Jornalismo e a chance de encontrar seus ídolos de infância. E até de desmitificá-los

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Ronaldo

Fazer jornalismo já me proporcionou uma infinidade de sensações. E certamente os momentos que mais me marcaram, principalmente no esporte, foram os encontros nas pautas com meus ídolos de infância. Neles, tive a chance de reforçar esta idolatria, mas também de desmitificá-los, em alguns casos que não cabem serem citados.

Na época em que Ronaldo Fenômeno foi contratado pelo Corinthians, eu costumava cobrir as folgas dos setoristas oficiais no UOL Esporte. Numa delas, fui escalado para cobrir o treino do Timão. Estava lá, na época ainda no Parque São Jorge, quando o assessor comunicou aos jornalistas:  quem vai dar coletiva hoje é o Ronaldo.

QUEM??? O Ronaldo! Demorou a cair a ficha. Afinal de contas, torci pelo cara em quatro Copas do Mundo. E eu tinha a oportunidade de entrevistá-lo, ainda que fosse para fazer somente uma pergunta.

Para mim, não foi uma coletiva normal. Não só pelo trabalho de enviar mais notas do que de costume para a redação. Mas também pela chance que tive de fazer pergunta para um cara que foi meu ídolo na infância. Me lembro até hoje do questionamento que fiz. Quis saber do Ronaldo se ele tinha ficado craque em fisioterapia de tantas operações que fez na carreira. Ele riu e admitiu até que o fisioterapeuta dele tinha ficado impressionado com o conhecimento que tinha adquirido sobre o assunto. Rendeu um blog.

Este é um exemplo bacana que guardo comigo. Como já descrevi em outro post, vivenciei experiência importante para a minha carreira nas coletivas que contaram com a presença do Pelé, como já contei neste blog um dos meus encontros com ele. Em Brasília, pude estar ao lado do então presidente Lula, em contato muito breve, mas para mim inesquecível.

Claro que tive experiências negativas também, em que as pessoas que eu admirava na infância me decepcionaram no contato pessoal. Estes cidadãos tiveram suas imagens arranhadas para mim. Foram desmitificados. Como já disse em outra oportunidade, o jornalismo me faz ter acesso a mais informações sobre os boleiros e os clubes em que eles atuam do que quem não trabalha nesta área. E foi por esse motivo que deixei de torcer por alguns deles.

Mas não cabe aqui descrever pessoas ou casos que me desagradaram. O objetivo deste post foi descrever algumas experiências boas proporcionadas pela minha profissão que vou guardar para sempre na vida.

Crédito da foto: Sebastião Moreira/EFE

Em tempo:
Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal

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