Dica de curso para quem quer trabalhar com futebol

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Pessoal que me acompanha no blog e gostaria de trabalhar com futebol, indico o curso do Business Futebol Clube, que começará no dia 29 de março e irá até 2 de junho, com aulas às segundas e sábados.

O curso conta com aulas dos camaradas Eduardo Affonso, da Rádio ESPN, Dassler Marques, do Terra, além de outros grandes profissionais, como Gustavo Hofman, da ESPN Brasil, e Alexandre Praetzel, da Rádio Bandeirantes, entre outros.

Quem quiser ter mais informações, seguem dois bons links de referência: a página da web e a página do Facebook do curso.

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Técnicos estão se estressando no banco. E culpam os médicos

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O que Muricy Ramalho e Oswaldo de Oliveira tem em comum além de serem técnicos? Eles tem chamado a atenção por se estressarem no banco de reservas. E ambos encontraram o mesmo ‘culpado’ para este problema: os seus respectivos médicos.

“Quero pedir desculpa a todos. Isso normalmente não acontece comigo. Recentemente meu médico falou: ‘Não guarda, não somatiza, que isso vai te fazer mal’. Então eu às vezes extravaso porque ficar contendo esse tipo de coisa tem me feito sentir muito mal. Por isso eu às vezes extrapolo um pouquinho”, disse Oswaldo de Oliveira após o empate no clássico contra o São Paulo, jogou em que ele foi expulso.

Muricy Ramalho chegou a perder jogos por problemas de saúde quando ainda era técnico do Santos. Depois que melhorou, disse o mesmo que Oswaldo: que seu médico pediu para que ele extravase a raiva que sente.

São dois dos melhores técnicos do Brasil. Os resultados falam por si. Mas estão estressados. E a questão que fica implícita neste stress é: será que os treinadores não são pressionados mais do que deveriam? Será que os super salários que recebem não vem acompanhados de uma pressão e um stress excessivos? Penso que as duas coisas tem que diminuir na vida do treinador brasileiro – a cobrança e o salário.

Crédito da foto: Reinaldo Canato/UOL

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Contra o imediatismo no futebol: adote esta causa

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Nesta semana, aconteceram dois fatos que me deixaram intrigado e chamaram a minha atenção para o óbvio: como somos imediatistas em algumas análises ligadas ao futebol. Por isso, lhe peço: adote esta causa contra este movimento.

Vamos descrever as situações. A primeira ocorreu com Paulo Henrique Ganso, que foi duramente criticado por muitos quando Muricy Ramalho o colocou no banco de reservas, e virou gênio para outros quando participou de dois gols da vitória do São Paulo sobre o XV de Piracicaba apenas três dias depois.

Ganso não é gênio, muito menos perna de pau. Tem uma inteligência e qualidade técnica acima da média dos demais, mas insiste ainda em dormir e demonstrar falta de vibração em alguns momentos importantes dos jogos que participa. Não deve ser crucificado, nem idolatrado. Deve sim ser elogiado e criticado quando for necessário.

O outro caso ocorreu com Adriano Imperador, que entrou no final de duas partidas do Atlético-PR na Libertadores. Na primeira, ficou oito minutos, nem tocou na bola, mas já foi questionado sobre seleção brasileira (?). Na segunda, foi colocado numa ‘fria’ pelo técnico, reclamou e o mundo caiu sob as suas costas por causa disso.

Adriano já tem experiência suficiente para saber que não deve externar desta forma algumas reações para não gerar crise nos times em que atua. Mas…ele estava errado? De que adiantava entrar naquela hora?

Sei que é chover no molhado falar que o Imperador motivado é atacante de seleção, mas não se deve criar expectativas em um jogador com o histórico de Adriano e que ficou tanto tempo parado. Deve-se sim acompanhar a sua evolução, cobrá-lo se houver recaídas e enaltecer o seu desempenho quando for necessário. Sem imediatismos.

Nós jornalistas, como formadores de opinião, às vezes não nos damos conta de como uma análise imediatista pode interferir no dia a dia de um clube e de um jogador, tanto para o bem, quanto para o mal. O oba-oba tem sempre que ficar com a torcida.

Relembre o post:
É preciso ter paciência nas análises sobre Ganso

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Santos briga com ídolos, mas não é o maior prejudicado

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O desabafo de Neymar contra a diretoria do Santos nas redes sociais é a prova cabal de uma tendência que vem se reforçando a cada dia que passa: a gestão Laor/Odílio tem brigado com os maiores ídolos recentes da história do clube.

Posso soar repetitivo, mas nem Santos, nem os ídolos, são os maiores prejudicados. É o torcedor santista.

Neymar, Robinho, Elano, Léo, Zé Roberto, Fábio Costa e Ganso foram fundamentais para construir a história recentes de títulos do Santos, e fazer o clube voltar ao patamar de um dos maiores do país.

