Jornalismo e a possibilidade de contar boas histórias em grandes eventos

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Os grandes eventos sempre proporcionam para o jornalista a possibilidade de contar histórias interessantes. Mas às vezes, justamente por serem grandes eventos, o profissional de imprensa se vê obrigado a ficar atento ao que a gente chama de factual (fatos que acontecem durante o evento) e não consegue prestar atenção nas ‘pequenas grandes histórias’.

Dia 4 de dezembro de 2011. Última rodada do Campeonato Brasileiro. Clássico entre Corinthians e Palmeiras. O Timão precisava de muito pouco para ser campeão, mas o Verdão tinha chance de estragar a festa. Fomos escalados eu e meus amigos Bruno Thadeu e Carlos Padeiro para trabalharmos pelo UOL Esporte durante o evento.

Inicialmente eu iria ficar mais ligado no que fosse acontecer no Palmeiras, mas antes do jogo consegui presenciar histórias interessantes que me permitiram ficar mais ‘solto’ na cobertura, ou seja, sem o compromisso de ficar tão atento ao que estava acontecendo diretamente com os dois clubes.

Foi uma experiência enriquecedora. Pude presenciar de perto cenas como o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ‘furando a fila’ de outros seus colegas de profissão que queriam assistir à final sem pagar, e sendo cornetado por isso.

Mas o que me marcou mais, foi que tive que sair da área de imprensa antes do apito final, porque o caminho de lá até a zona de entrevistas do Pacaembu é extenso. Por conta disso, pude presenciar o sofrimento de alguns dos dirigentes do Corinthians, que acompanharam os minutos finais da partida do alambrado, cercado de seguranças.

Naquela cobertura, outros três acontecimentos me marcaram: o papo ‘surreal’ de Emerson Sheik, que mesmo alcoolizado concedeu entrevista para o Programa 24 horas, a briga do repórter do CQC Felipe Andreoli com o fiscal da Federação Paulista para poder entrar na área de entrevistas e o torcedor do Corinthians que quase protagonizou uma boa confusão com a delegação do Palmeiras porque disse ter sido agredido pelo goleiro Deola.

No final de tudo, tive aquela constatação meio surrada, mais sempre válida: foi por tudo que vivi naquele dia (e em outros já descritos aqui) que decidi fazer a faculdade de jornalismo. E é por tudo isso que foi e será relatado nessa área Bastidores do Jornalismo que a minha escolha valeu muito a pena.

Crédito da foto: AP Photo/Andre Penner

Relembre como foi a cobertura:

Sheik alcoolizado, CQC barrado e ministro cornetado; veja bastidores do título corintiano

Corinthians fica no 0 a 0 com Palmeiras e conquista o penta em jogo marcado por confusão no final

Em tempo:

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

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