Livro “Em 12 Rounds” explora casos desconhecidos do boxe brasileiro

Padrão
Divulgação

Divulgação

O boxe brasileiro teve apenas quatro campeões mundiais, mas por trás dos cinturões, inúmeros casos fantásticos formaram a história da nobre arte no país. O livro “Em 12 Rounds”, projeto feito em parceria pelos jornalistas e autores Bruno Freitas e Maurício Dehò, embarca em doze episódios que podem ter passado despercebidos pelo grande público, mas que agora são resgatados e contados em detalhes.

E não imagine apenas Eder Jofre e Popó entre os retratados. Você se lembra das passagens de Muhammad Ali e Mike Tyson pelo Brasil? Elas também são relatadas no livro.

Acesse a página do blog do Renan Prates no Facebook

A publicação será feita pela Editora Via Escrita. Para viabilizar o lançamento, parte do investimento será com a ajuda das centenas de fãs de boxe e esporte em geral ávidos por um material como este, raro no Brasil. Um financiamento coletivo pelo site Catarse vai arrecadar parte do necessário para levar o livro à gráfica e, assim, às mãos dos leitores.

Entre as 12 histórias que são trazidas no livro – um capítulo extra ainda trará um 13º caso para quem colaborar com uma das cotas disponíveis no Catarse -, há detalhes curiosos como a vida de Eder Jofre no circo durante uma breve aposentadoria do ringue e a passagem especial que o fez voltar a lutar.

Para colaborar e adquirir o livro: O projeto no Catarse funciona como um financiamento coletivo, em que o leitor adquire cotas e é recompensado por sua colaboração. No caso do livro “Em 12 Rounds”, são seis tipos de contribuição – só a de menor valor não da direito a pelo menos um exemplar da obra. Todos os colaboradores terão o nome impresso em uma página de agradecimento à campanha. A cota de R$ 40 reais é a mais simples a retribuir com um exemplar do livro. A partir das contribuições de R$ 60, o leitor tem direito a um capítulo extra, inédito, que será disponibilizado em PDF.

Crédito da foto: Divulgação

Texto originalmente publicado no site Torcedores.com. Seja um colaborador!

Homenagens da Globo dão a noção da grandeza de Luciano do Valle

Padrão

luciano-do-valle-fez-50-anos-de-carreira-em-2013-depois-de-comecar-a-trabalhar-em-campinas-aos-16-1385034312001_615x300

Luciano do Valle morreu neste final de semana. De forma muito justa, recebeu homenagens de todos os cantos do país. A TV Bandeirantes, empresa onde ele trabalhava, mudou toda a sua programação por causa da morte do seu principal representante da equipe de esportes. Mas a série de reverências da TV Globo, rival pela audiência, dão a noção da grandeza do narrador.

A Globo dedicou muitos minutos do Jornal Nacional, programa de maior audiência do jornalismo televisivo brasileiro, para falar sobre a morte de Luciano do Valle. Nesta segunda, o Globo Esporte iniciou e terminou com reverências ao narrador, que foi funcionário da empresa.

O que faz a maior emissora do país destinar muitos minutos da sua programação para homenagear um narrador que trabalhava numa concorrente? A grandeza de Luciano do Valle, um dos maiores narradores da TV brasileira (senão o maior) e um dos grandes empreendedores do esporte brasileiro.

O fato de Galvão Bueno ter entrado ao vivo no Brasil Urgente para falar da morte de Luciano do Valle e enaltecer as suas qualidades também chama atenção. Primeiro, porque Galvão quase nunca concede entrevistas para outras emissoras, somente para a Globo. Segundo, porque Luciano foi o único narrador que chegou ao seu patamar – muitos dizem que foi melhor do que Galvão.

Siga o Blog do Renan Prates no Facebook

“A televisão brasileira e a comunicação brasileira ficam mais pobres. Luciano é um marco para a história do país. Eu me orgulho de poder dizer que fui amigo, que eu concorri com ele e que eu aprendi com ele”, disse Galvão.

Os clubes fizeram várias homenagens durante a rodada de abertura do Campeonato Brasileiro. Mas a mais bonita delas, a meu ver, foi a do São Paulo, que colocou no alto-falante narrações históricas do Luciano do Valle em jogos do Tricolor e exibiu faixas como agradecimento.

A comoção de Nivaldo Prieto, que não conseguiu entrar no ar porque não parava de chorar, foi muito emocionante. Dentre os depoimentos, um dos que mais me tocou foi do técnico José Roberto Guimarães, que mostrou toda a sua gratidão por tudo que Luciano do Valle fez ao vôlei brasileiro.

Luciano não fez apenas para o vôlei. Foi de enorme importância para o basquete, para a Fórmula Indy, para o Boxe, até para a Sinuca! Ajudou a popularizar nomes como Paula, Hortência, Maguila, Popó…praticou os conceitos de TV fechada na TV aberta, muito antes da existência de ESPN, FOX, Sportv.

Mas Luciano foi mais importante para a minha infância esportiva, como deve ter sido para a sua. Uma parte dela morreu neste último sábado. E infelizmente não será substituída a altura.

Crédito da foto: Folhapress

Em tempo:
Galvão entra ao vivo na Band e lamenta morte de “maior concorrente”

Globo Esporte faz homenagem e mostra Do Valle como apresentador

Homenagem a Luciano do Valle faz Jornal Nacional falar de concorrente