E todos eles, com mais ou menos intensidade, brigaram com a atual diretoria do Santos. Robinho foi até radical a ponto de dizer que não volta a vestir a camisa do clube enquanto esta gestão estiver no poder.

Não conheço os bastidores de cada uma das brigas, então não tenho como dizer quem está certo. Só que a extensa lista de nomes que brigaram com a diretoria me faz crer que algo tem que mudar na gestão do Santos.

Os ídolos ficam para a história, os dirigentes passam. A briga não é boa para ninguém.

Crédito: Ricardo Nogueira/Folha Imagem

Confira também no blog:
A palavra é dele: ex-santista diz que título brasileiro de 95 do Botafogo foi armado

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Clubes colaboram (muito) para a mediocridade

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O título deste post pode parecer um tremendo contrassenso, mas não é: o futebol brasileiro não evolui porque os clubes não querem.

Explico melhor: provavelmente por medo de retaliação ou por dependência financeira, os clubes beijam a mão da CBF, que é comandada por quem representa o que há de mais atraso neste país, que é o presidente José Maria Marin e o vice Marco Polo del Nero.

O acontecimento digno de vergonha ocorrido recentemente foi o pacto firmado entre os clubes para coibir qualquer tipo de tentativa de melar o Brasileirão na Justiça Comum. A agremiação que não cumprir o pacto será punida com perda de cotas de televisão.

Outro sinal de conivência com o atraso do nosso futebol: posso estar enganado, mas não vi nenhum dirigente de clube apoiando de fato o Bom Senso FC, com atitudes concretas. Até agora eu só vi declarações vazias de apoio ao movimento que tem representado uma evolução no modo de lidar de forma mais profissional o futebol nacional.

Infelizmente, alguns casos de clubes que davam mostras de que fariam uma gestão mais profissional e empurrariam os rivais na direção da modernidade acabaram tendo insucesso pouco tempo depois, como Corinthians e Santos.

Como bem diz o técnico Muricy Ramalho, os torcedores só sabem de 10% do que realmente acontece no futebol. A guerra pelo poder ocorre nas sombras, sem alarde público entre os vencedores, nem entre os vencidos.

Enquanto os nossos dirigentes forem covardes de não peitarem as forças retrógradas que comandam a CBF e egoístas a ponto de pensarem mais na própria promoção do que no sucesso dos clubes, nosso futebol continuará atrasado.

Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress

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Reunião entre CBF e clubes define pacto contra decisões da Justiça Comum

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Por que homem vê mais novela do que futebol?

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O bom site Notícias da TV divulgou recentemente uma pesquisa feita pelo Ibope que mostra que a novela é o gênero mais visto pelos homens de todo país, na frente até do futebol. Mas por que isso acontece?

Não consigo cravar um motivo para responder ao questionamento acima, mas penso que se trata de uma boa prova do quanto o produto futebol tem sido maltratado neste país.

Futebol é culturalmente a paixão nacional entre os homens. Mas a grande quantidade de jogos e o nível decrescente das partidas, a meu ver, tem colaborado para que o gênero das novelas atraia um interesse maior até do sexo masculino.

A audiência das transmissões na TV aberta, que antes era muito grande, tem caído competição após competição. Os melhores índices de audiência costumam ser nas transmissões dos clássicos, prova de que quando o jogo é importante, ele acaba atraindo o interesse do público.

Neste contexto, um número menor de jogos realizados, ou até menos transmissões de partidas na TV aberta, viriam a calhar para que o futebol ultrapasse a novela e se torne novamente a paixão nacional.

Crédito da foto: TV Globo/Divulgação

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A relação (nada) tranquila entre jornalistas esportivos e torcedores no Twitter

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Torcida

O jornalismo esportivo proporciona situações inusitadas. Uma delas é a relação, em boa parte, tumultuada com o amigo internauta no Twitter. Fanático por futebol, ele sempre acha que o repórter (no caso deste post, eu) torce para o time rival ao dele.

Neste contexto, fui chamado várias vezes de são-paulino pelos corintianos, e corintiano por são-paulinos e palmeirenses, como se só fosse permitido torcer para estes dois times.

E por quê motivo? Porque os fanáticos acham erroneamente que se o jornalista escreve uma matéria que não é positiva para o time que eles torcem, é porque ele está disposto a desestabilizá-lo pelo fato de torcer para o rival.

Ou seja, a produção do jornalista de futebol, na visão destes fanáticos, se resume a: “achar uma forma de beneficiar o time que ele torce”.

Quando fui setorista por um tempo do Corinthians, cheguei a ser ameaçado por valentões do Twitter, que disseram que eu era ‘jornalista bambi’ e só queria falar mal do clube. A mesma situação que eu descrevi é vivida por vários colegas que ocupam a função nos principais times deste país. Fica a pergunta: até quando a paixão vai falar mais que a razão nestes casos?

Crédito da foto: AFP

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