É possível ir do descrédito ao topo do mundo em dois anos? Sim. Tite explica como

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Era junho de 2011. Estávamos todos acompanhando a um treino do Corinthians em um lugar incomum para o dia a dia do clube: o Hotel Fazenda Estância das Amoreiras, situado na cidade mineira de Extrema, local escolhido pelo técnico Tite como refúgio para o clube se preparar para o restante do Brasileirão de 2011.

A situação, que no início do ano era péssima, tinha começado a melhorar. O Corinthians de Tite havia chegado ao fundo do poço no início do ano após a vexatória eliminação para o Tolima na Pré-Libertadores, mas Tite se manteve no cargo mesmo assim e ainda foi vice-campeão paulista.

O combinado com a Renata, assessora de imprensa do Corinthians, era que Tite falasse comigo logo depois do treino. Num momento de descuido nosso, ele caminhava para o hotel e teve que ser chamado por ela. Tite voltou prontamente e me atendeu até o local ficar quase que totalmente escuro, em uma entrevista que foi acompanhada também pelo Márcio, da sua assessoria pessoal. O técnico respondeu com boa vontade a todas as perguntas, sem se importar com o tempo, nem com a escuridão do local.

Da entrevista, renderam duas matérias. Mas rendeu principalmente uma frase que me marcou até hoje. Tite falou da importância de ganhar um título de expressão neste trabalho pelo Corinthians. Explicou, em tom de chateação, que tinha feito grandes trabalhos na carreira, mas que não eram devidamente reconhecidos porque não foram chancelados por taças de muito valor.

Parei pra pensar, de fato ele tinha razão. Ou alguém duvida que ele tenha feito um bom trabalho no Grêmio de 2001, que foi campeão da Copa do Brasil ganhando com autoridade do Corinthians em casa? Ou as duas campanhas de recuperação que fez com Corinthians (2005) e Palmeiras (2006) não foram bons trabalhos? Mas nada disso importa se não vier acompanhado de um título de expressão. E Tite tinha razão.

Pois bem. Pouco tempo depois da nossa conversa, começou a redenção de Tite. Ele ganhou Brasileirão, Libertadores, Mundial, Paulista, Recopa. Já é campeão das principais competições que um treinador pode conquistar. Saiu do limbo ao posto de melhor treinador brasileiro (disparado) em apenas dois anos.

Tite faz parte daquela lista de profissionais de futebol que a gente torce independente de estarem no nosso time de coração. Honesto, de princípios, estudioso, sempre interessado em aprender. É um treinador que faz bem ao futebol. Como bem disse Paulo Autuori quando ainda dirigia o Vasco, a nossa classe de técnicos brasileiros deveria ser menos arrogante. E espelhar em bons exemplos como o de Adenor Bacchi.

Crédito da foto: Renan Prates/UOL

Em tempo:
Segue o link das matérias que fiz após a exclusiva:

Tite diz que virou alvo de brincadeiras até do filho pelo perfil falso no Twitter

Adepto da prancheta, Tite vira discípulo de Joel e mostra vício por estatísticas

Veja a lista das matérias que fiz pelo UOL na minha página pessoal:

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