Laor amarga um fim melancólico de gestão no Santos

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Antes de mais nada, o post abordará apenas e tão somente a situação política do presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro no Santos. Desejo de coração que ele tenha uma boa recuperação da doença que o obrigou a pedir licença do comando do clube.

Segundo presidente mais vencedor da história do Santos, como ele mesmo gosta de alardear, Laor assumiu em 2010 sob desconfiança e fez um biênio acima da média, com uma gestão moderna que teve méritos de repatriar Robinho e dar as condições para que Neymar pudesse desenvolver o seu melhor futebol e permanecer no Santos por muito tempo, driblando um forte assédio europeu por quatro anos.

Como bem lembrado pelo grande Fábio Sormani, o presidente mais vitorioso da história do Santos é Athiê Jorge Cury, que presidiu o clube de 1945 a 71, em toda a “Era Pelé”.

Talvez tomado por uma sensação de soberba, Laor e seus comandados deixaram muito a desejar após a reeleição. O Santos passou a sofrer da ‘Neymardependência’ e não soube se preparar para a saída do seu maior craque. O caldeirão político eferveceu e sua saúde começou a degringolar. Sem opções, decidiu pedir licença médica e deu lugar para o seu vice Odílio Rodrigues.

Hoje, Laor é apenas uma sombra de tudo o que ele representou para o Santos no primeiro mandato. A entrevista que ele concedeu para o Lancenet é emblemática neste sentido. “Virei uma figura fantasma no Santos. Hoje não há nenhuma consulta ao presidente eleito por 87% dos sócios em 2011”, admitiu.

Mas o que tem caracterizado o seu fim melancólico no Santos são as suas declarações atrapalhadas. Instado pela imprensa a falar sobre a saída de Neymar para o Barcelona, Laor declarou que não tinha assinado nenhum papel que liberava o jogador a negociar com o clube espanhol em 2011. Quando Neymar mostrou o contrato nas redes sociais, ficou caracterizada a mentira, e ele teve que se retratar, alegando que não se lembrava de ter assinado, mas que esse contrato não tinha nenhuma validade.

Na mesma ocasião, Laor, que cansou de elogiar publicamente Neymar pai e sua postura por manter o filho no Santos, passou a criticar o ex-parceiro.

Por mais que se recupere de saúde, não acredito que Laor voltará a exercer o cargo de presidente do Santos. Não há mais clima dentro do clube para isso. Fim triste de um dirigente que mesmo com vários defeitos apresentados, ficará para a história com uma Libertadores, uma Copa do Brasil e três Paulistas no currículo.

Concorda comigo? Opine na caixinha!

Crédito da foto: Divulgação/SantosFC

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3 comentários sobre “Laor amarga um fim melancólico de gestão no Santos

  1. neli faria

    Pode ser o segundo mais vencedor da história(virgula…com os atletas deixado pelo MT) mas inegavelmente é o PIOR presidente da História. A propalada renovação de neimar(i de indignada), não passou de um crime contra o Santos:diminuiu a multa,diminuiu o tempo do contrato e diminuiu a participação do Santos nas propagandas,Isto sendo que o neimercenario já estava comprometido com o time sem ética do barcelona.Disse em 2012 que o contrato era danoso para o Santos.Enganou-me uma vez na segunda anulei o voto.PIOR presidente da história.

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