tenho nada contra os técnicos medalhões. A maioria fez por merecer o status que tem. Mas a atual fase do futebol brasileiro permite que profissionais como Claudinei, Kleina, Guto Ferreira (Portuguesa) e Enderson Moreira (Goiás) recebam os elogios que tem feito por merecer e sejam mais valorizados.

Crédito da foto: Pedro Ivo Almeida/UOL

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